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Secretário-geral da ONU afirma que riscos climáticos precisam ser prioridade de ministros das Finanças

Secretário-geral da ONU afirma que riscos climáticos precisam ser prioridade de ministros das Finanças

Reuters

24/06/2026

Placeholder - loading - Secretário-geral da ONU António Guterres em Londres  24 de junho de 2026   REUTERS/Guglielmo Mangiapane
Secretário-geral da ONU António Guterres em Londres 24 de junho de 2026 REUTERS/Guglielmo Mangiapane

Por Simon Jessop

LONDRES, 24 Jun (Reuters) - ​O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou nesta quarta-feira que a adaptação às mudanças climáticas precisa ser tratada como uma prioridade central para os governos — e devidamente valorizada pelo sistema financeiro —, à medida que os riscos climáticos se intensificam e o déficit de financiamento se amplia.

Com secas, inundações e outros eventos climáticos extremos afetando comunidades em todo o mundo, Guterres disse a formuladores de políticas ⁠e ⁠líderes financeiros na Semana de ​Ação Climática ‌de Londres que a adaptação tem sido, até agora, subvalorizada e cronicamente subfinanciada.

“Ministros das Finanças, bancos centrais, ministérios de planejamento e autoridades de investimento público precisam tratar o ⁠risco climático como uma política econômica fundamental, a fim de ​mobilizar mais recursos internos”, declarou ele, instando os governos a ​incorporar o risco climático em todas ‌as esferas, desde ​a ⁠política fiscal até a regulamentação.

Para preencher essa lacuna, será necessária uma ampla combinação de ferramentas, disse Guterres, incluindo tributação sobre indústrias poluidoras, estruturas ​de financiamento misto e garantias para incentivar o investimento privado.

Ele defendeu a cobrança de impostos sobre lucros extraordinários das empresas de combustíveis fósseis, com os recursos arrecadados direcionados para a ​adaptação e para cobrir perdas e danos relacionados ao clima.

Tendo como pano de fundo a reforma dos bancos mundiais de desenvolvimento, ele afirmou que seus acionistas devem dar às instituições financeiras “muito mais poder de ação”, incluindo aumento de capital, para ampliar os empréstimos destinados a projetos de fortalecimento da resiliência.

A necessidade de maior financiamento público ​e por meio de doações é mais premente nos países em ‌desenvolvimento, disse ele, que são ⁠os mais expostos aos impactos climáticos, mas têm a menor capacidade de se preparar.

De acordo com o Programa das Nações ⁠Unidas para o Meio Ambiente, esses países ⁠precisarão de US$310 bilhões a ⁠US$365 bilhões por ⁠ano ​até 2035, mas receberam apenas cerca de US$26 bilhões em 2023.

Reuters

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