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Setor de serviços dos EUA mantém ritmo em janeiro; novas encomendas desaceleram

Setor de serviços dos EUA mantém ritmo em janeiro; novas encomendas desaceleram

Reuters

04/02/2026

Placeholder - loading - Trabalhadores limpam janela de prédio em Boston, EUA 21/10/2019.     REUTERS/Brian Snyder
Trabalhadores limpam janela de prédio em Boston, EUA 21/10/2019. REUTERS/Brian Snyder

WASHINGTON, 4 Fev (Reuters) - O setor de ⁠serviços dos Estados Unidos manteve o ritmo em janeiro, mas as empresas pagaram mais pelos insumos, sugerindo que a inflação dos serviços poderá ganhar força após uma tendência de desaceleração nos últimos meses.

O Instituto de Gestão de Fornecimento informou nesta quarta-feira que seu Índice de Gerentes de Compras não manufatureiro permaneceu inalterado em 53,8 no mês passado, em meio a uma moderação no crescimento ​de novos pedidos devido à queda ⁠nas ⁠exportações. Economistas consultados pela Reuters previam que o PMI de serviços cairia para 53,5.

O setor de serviços é responsável por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA. O PMI sugeriu um ritmo estável da atividade ‌econômica no início do primeiro trimestre. O governo deve divulgar ​sua estimativa do Produto Interno Bruto ‌do quarto trimestre ​ainda ​este mês, depois de ter sido adiada.

A medida da pesquisa do ISM dos preços pagos pelas empresas pelos insumos aumentou para 66,6 ​em meio a sinais de tensões na oferta, ante 65,1 em dezembro. O arrefecimento da inflação dos serviços ajudou a compensar parte do repasse das tarifas de importação.

O indicador de novos pedidos da pesquisa caiu de 56,5 para 53,1. A medida de pedidos de exportação caiu para 45,0, o nível mais baixo desde março de 2023, ante 54,2 no mês anterior.

Alguns entrevistados na pesquisa de manufatura do ISM de janeiro, publicada na segunda-feira, relataram que “as tensões geopolíticas dos EUA estão alimentando o ⁠sentimento ‘antiamericano’ dos compradores”.

O presidente Donald Trump impôs tarifas a parceiros comerciais ‌e, no mês passado, disse ⁠que estava colocando a Venezuela sob controle norte-americano temporário depois que os EUA capturaram o presidente Nicolás Maduro. Em janeiro, ‍Trump ameaçou aplicar tarifas adicionais aos aliados europeus por rejeitarem suas exigências de que ​os ‌EUA comprassem a Groenlândia, antes de recuar abruptamente.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

Reuters

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