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Produção industrial da zona do euro se aproxima de máxima em 4 anos e meio em julho, aponta PMI

Produção industrial da zona do euro se aproxima de máxima em 4 anos e meio em julho, aponta PMI

Reuters

03/08/2026

Placeholder - loading - Fábrica da ThyssenKrupp em Duisburg, Alemanha  5 de novembro de 2025. REUTERS/Leon Kuegeler/Foto de arquivo
Fábrica da ThyssenKrupp em Duisburg, Alemanha 5 de novembro de 2025. REUTERS/Leon Kuegeler/Foto de arquivo

LONDRES, 3 Ago (Reuters) - A produção industrial da ​zona do euro registrou em julho seu maior ritmo de crescimento em quase quatro anos e meio, mas a expansão foi impulsionada principalmente pelas empresas que estavam dando vazão à carteira de pedidos acumulados, e não pelo aumento da demanda, o que aponta para uma recuperação frágil segundo uma pesquisa.

O conflito no Oriente Médio interrompeu as cadeias de abastecimento e fez os custos com energia dispararem, causando dificuldades para os fabricantes. A inflação anual no bloco da moeda única subiu para 2,9% ⁠em ⁠julho, ante 2,8% no mês anterior.

O ​Índice de ‌Gerentes de Compras (PMI) de indústria da zona do euro, compilado pela S&P Global (PMI), subiu para 51,9 em julho, ante 51,4 em junho, seu maior nível desde abril, mas um pouco abaixo da preliminar de 52,0.

Um índice ⁠que mede a produção avançou de 51,7 para 52,9 em julho, ​seu nível mais alto desde março de 2022.

Leitura acima de 50,0 indica expansão.

“As ​fábricas da zona do euro estão passando ‌por uma espécie de ​surto ⁠de crescimento no verão... No entanto, há sinais de que essas boas notícias podem ser de curta duração, com o ímpeto correndo o risco de enfraquecer à medida ​que o outono se aproxima”, disse Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence.

Os pedidos aumentaram apenas marginalmente em julho, bem abaixo do ritmo de crescimento da produção, sugerindo que as fábricas estão operando a todo vapor ​com pedidos antigos, em vez de novos negócios. Os pedidos de exportação caíram novamente.

“O fluxo de novos trabalhos, portanto, continua preocupantemente fraco, o que significa que os produtores estão tendo que contar com pedidos feitos nos meses anteriores para impulsionar o aumento na produção”, acrescentou Williamson.

As empresas concluíram os trabalhos pendentes no ritmo mais acelerado desde janeiro.

O emprego nas fábricas caiu novamente em julho, prolongando uma série de ​cortes de postos de trabalho, conforme as empresas se tornaram mais cautelosas quanto à ‌perspectiva de uma desaceleração no volume ⁠de trabalho.

Quanto aos preços, a inflação dos custos dos insumos recuou para o menor nível em cinco meses em julho, e os preços de fábrica subiram ⁠no ritmo mais moderado desde março. As pressões ⁠na cadeia de oferta, ligadas à ⁠guerra em curso no ⁠Oriente ​Médio, permaneceram elevadas, mas foram as menos agudas em cinco meses.

(Reportagem de Jonathan Cable)

Reuters

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