Sánchez reconhece derrota dias depois de Keiko Fujimori ter sido proclamada presidente do Peru
Sánchez reconhece derrota dias depois de Keiko Fujimori ter sido proclamada presidente do Peru
Reuters
06/07/2026
LIMA, 6 de julho (Reuters) - O candidato de esquerda Roberto Sánchez reconheceu sua derrota dias depois que a candidata de direita Keiko Fujimori foi proclamada presidente eleita do país, de acordo com um comunicado divulgado nesta segunda-feira por seu partido, Juntos pelo Peru, e dois grupos aliados.
Keiko foi anunciada oficialmente na semana passada como a vencedora do segundo turno eleitoral de 7 de junho, com 50,135% dos votos, com uma diferença de 49.641 votos em relação ao seu rival.
Sánchez afirmou no comunicado publicado no X, assinado também pelos líderes da oposição do Partido Agora Nação e do Partido Cívico Obras, que o reconhecimento dos resultados não implica “renunciar ao direito de apontar e denunciar as irregularidades que ocorreram durante o processo eleitoral”.
Na carta, Sánchez declarou que formará uma coalizão parlamentar para exercer, a partir do Congresso, juntamente com seus aliados, “um controle político firme, vigilante e responsável para defender os direitos fundamentais, restaurar a justiça, o equilíbrio dos Poderes do Estado... e a democracia”.
No comunicado, os três partidos afirmam ainda que, a partir do Congresso, buscarão restabelecer a paz no país por meio de uma agenda que inclui a libertação do ex-presidente Pedro Castillo, que foi preso por tentar dissolver o Congresso no final de 2022. A destituição do ex-presidente gerou protestos sociais que deixaram dezenas de mortos e feridos.
O candidato de esquerda havia afirmado anteriormente que não reconheceria um governo de Keiko Fujimori após denunciar, sem provas, que houve fraude. Sánchez, que liderou marchas contra o processo, apresentou na semana passada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) uma queixa contra as eleições.
Keiko, filha do falecido ex-presidente Alberto Fujimori, que concorreu pela quarta vez, assumirá o poder em 28 de julho para um mandato de cinco anos.
(Reportagem de Marco Aquino)
Reuters

