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Situação no mercado russo de combustíveis não é fácil, diz CEO da Rosneft

Situação no mercado russo de combustíveis não é fácil, diz CEO da Rosneft

Reuters

19/06/2026

Placeholder - loading - Carros fazem fila para abastecer em um posto de gasolina em Vladivostok 22 de agosto de 2025 REUTERS/Tatiana Meel
Carros fazem fila para abastecer em um posto de gasolina em Vladivostok 22 de agosto de 2025 REUTERS/Tatiana Meel

MOSCOU, 19 Jun (Reuters) - A situação ​no mercado de combustíveis da Rússia não é fácil, afirmou Igor Sechin, diretor-geral da Rosneft, a maior empresa petrolífera do país, nesta sexta-feira, segundo informou a agência de notícias estatal RIA, um dia após um grande ataque com drones ucranianos a uma refinaria de petróleo em Moscou.

'Existem fatores objetivos, fundamentais e situacionais: a alta demanda sazonal e o intenso trabalho agrícola estão ⁠coincidindo ⁠com manutenções não programadas nas ​refinarias', disse ‌Sechin, segundo a RIA.

O ataque à refinaria de petróleo no sudeste de Moscou, administrada pela Gazprom Neft, foi o segundo em três dias e faz parte de ⁠uma campanha ucraniana mais ampla para tentar paralisar a ​indústria petrolífera, cujas receitas ajudam a financiar os esforços ​de guerra da Rússia. A própria ‌refinaria da Rosneft ​em Tuapse, ⁠no Mar Negro, também foi alvo de ataques e interrompeu suas operações em abril.

Sechin afirmou que a rede da própria Rosneft, ​composta por mais de 3.000 postos de combustível, estava operando normalmente. A Rosneft considera o abastecimento do mercado interno como prioridade, acrescentou ele, e não está exportando nenhum combustível.

'Nas ​circunstâncias atuais, garantimos o abastecimento de combustível a instalações de importância social, empresas financiadas pelo Estado, indústrias e empresas agrícolas. Praticamente não há restrições de reabastecimento em nossos postos de gasolina', afirmou ele, segundo a reportagem.

Uma testemunha da Reuters informou na sexta-feira que funcionários de alguns postos da Rosneft na região de ​Moscou estavam informando aos clientes que o abastecimento não era ‌possível por motivos técnicos e ⁠pedindo que voltassem em algumas horas.

O órgão antimonopólio da Rússia exigiu explicações de duas redes privadas de postos de ⁠gasolina que operam em Moscou depois que ⁠elas aumentaram os preços ⁠em até 20% ⁠nesta ​semana, após os ataques à refinaria de Moscou.

(Reportagem de Olesya Astakhova)

Reuters

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