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Sonda da Nasa lançada há 14 anos deve cair na Terra

Agência espera que a maior parte da nave se desintegre ao atravessar a atmosfera

Redação

10/03/2026

Placeholder - loading - Sonda da Nasa lançada há 14 anos deve cair na Terra (Foto: Nasa)
Sonda da Nasa lançada há 14 anos deve cair na Terra (Foto: Nasa)

A sonda Van Allen A, da Nasa, deve reentrar na atmosfera terrestre na noite desta terça-feira (10), quase 14 anos após seu lançamento.

A agência espacial americana espera que a maior parte da nave se desintegre ao atravessar a atmosfera, mas alguns componentes podem resistir. O risco de danos a qualquer pessoa na Terra é considerado baixo, estimado em aproximadamente 1 em 4.200. A Nasa e a Força Espacial dos Estados Unidos seguem monitorando a trajetória e atualizando as previsões.

De 2012 a 2019, a sonda Van Allen A e sua gêmea, Van Allen B, sobrevoaram os cinturões de Van Allen, anéis de partículas carregadas aprisionadas pelo campo magnético da Terra. Os cinturões protegem a Terra da radiação cósmica, das tempestades solares e do vento solar constante, que são prejudiciais aos seres humanos e podem danificar a tecnologia.

Originalmente projetadas para uma missão de dois anos, as sondas Van Allen A e B foram lançadas em 30 de agosto de 2012 e por quase sete anos coletaram dados sobre os dois cinturões de radiação permanentes da Terra — nomeados em homenagem ao cientista James Van Allen. A Nasa encerrou a operação após as duas espaçonaves ficaram sem combustível e não conseguiram mais se orientar em direção ao Sol. 

Antecipação

Análises indicaram que a espaçonave reentraria na atmosfera terrestre em 2034. No entanto, esses cálculos foram feitos antes do atual ciclo solar, que se mostrou muito mais ativo do que o esperado. Em 2024, cientistas confirmaram que o Sol havia atingido seu máximo solar, desencadeando intensos eventos de clima espacial. Essas condições aumentaram o arrasto atmosférico, acelerando a reentrada.

De acordo com a Nasa, os dados coletados ainda desempenham um papel importante na compreensão do clima espacial e seus efeitos. Os fenômenos estão relacionados à forma como a atividade solar impacta satélites, astronautas e até mesmo infraestruturas terrestres, incluindo sistemas de comunicação, navegação e redes elétricas.

A missão, gerenciada pelo Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, fez descobertas importantes, como os primeiros registros de um terceiro cinturão de radiação transitório, que pode se formar durante períodos de intensa atividade solar. 

A sonda Van Allen B, gêmea da espaçonave que está reentrando na atmosfera, não deverá retornar à atmosfera antes de 2030.

Redação

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