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Secretário de Defesa dos EUA soa 'alarme' sobre fortalecimento militar da China e pede a aliados que aumentem gastos com defesa

Secretário de Defesa dos EUA soa 'alarme' sobre fortalecimento militar da China e pede a aliados que aumentem gastos com defesa

Reuters

30/05/2026

Placeholder - loading - Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, discursa em cúpula de segurança em Cingapura 30 de maio de 2026 REUTERS/Edgar Su
Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, discursa em cúpula de segurança em Cingapura 30 de maio de 2026 REUTERS/Edgar Su

Por Gregor Stuart Hunter e Rae Wee e Jun ​Yuan Yong

CINGAPURA, 30 Mai (Reuters) - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, pediu aos aliados asiáticos, neste sábado, que aumentem os gastos militares para combater o crescente poder da China e impedir seu domínio na região, alertando sobre o 'legítimo alarme' em relação ao rápido fortalecimento militar do país.

Hegseth, falando no Diálogo de Shangri-La em Cingapura, o principal fórum da Ásia para líderes de defesa, militares e diplomatas, disse que uma rede de aliados mais forte e mais autossuficiente é essencial para deter a agressão e preservar o equilíbrio de poder.

'Há um alarme legítimo em relação ao histórico fortalecimento militar da China e à expansão de suas atividades militares na ⁠região e ⁠fora dela', disse ele.

'Um Pacífico dominado por qualquer ​país hegemônico desestruturaria ‌o equilíbrio de poder regional', disse Hegseth. 'Nenhum Estado, incluindo a China, pode impor sua hegemonia e colocar em questão a segurança ou a prosperidade de nossa nação e de nossos aliados.'

Os EUA esperam que seus aliados e parceiros asiáticos aumentem os gastos com defesa para 3,5% do PIB, ⁠já que prometeram um investimento de US$1,5 trilhão em suas Forças Armadas, disse o ​chefe do Pentágono.

'Menos Shangri-La, mais navios, mais submarinos', disse Hegseth, enfatizando que a região precisava de maior ​capacidade de defesa do que de conferências. Os aliados querem ‌estabilidade, não escalada, disse ele.

'O ​que ⁠eles querem, e o que os EUA oferecem, é força disciplinada, determinação firme e liderança confiante o suficiente para falar e andar suavemente enquanto carrega um grande bastão.'

Hegseth também adotou um tom comedido em relação aos laços entre ​os EUA e a China, dizendo que as relações estão 'melhores do que estiveram em muitos anos', com o engajamento militar mais frequente ajudando a gerenciar as tensões.

'Estamos nos reunindo com mais frequência com nossos pares chineses, mantendo linhas abertas de comunicação militar a militar.'

Zhou Bo, membro sênior da Universidade de Tsinghua e ​coronel graduado aposentado do Exército de Libertação Popular da China que fez parte da delegação chinesa, descreveu as relações entre os EUA e a China como 'complicadas.'

No entanto, ele disse que Hegseth adotou 'um tom muito melhor' este ano do que no ano passado, atribuindo a mudança à visita do presidente dos EUA, Donald Trump, à China.

'Os dois lados têm canais de comunicação abertos, a situação não é tão exagerada quanto o mundo exterior faz parecer', disse Zhou.

A China, cujo ministro da Defesa não participa do diálogo pelo segundo ano consecutivo, acusou ​Hegseth no ano passado de fazer comentários 'difamatórios'.

Hegseth fez eco à exigência de longa data de Trump de que os ‌aliados assumam mais de seus próprios custos de ⁠defesa. Trump disse claramente que os parceiros europeus e da aliança militar Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) deveriam reduzir a dependência de Washington.

'A era em que os EUA subsidiavam a defesa das nações ⁠ricas acabou', disse Hegseth. 'Precisamos de parceiros, não de protetorados', acrescentou. 'Não teremos uma ⁠aliança forte a menos que todos tenham participação ⁠no jogo. Nada de ⁠ficar ​se aproveitando.'

(Reportagem de Gregor Stuart Hunter, Rae Wee e Jun Yuan Yong; Reportagem adicional de Claire Fu e Xinghui Kok)

Reuters

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