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Setor de serviços do Brasil volta a contrair após 8 meses, mostra PMI

Setor de serviços do Brasil volta a contrair após 8 meses, mostra PMI

Reuters

05/08/2026

Placeholder - loading - Clientes sentados no restaurante Balaio, no centro cultural Instituto Moreira Salles, em São Paulo 30 de julho de 2026. REUTERS/Alexandre Meneghini
Clientes sentados no restaurante Balaio, no centro cultural Instituto Moreira Salles, em São Paulo 30 de julho de 2026. REUTERS/Alexandre Meneghini

Por Camila Moreira

SÃO PAULO, 5 Ago (Reuters) - O ​setor de serviços do Brasil voltou a registrar contração em julho depois de oito meses de expansão diante de novas quedas na demanda e na produção, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgada nesta quarta-feira.

O PMI de serviços do Brasil, compilado pela S&P Global, ficou em 49,7 em julho, de 51,3 em junho, pela primeira vez abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração desde outubro de 2025.

Com a contração da indústria também em julho, o PMI Composto do setor privado do ⁠Brasil ⁠caiu a 48,8, de 50,7 em junho, ​marcando ‌o nível mais baixo desde outubro do ano passado.

'A proteção que o setor de serviços vinha oferecendo contra a fraqueza da indústria ao longo de 2026 desapareceu em julho, levando o setor privado brasileiro de volta à contração', disse Pollyanna ⁠De Lima, diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence.

Ao explicar ​a queda da produção no setor de serviços, as empresas consultadas citaram adiamento ​de projetos, pressões inflacionárias e retração da demanda, ‌além dos desafios enfrentados ​pelo setor ⁠industrial e das dificuldades financeiras dos clientes.

Após uma breve expansão em junho, o volume de novos negócios recuou em julho no ritmo mais forte em dez meses, em meio a ​indicações de que os clientes adiaram pedidos devido a restrições orçamentárias. Os fornecedores de serviços também citaram a incerteza do mercado relacionada à proximidade das eleições presidenciais, em outubro.

Os dados de julho mostraram ainda nova queda no número de empregados no ​setor de serviços brasileiro, com as empresas citando acontecimentos adversos nas vendas, iniciativas de reestruturação e encerramento de alguns contratos.

Os gastos das empresas continuaram a subir em julho, em meio a relatos de aumento dos custos de energia, mão de obra, matérias-primas e transporte. Itens como produtos agrícolas, peças de computador, laticínios, componentes eletrônicos, carne e embalagens registraram alta de preços. Ainda assim, a taxa geral de inflação recuou para o menor nível ​em quatro meses.

Da mesma forma, os preços cobrados pela prestação de serviços no Brasil aumentaram ‌no ritmo mais fraco em quatro ⁠meses, embora ainda em um patamar considerado elevado pelos padrões históricos.

As expectativas de recuperação da confiança dos clientes e da demanda após a eleição presidencial de outubro ⁠sustentaram o otimismo dos fornecedores de serviços, que também demonstraram ⁠esperança de pressões inflacionárias mais contidas. ⁠Assim, o nível de ⁠confiança ​melhorou em relação à mínima de 11 meses registrada em junho.

(Edição de Fabricio de Castro)

Reuters

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