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    Seis linhagens do novo coronavírus circularam entre os primeiros meses da pandemia no Brasil, diz estudo da Fiocruz

    Pesquisadores da fundação também detectaram a sub-linhagem principal de transmissão comunitária no país, que provavelmente chegou da Europa em fevereiro

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    Photoshoot/Divulgação

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    Pelo menos seis linhagens do Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19, circularam entre os primeiros meses da pandemia do novo coronavírus no Brasil. Os dados constam de um estudo publicado na terça-feira (14) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

    Veja também: Cientistas detectam dois anticorpos capazes de combater a Covid-19                     

    Especialistas do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo e do Laboratório de AIDS e Imunologia Molecular da instituição analisaram amostras do genoma completo de 95 indivíduos, coletados entre 29 de fevereiro e 28 de abril em 9 estados do país, incluindo Rio de Janeiro, Espírito Santo, Acre, Amapá, Pará, Alagoas, Bahia, Maranhão e Santa Catarina, além do Distrito Federal.  

    As linhagens encontradas foram: A.2, B.1, B.1.1, B.2.1, B.2.2 e B.6, sendo a terceira identificada como a principal de transmissão comunitária do vírus no país. Comparado a outras sequências brasileiras disponíveis no banco de dados genômicos internacional dos vírus influenza – causadores da gripe – e do novo coronavírus, a prevalência do grupo se mostrou ainda maior. 

    "O clade B.1.1 foi a única linhagem detectada em indivíduos sem histórico recente de viagem internacional, enquanto quatro linhagens diferentes foram detectadas entre os seis indivíduos com histórico recente de viagem internacional, ou seja, casos importados, e seus contatos”, acrescentou a líder do estudo, Paola Cristina Resende.

    A pesquisa sugere que a linhagem pode ter surgido na Europa e chegado ao Brasil antes do dia 2 de fevereiro, sofrendo duas mutações que originaram o subtipo prevalente nas transmissões locais no país. Essa sequência também foi encontrada em países vizinhos da América do Sul, como Argentina, Chile e Uruguai, além de regiões como Estados Unidos, Austrália, Reino Unido e Canadá

    Segundo Resende, a caracterização das linhagens virais é um passo importante para “compreender o tipo de vírus que está circulando em determinada região e realizar comparações acerca da circulação das linhagens entre os países e até mesmo dentro do país”.

    Os pesquisadores também enfatizaram que houve duas substituições de aminoácidos na estrutura do vírus, o que levou o grupo a denominar a linhagem prevalente no Brasil como B.1.1.BR. “Estudos complementares são necessários para indicar possíveis implicações dessa mutação em fatores como transmissibilidade ou impactos da infecção, por exemplo”, finalizaram. 

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