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Crescimento da indústria na China desacelera para mínima em quatro meses em julho, mostra pesquisa

Crescimento da indústria na China desacelera para mínima em quatro meses em julho, mostra pesquisa

Reuters

03/08/2026

Placeholder - loading - Fábrica do Beiben Trucks Group em Baotou, Região Autônoma da Mongólia Interior, China 13 de junho de 2026. REUTERS/Maxim Shemetov/Foto de arquivo
Fábrica do Beiben Trucks Group em Baotou, Região Autônoma da Mongólia Interior, China 13 de junho de 2026. REUTERS/Maxim Shemetov/Foto de arquivo

Por Liangping Gao e Ryan Woo

PEQUIM, ​3 Ago (Reuters) - O setor industrial da China cresceu em julho no ritmo mais lento dos últimos quatro meses, com a produção e os novos pedidos apresentando um aumento mais lento, enquanto os pedidos de exportação voltaram a crescer após contração, segundo uma pesquisa do setor privado nesta segunda-feira.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) do RatingDog para a indústria da China, compilado pela S&P Global, caiu de 51,7 em junho para ⁠50,9 ⁠em julho, ficando abaixo da ​previsão dos ‌analistas de 51,5. A marca de 50 separa crescimento de contração.

Uma pesquisa oficial divulgada na sexta-feira mostrou que a atividade industrial da China entrou inesperadamente em contração em julho, reforçando ⁠as preocupações com a desaceleração do crescimento, a fraqueza da ​demanda interna e os elevados custos de produção.

Os líderes chineses se ​comprometeram, em uma reunião no final ‌de julho, a ​apoiar a ⁠economia acelerando os gastos fiscais em projetos de infraestrutura já orçados para o restante do ano, em vez de planejar novas medidas de estímulo ​de grande porte.

A pesquisa privada mostrou que o crescimento dos novos pedidos desacelerou para o ritmo mais fraco desde janeiro. Os novos pedidos de exportação voltaram a crescer após contração em maio e ​junho, embora o aumento tenha sido apenas marginal.

As empresas industriais contrataram pessoal pelo segundo mês consecutivo, com o ritmo de criação de empregos sendo o mais rápido desde agosto de 2023.

Os estoques de compras aumentaram pelo oitavo mês consecutivo, a sequência mais longa desde 2006-2007, levando as empresas a reduzir as atividades de compra pela primeira vez ​desde novembro de 2025.

A carteira de pedidos aumentou pelo sexto mês consecutivo, ‌embora no ritmo mais lento desse ⁠período.

As pressões sobre os preços diminuíram ainda mais. A inflação dos preços dos insumos desacelerou para o menor nível em seis ⁠meses, enquanto os preços de venda permaneceram praticamente ⁠estáveis.

As empresas continuavam otimistas em ⁠relação à produção ⁠nos ​próximos 12 meses, segundo a pesquisa.

(Reportagem de Liangping Gao e Ryan Woo)

Reuters

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