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    Serviços do Brasil voltam a crescer em outubro e criam empregos pela 1ª vez em 3 anos e meio, mostra PMI

    SÃO PAULO (Reuters) - O setor de serviços do Brasil voltou a crescer após dois meses em outubro diante da recuperação na quantidade de novos trabalhos, levando ao primeiro aumento no nível de empregos em mais de três anos e meio, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada nesta terça-feira.

    O PMI de serviços do Brasil divulgado pelo IHS Markit avançou a 50,5 em outubro de 46,4 no mês anterior, indo acima da marca de 50 que separa crescimento de contração graças ao aumento da produção nas empresas de Informação e Comunicação e nas de Finanças e Seguros. Foi a primeira leitura de expansão em três meses, segundo o IHS Markit.

    Embora as empresas fornecedoras de serviços tenham relatado um aumento modesto nas vendas em outubro, este foi o mais forte desde julho, diante de uma melhora na demanda básica e campanhas de marketing bem sucedidas.

    Como resultado, o setor de serviços registrou criação de empregos pela primeira vez em 44 meses, ainda que o ritmo tenha sido restringido por tentativas de redução de custos em algumas empresas.

    O IHS Markit informou que os custos de insumos aumentaram novamente em outubro, à taxa mais forte em três meses, o que as empresas atribuíram à volatilidade nos mercados financeiros, taxas de câmbio desfavorávei, negociações coletivas e preços mais altos dos combustíveis.

    Com isso as empresas aumentaram seus preços de venda pelo quinto mês seguido, mas as condições competitivas e tentativas de manter os clientes seguraram um pouco as altas.

    Ainda assim, o sentimento em relação aos negócios permaneceu positivo em outubro, em uma máxima de cinco anos, sendo que quase 74 por cento das empresas se mostraram otimistas em relação às perspectivas para os próximos 12 meses.

    O bom humor se deve ao fim das eleições e consequente redução das incertezas políticas, de acordo com o IHS Markit.

    Com a aceleração do crescimento da indústria em outubro, o PMI Composto do Brasil também voltou a território de expansão no mês, subindo a 50,5 de 47,3 em setembro.

    'Embora a confiança empresarial tenha se reanimado com a redução da incerteza política, o novo governo enfrentará desafios como o déficit fiscal, aumentar a confiança do consumidor e reduzir o número de desempregados...para que uma retomada econômica sustentável aconteça', afirmou a economista do IHS Markit Pollyanna de Lima em nota.

    (Por Camila Moreira)

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    Crescimento da indústria acelera em outubro e emprego aumenta pela 1ª vez em 3 meses, mostra PMI

    SÃO PAULO (Reuters) - O crescimento da indústria brasileira voltou a acelerar em outubro e o emprego no setor aumentou pela primeira vez em três meses diante da entrada maior de novos trabalhos no início do quarto trimestre, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) nesta quinta-feira.

    O PMI da indústria brasileira apurado pelo IHS Markit subiu a 51,1 em outubro de 50,9 em setembro, igualando o nível visto em agosto e mantendo-se acima da marca de 50 que separa crescimento de contração pelo quarto mês seguido.

    No mês, o lançamento de novos produtos e a contínua melhora na demanda se traduziram em crescimento das novas encomendas. Isso ajudou a produção a produção a crescer pelo quarto mês seguido, ainda que o ritmo tenha sido contido pelas incertezas políticas e consumo fraco das famílias.

    Por outro lado, as exportações recuaram pelo segundo mês, com vários entrevistados citando volumes mais baixos de novas encomendas provenientes da Argentina.

    Outubro ainda assim foi marcado pela contratação de funcionários no setor industrial pela primeira vez em três meses, em meio a esforços para aumentar a produção. O aumento na força de trabalho, segundo o IHS Markit, foi pequeno, mas ainda assim no ritmo mais forte desde março.

    O número de funcionários aumentou nos segmentos de bens de consumo e intermediários, mas foram registradas perdas entre os produtores de bens de capital.

    Em relação à inflação, a fraqueza cambial continuou a pressionar para cima os custos de insumos devido aos preços dos materiais importados.

    Algumas empresas repassaram a carga de custos para os clientes, mas outras evitaram esse movimento devido ao ambiente competitivo, e o aumento na inflação dos preços cobrados foi o mais fraco em seis meses.

    A confiança entre as empresas do setor industrial ficou em outubro na mínima de três meses, pressionada pelas preocupações com o alto nível de desemprego e incertezas econômicas, aidna que continuem apostando em um crescimento da demanda, ganho de participação de mercado e intenção de investimento com o fim do período eleitoral.

    'Após um início positivo de ano, o crescimento industrial perdeu força rapidamente antes das eleições. Com a votação agora encerrada, as empresas esperam ver um ambiente econômico e político mais estávei, que possa reanimar o crescimento (no Brasil)', avaliou a economista do IHS Markit Pollyanna De Lima.

    (Por Camila Moreira)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Incertezas econômicas e políticas pesam e contração de serviços no Brasil se intensifica em setembro, mostra PMI

    Incertezas econômicas e políticas pesam e contração de serviços no Brasil se intensifica em setembro, mostra PMI

    SÃO PAULO (Reuters) - A queda no número de novos negócios devido às incertezas sobre a questão política e o crescimento da economia aprofundaram a contração do setor de serviços do Brasil, apontou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), nesta quarta-feira.

    Em setembro, o PMI de serviços apurado pelo IHS Markit caiu a 46,4 de 46,8 no mês anterior, uma mínima de 19 meses, ainda mais distante da marca de 50 que separa crescimento de contração.

    'As coisas foram de mal a pior para o setor de serviços em setembro... A pesquisa destacou a continuidade de um ambiente operacional desafiador para as empresas, com relatos de tensões políticas pesando sobre a demanda e calotes de clientes', avaliou o economista do IHS Markit Phil Smith.

    No terceiro trimestre como um todo, o índice de atividade empresarial chegou a 47,8, menor média trimestral desde o quarto trimestre de 2017.

    O IHS Markit explicou que os entrevistados apontaram tensões políticas, fragilidade econômica, demanda fraca e calotes de clientes como fatores para o resultado de setembro.

    A quantidade de novos trabalhos demandada aos fornecedores de serviços diminuiu em setembro pela primeira vez em quase um ano devido ao menor número de clientes, depreciação do real, menor poder de compra do consumidor e a campanha eleitoral.

    Os esforços contínuos para reduzir os custos levaram a novas reduções de emprego, sendo que das cinco áreas, somente a de Finanças e Seguros registrou criação de vagas de trabalho, de acordo com a pesquisa.

    Também pesou sobre a capacidade das empresas de conseguir novos trabalhos o forte aumento nos preços de vendas, cuja taxa de inflação chegou ao pico de 32 meses.

    Isso foi resultado do aumento nos preços dos insumos devido aos custos mais elevados do gás, energia, alimentos e combustíveis, além do dólar mais forte.

    Setembro ainda registrou perda de confiança entre os fornecedores de serviços do país. Embora permaneça o otimismo de que as condições econômicas irão se normalizar e os investimentos serão retomados após a eleição presidencial, as preocupações com a necessidade de o novo governo lidar com o déficit fiscal e potenciais movimentos de privatização continham o ânimo.

    'Muitas empresas estão se atendo às esperanças de que as coisas começarão a melhorar quando as eleições acabarem. Entretanto, não têm ilusões de que as eleições fornecerão um remédio instantâneo, destacando que qualquer novo governo terá a difícil tarefa de encontrar um equilíbrio entre estimular a economia e lidar com o considerável déficit fiscal', completou Smith.

    A pressão do setor de serviços e a desaceleração do crescimento da indústria em setembro levaram o PMI Composto do Brasil a cair a 47,3 de 47,8 em agosto, leitura mais baixa desde junho.

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Crescimento da indústria do Brasil desacelera com dificuldades de emergentes, mostra PMI

    Crescimento da indústria do Brasil desacelera com dificuldades de emergentes, mostra PMI

    Por Camila Moreira

    SÃO PAULO (Reuters) - As dificuldades em países emergentes, especialmente a Argentina, prejudicaram a demanda por bens industriais brasileiros e levaram a uma desaceleração do crescimento do setor em setembro em meio à intensificação das pressões dos preços com o dólar mais forte, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada nesta segunda-feira.

    O IHS Markit informou que o PMI do setor industrial do Brasil caiu a 50,9 em setembro sobre 51,1 em agosto, mas ainda assim permaneceu acima da marca de 50 que separa crescimento de contração.

    A expansão foi sustentada pelo aumento na entrada de novas encomendas no ritmo mais forte em cinco meses. Isso, entretanto, foi ofuscado pela terceira queda nas vendas para exportação nos últimos cinco meses.

    De acordo com o IHS Markit, os novos negócios para exportação contraíram no ritmo mais forte desde janeiro de 2017, com muitos relatos de que as condições desafiadoras em mercados emergentes, especialmente o argentino, afetaram os volumes de vendas.

    Assim, o aumento nos níveis de produção foi apenas marginal, sendo o mais baixo na atual sequência de três meses de expansão.

    'Enquanto o crescimento das novas encomendas melhorou, a exposição a condições desafiadoras em mercados emergentes, especialmente na vizinha Argentina, mostrou-se em uma notável queda nas vendas de exportação', destacou o diretor de economia do IHS Markit, Paul Smith.

    Diante das preocupações com os custos, especialmente devido à forte alta dos preços, as empresas reduziram os níveis de funcionários pelo segundo mês seguido.

    ALTA NOS CUSTOS

    Setembro marcou o aumento mais forte nos preços dos insumos registrado desde o início da pesquisa em fevereiro de 2006, em um movimento ligado ao fortalecimento do dólar ante o real. Essa alta foi repassada aos clientes, com avanço dos preços cobrados no segundo ritmo mais forte na história do levantamento.

    'O que mais chama a atenção foi o aumento nos preços uma vez que o dólar forte continua a provocar pressões desconfortáveis de custos sobre a indústria', completou Smith.

    Por outro lado, a confiança sobre o futuro aumentou para o nível mais alto desde março, sendo que entre os 71 por cento dos entrevistados que esperam crescimento, muitos preveem se beneficiar de demanda mais firme e vendas mais altas.

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    Setor de serviços do Brasil volta a contrair em agosto e tem nível mais fraco em um ano e meio, aponta PMI

    Por Camila Moreira

    SÃO PAULO (Reuters) - O setor de serviços do Brasil voltou a contrair em agosto devido à fraqueza da demanda e a atividade atingiu o nível mais fraco em um ano e meio, de acordo com a a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada nesta quarta-feira.

    O PMI de serviços do Brasil caiu em agosto a 46,8, de 50,4 em julho, voltando a ficar abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração, informou o IHS Markit.

    O nível mais baixo desde fevereiro de 2017 foi registrado, de acordo com os entrevistados, devido a forte competição, questões políticas e demanda fraca.

    A entrada de novos trabalhos aumentou apenas marginalmente em julho, no segundo ritmo mais fraco no atual período de oito meses de crescimento.

    De acordo com o IHS Markit, as empresas que registraram novos negócios citaram esforços de propaganda e aumento da base de clientes, enquanto as que tiveram redução citaram como motivos a competitividade, a demanda fraca, os investimentos baixos e a crise política.

    O cenário entre os fornecedores de serviços continuou sendo de corte de empregos pelo 42º mês seguido em agosto, como uma tentativa de reduzir os custos.

    Isso porque no mês passado os custos dos insumos permaneceram elevados, com destaque para os preços de alimentos, combustíveis, pneus e dos salários. Houve ainda relatos de uma carga tributária mais pesada e da fraqueza cambial. Como resultado, alguns fornecedores de serviços elevaram seus preços cobrados.

    Ainda assim, o sentimento entre os empresários se fortaleceu em agosto, com os entrevistados vendo perspectivas melhores de crescimento após as eleições presidenciais de outubro.

    Planos de reestruturação, investimento, propaganda e perspectivas de melhora da demanda também foram fatores por trás da melhora do otimismo.

    A fraqueza de serviços compensou o avanço da indústria e o PMI Composto do Brasil atingiu em agosto o segundo patamar mais baixo em um ano e meio ao cair para 47,8, de 50,4 em julho.

    'Um elemento importante nos últimos resultados foi o cenário doméstico melhor, com foco nas mudanças das questões políticas. As empresas estão esperando as eleições, prevendo então uma trajetória mais clara para as políticas de governo que possam sustentar os investimentos e o crescimento econômico', avaliou a economista do IHS Markit Pollyanna De Lima.

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