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Recuperação de serviços na zona do euro impulsiona atividade em julho, segundo PMI

Recuperação de serviços na zona do euro impulsiona atividade em julho, segundo PMI

Reuters

05/08/2026

Placeholder - loading - Restaurante em Madri 29 de maio de 2026. REUTERS/Kacper Pempel
Restaurante em Madri 29 de maio de 2026. REUTERS/Kacper Pempel

LONDRES, 5 Ago (Reuters) - A atividade empresarial da ​zona do euro atingiu em julho o maior nível em oito meses uma vez que a recuperação no setor de serviços se somou ao fortalecimento do setor industrial, mostrou uma pesquisa.

No entanto, a trajetória incerta do conflito no Oriente Médio continuou a afetar as perspectivas.

O Índice de Gerentes de Compra (PMI) Composto da S&P Global para a zona do euro — que combina pesquisas dos setores de serviços e industrial — subiu para 52,0 em julho, saindo da marca neutra registrada em ⁠junho ⁠e ficando um pouco acima da ​preliminar de ‌51,9.

Foi a primeira vez desde março que o índice entrou em território de expansão. Leituras acima de 50,0 indicam crescimento da atividade.

“O PMI final de julho reforça o quadro de resiliência encorajadora da economia ⁠da zona do euro em meio ao conflito em curso no Oriente ​Médio, mas também ressalta como o clima de negócios está sendo influenciado ​pelo cenário geopolítico em constante mudança”, disse ‌Chris Williamson, economista-chefe de ​negócios ⁠da S&P Global Market Intelligence.

O total de novos pedidos — um indicador importante da demanda — cresceu no ritmo mais rápido desde novembro, impulsionado por uma recuperação nos novos ​negócios do setor de serviços, combinada com uma ligeira aceleração no crescimento dos pedidos industriais. Os pedidos de exportação permaneceram fracos, embora o ritmo de queda tenha sido o mais moderado em pouco mais de um ano.

O PMI ​de serviços da S&P Global subiu para 51,7 em julho, a maior leitura em cinco meses, ante 49,4 em junho, ficando ligeiramente acima da preliminar de 51,6 e sinalizando a primeira expansão do setor desde março.

O emprego se estabilizou em julho, encerrando uma sequência de seis meses de perdas de postos de trabalho. A confiança das empresas subiu para o maior nível em cinco meses, ​embora tenha permanecido abaixo dos níveis observados antes do ataque dos EUA e de ‌Israel ao Irã no final de ⁠fevereiro.

Quanto aos preços, a inflação dos custos dos insumos recuou para o menor nível em cinco meses e a inflação dos preços de produção caiu ⁠para o nível mais baixo desde março, levando ⁠algum alívio aos consumidores e às ⁠autoridades. Ambos os ⁠indicadores, ​no entanto, permaneceram elevados em relação às médias históricas das pesquisas.

(Reportagem de Jonathan Cable)

Reuters

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