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    Segunda maior cidade da Austrália retoma isolamento devido a surto de coronavírus

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    Bombeiros em trajes de proteção se preparam para distribuir comida em Melbourne 07/07/2020 AAP Image/James Ross via REUTERS

    Publicada em  

    Por Colin Packham e Sonali Paul

    SYDNEY/MELBOURNE (Reuters) - Medidas de isolamento foram reimpostas na segunda maior cidade da Austrália nesta terça-feira, confinando os moradores de Melbourne em casa, exceto para atividades essenciais, por seis semanas enquanto as autoridades se apressam para conter um surto de coronavírus.

    A decisão, que afeta cerca de 4,9 milhões de pessoas, foi anunciada poucas horas antes de a fronteira movimentada entre Vitória, Estado do qual Melbourne é a capital, e Nova Gales do Sul ser fechada pela primeira vez em 100 anos.

    A partir da meia-noite de quarta-feira, todos em Melbourne terão que ficar em casa a menos que seja para trabalhar, estudar, comprar alimentos ou ir a compromissos médicos. Restaurantes, cafés e bares só poderão fazer entregas, academias e cabeleireiros ficarão fechados, reuniões em casa serão limitadas a duas pessoas e as atuais férias escolares serão prorrogadas.

    O premiê de Vitória, Daniel Andrews, disse que as restrições são onerosas, mas necessárias.

    'Eu, com o maior respeito, diria a vocês que pegar este vírus e morrer dele é muito oneroso também', disse ele durante uma coletiva de imprensa televisionada.

    Vitória foi responsável por 191 dos 199 casos novos relatados nacionalmente nesta terça-feira, o maior aumento diário desde o início de abril. A elevação preocupou autoridades, embora o total nacional de quase 8.800 casos e 106 mortes esteja muito abaixo do de muitos países.

    Centenas de policiais e tropas do Exército estavam sendo enviados para cumprir o fechamento da fronteira de Vitória com Nova Gales do Sul. A divisa é altamente porosa, estende-se por centenas de quilômetros e é muito usada todos os dias por pessoas que viajam a trabalho, alunos e trânsito de cargas.

    Pessoas flagradas cruzando-a sem permissão em qualquer uma das 55 estradas ou das várias travessias por rios e campos enfrentarão penalidades que incluem uma multa equivalente a 7.700 dólares norte-americanos e seis meses de prisão.

    Uma segunda região de Vitória em que casos recentes de Covid-19 foram detectados e que abriga 44 mil pessoas será submetida a restrições de isolamento semelhantes às de Melbourne.

    Permissões de viagem serão concedidas a pessoas que moram em cidades fronteiriças pequenas e grandes, mas o sistema de registro ainda estava sendo desenvolvido a poucas horas do fechamento.

    (Reportagem adicional de Renju Jose)

    Escrito por Reuters

    Vulcão Nyiragongo: Crianças esperam reencontrar famílias

    Transcrito: 
    Centenas de milhares de pessoas fugiram após a erupção do vulcão Nyiragongo. Naomi perdeu de vista a família no meio do caos. Ela jamais esquecerá o momento em que o céu ficou vermelho.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Disse à minha mãe: ’Olha, mãe, o vulcão entrou em erupção.’ Nós saímos e muitos estavam a fugir. Foi aí que nos perdemos uns dos outros. Eu estava apavorada. Estava a tremer. Não conseguia sequer correr para casa.”
     
    Muitas das 400 mil pessoas que fugiram vieram para a cidade de Sake. De acordo com a ONU, há quase mil crianças desaparecidas. Bahati Batitsie trabalha como voluntário para a Cruz Vermelha. Ate agora, ele e os colegas conseguiram encontrar as famílias de 700 crianças. Bahati tem 6 filhos e acolhe outras 3 crianças. São muitas bocas para alimentar.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “Eu sacrifico o pouco que tenho, o que Deus me deu. É assim que alimento as crianças, mas é uma luta.”
     
    Muitas pessoas estão desesperadas. Bebem a água do lago que pode causar cólera. A equipe humanitária tenta oferecer o básico, como farinha.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “As condições de vida são muito más. Não há comida nos mercados. Pessoalmente, não estou a ganhar nada, sou pobre.”
     
    Naomi acha que sabe onde podem estar os seus pais. Mas esse sítio fica longe e o transporte é caro.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Depois de encontrar a minha mãe e o meu pai, gostaria de me mudar para cá, porque gosto de aqui estar."

    A brincar sobre a lava de uma antiga erupção. As crianças esperam rever as suas famílias em breve. 
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