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Serviços do Brasil crescem em fevereiro pelo 2º mês, mas abaixo do esperado

Serviços do Brasil crescem em fevereiro pelo 2º mês, mas abaixo do esperado

Reuters

14/04/2026

Placeholder - loading - Restaurante no Rio de Janeiro  20 de junho de 2017. REUTERS/Paulo Whitaker
Restaurante no Rio de Janeiro 20 de junho de 2017. REUTERS/Paulo Whitaker

Atualizada em  14/04/2026

Por Camila Moreira e Rodrigo Viga Gaier

SÃO PAULO/RIO ​DE JANEIRO, 14 Abr (Reuters) - O volume de serviços no Brasil registrou alta pelo segundo mês seguido em fevereiro e está no patamar recorde da série histórica, mostrando que a demanda doméstica segue resiliente, embora tenha ficado abaixo do esperado.

Em fevereiro, houve avanço de 0,1% no volume de serviços em relação ao primeiro mês do ano, resultado que ficou aquém da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,5%.

Os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram ainda que, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve ganho de ⁠0,5%, contra ⁠expectativa de crescimento de 1,7%.

Analistas acreditam que ​o setor ‌deve continuar mantendo alguma força em 2026, em meio a uma inflação mais baixa, mercado de trabalho ainda forte e medidas de estímulo, como a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$5 mil, que favorecem o consumo.

No entanto, a ⁠guerra no Oriente Médio, que vem elevando os preços do petróleo e ​as preocupações com a inflação em todo o mundo, aumenta as incertezas. No mês passado, ​o Banco Central reduziu a taxa básica de juros ‌Selic em 0,25 ponto ​percentual, ⁠a 14,75%, mas pregou cautela diante desse cenário.

'Para os próximos meses, esperamos que o impacto da alta dos combustíveis, reduzindo a renda real das famílias, e o estoque do aperto monetário continuem atuando ​para desacelerar o setor e esperamos um crescimento de 2% dos serviços em 2026', disse André Valério, economista sênior do Inter.

As atividades de informação e comunicação, com expansão de 1,1%, e transportes, com alta de 0,6%, foram os destaques em fevereiro. No primeiro, os serviços de ​TI foram a principal influência, enquanto o segundo foi impulsionado principalmente pelo transporte rodoviário de cargas, segundo o IBGE.

“Os serviços de informação e comunicação foram os que mais influenciaram o resultado na variação contra o mês imediatamente anterior e na variação contra o mesmo período do ano passado', destacou o analista do IBGE Luiz Carlos de Almeida Junior.

'Esse protagonismo do setor de informação e comunicação vem se consolidando desde o período pós-pandemia, influenciando o ritmo do setor de ​serviços como um todo”, completou.

A outra atividade que registrou expansão em fevereiro foi a de serviços prestados ‌às famílias, com alta de 1,4%, taxa ⁠mais forte desde março de 2025 (1,8%).

Por outro lado, os serviços profissionais, administrativos e complementares registraram a terceira taxa negativa seguida com uma queda de 0,3%, enquanto outros serviços recuaram ⁠0,4%.

Já o índice de atividades turísticas teve em fevereiro retração ⁠de 0,9% frente a janeiro, no terceiro resultado ⁠seguido no vermelho ⁠e ​operando 2,0% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024.

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters

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