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Setor privado da zona do euro contrai em maio com alta da inflação por guerra, mostra PMI

Setor privado da zona do euro contrai em maio com alta da inflação por guerra, mostra PMI

Reuters

03/06/2026

Placeholder - loading - Distrito financeiro e comercial de La Defense, próximo a Paris  12 de setembro de 2025. REUTERS/Stephanie Lecocq
Distrito financeiro e comercial de La Defense, próximo a Paris 12 de setembro de 2025. REUTERS/Stephanie Lecocq

LONDRES, 3 Jun (Reuters) - A atividade do ​setor privado da zona do euro encolheu pela taxa mais rápida em 18 meses em maio com a diminuição da demanda por bens e serviços arrastando a produção para baixo pelo segundo mês consecutivo, enquanto as pressões de custo atingiram seu nível mais alto em mais de três anos, mostrou uma pesquisa nesta quarta-feira.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto da S&P Global para a zona do euro caiu para 48,5 em ⁠maio, ⁠de 48,8 em abril, leitura mais ​baixa ‌desde novembro de 2024, mas acima da preliminar de 47,5. O PMI do setor de serviços subiu marginalmente para 47,7, de 47,6, superando a preliminar de 46,4.

Uma leitura abaixo de 50,0 indica contração.

'Com ⁠a atividade empresarial na zona do euro em queda pelo ​segundo mês consecutivo em maio, parece cada vez mais provável que ​a economia entre em contração no segundo ‌trimestre. Os dados ​do PMI ⁠estão indicando um declínio trimestral de 0,2% no PIB, salvo qualquer mudança significativa em junho', disse Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market ​Intelligence.

O total de novos pedidos caiu pelo terceiro mês consecutivo, com o ritmo de declínio sendo o segundo mais acentuado desde novembro de 2024. A demanda externa mostrou-se um obstáculo maior, com os ​pedidos de exportação caindo no ritmo mais rápido até agora neste ano.

A deterioração se concentrou nas duas maiores economias do bloco. A Alemanha e a França registraram contrações na atividade do setor privado, enquanto a Itália e a Espanha tiveram expansões marginais.

Os custos de insumos aumentaram pelo ritmo mais acentuado em três anos e meio, enquanto os preços cobrados ​dos clientes atingiram o maior patamar em 38 meses — o terceiro mês consecutivo de ‌aceleração da inflação dos preços de ⁠produção.

Isso ocorre depois que a inflação de maio saltou para 3,2% na base anual, de acordo com dados divulgados na terça-feira, bem ⁠acima da meta de 2% do Banco ⁠Central Europeu e com expectativa de nova ⁠alta uma vez ⁠que ​a guerra no Oriente Médio eleva os preços dos combustíveis.

(Reportagem de Jonathan Cable)

Reuters

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