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    Araújo diz que é positivo apoio de militares a Guaidó, mas é necessário obter mais informações

    Por Eduardo Simões

    (Reuters) - O Brasil considera positivo que exista um movimento de militares venezuelanos em apoio ao líder da oposição no país Juan Guaidó, mas ainda aguarda mais informações para saber como está a situação na Venezuela, disse o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, nesta terça-feira.

    Em entrevista coletiva no Itamaraty, Araújo disse que o Brasil segue apoiando um processo de transição democrática na Venezuela e espera que os militares façam parte deste processo.

    'Parece que é positivo que haja um movimento de militares que reconhecem a constitucionalidade do presidente Juan Guaidó, cumprem seu dever constitucional de lealdade ao presidente legítimo, precisamos ver a dimensão disso', afirmou Araújo, ao lado do chanceler da Alemanha, Georg Witschel, com que o ministro teve uma reunião agendada anteriormente.

    'O Brasil, evidentemente, apoia o processo de transição democrática e espera que os militares venezuelanos sejam parte deste processo de transição democrática', acrescentou Araújo.

    O chefe do Itamaraty acrescentou que novas informações sobre a situação na Venezuela têm chegado a todo minuto ao governo brasileiro e é necessário aguardar para saber a real situação do país vizinho.

    'No momento em que estamos aqui reunidos, temos notícias de que as coisas estão acontecendo na Venezuela, uma movimentação evidente, mas é necessário analisar, estamos tentando reunir as informações para ter a dimensão realmente do que está ocorrendo. A cada minuto surgem elementos que precisamos avaliar', disse.

    Guaidó disse nesta segunda-feira ter obtido apoio dos militares venezuelanos para depor o presidente Nicolás Maduro. Disparos foram ouvidos na base aérea onde o líder da oposição está em Caracas e, posteriormente, uma testemunha da Reuters disse que o líder da oposição deixou a manifestação na base aérea em direção a uma praça próxima.

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    Araújo diz que Brasil seguirá com atuação diplomática e política sobre Venezuela

    (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse nesta quarta-feira que a viagem do presidente Jair Bolsonaro a Washington deixou claro que os governos brasileiro e norte-americano partilham da mesma visão sobre a Venezuela e afirmou que o Brasil seguirá sua atuação diplomática e política para resolver a grave crise enfrentada pelo país vizinho.

    Desde janeiro, Brasil, Estados Unidos e vários outros países não reconhecem mais Nicolás Maduro como presidente legítimo da Venezuela. Esses países apoiam o autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, líder da oposição venezuelana.

    Em entrevista coletiva para fazer um balanço da viagem presidencial aos EUA, Araújo lembrou ainda o que o próprio presidente norte-americano, Donald Trump, disse durante a visita, que os Estados Unidos ainda não impuseram as sanções mais duras contra a Venezuela.

    Já sobre a viagem que Bolsonaro fará a Israel no final do mês, o chanceler evitou responder se já há uma decisão tomada sobre a transferência da embaixada brasileira naquele país, de Tel Aviv, para Jerusalém, e se isso poderia ser anunciado durante a visita.

    Araújo argumentou que a mudança envolve uma série de sensibilidades e que a eventual transferência depende de uma decisão de Bolsonaro. O chanceler procurou ressaltar que uma maior aproximação em Israel não implica um rebaixamento na relação com os países árabes.

    (Por Alexandre Caverni, em São Paulo)

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    Chanceler defende abandono do Brasil de lista na OMC por apoio dos EUA à entrada na OCDE

    (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, avaliou a viagem do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos como amplamente positiva e defendeu a negociação que definiu o apoio dos EUA à entrada brasileira na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em troca de o Brasil deixar uma lista de países beneficiados da Organização Mundial do Comércio (OMC).

    'A determinação é claríssima, é de não mais nos colocarmos nessa posição de eterno país em desenvolvimento, de assumir a nossa condição de país grande, com sua expectativa de desenvolvimento e crescimento, mas abandonar essa ótica do eterno em desenvolvimento, e através dessa opção nos colocarmos no centro decisório da OMC', disse Araújo em entrevista coletiva para fazer um balanço da viagem presidencial aos EUA.

    Ao mesmo tempo que o presidente norte-americano, Donald Trump, declarou apoio ao pleito brasileiro de entrada na OCDE, o Brasil se comprometeu a abdicar de estar na lista de países com tratamento especial e diferenciado da OMC.

    Essa troca não era a posição defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Pelo menos dois países-membros da OCDE --Coreia do Sul e Turquia-- estão na lista de países com tratamento diferenciado da OMC.

    Araújo, no entanto, disse que a participação nessa lista não vinha beneficiando o Brasil.

    'Nosso comércio não tem crescido, nós temos perdido espaço como ator comercial, temos perdido competitividade', argumentou Araújo. 'Tudo aquilo que o tratamento diferenciado era suposto a ajudar um país a atingir, no caso do Brasil não tem sido. Se houvesse uma percepção de que realmente esse tratamento é essencial, nos ajudou, seria uma discussão, mas a gente não vê que tenha havido resultados que compensem.'

    A OCDE aconselha seus 36 membros, na sua maioria países ricos, e é considerada uma influenciadora-chave na arquitetura econômica mundial.

    Apesar da avaliação positiva do chanceler, negociadores brasileiros deixaram Washington com um gosto de frustração, segundo duas fontes ouvidas pela Reuters.

    'Se é para avançar desse jeito, melhor até que fique como está', disse à Reuters uma das fontes envolvidas diretamente na tentativa de abrir o mercado norte-americano para novos produtos agrícolas brasileiros. [nL1N2161TD]

    (Por Alexandre Caverni, em São Paulo)

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    Araújo mostra otimismo, mas indica que Brasil não tem informação sobre negociações para fim de governo Maduro

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - Para além do discurso otimista de que o regime de Nicolás Maduro está próximo do fim, o governo brasileiro não tem, de fato, informações concretas sobre possíveis negociações para o fim do regime ou de movimentos dos militares que ainda apoiam o atual governo venezuelano, admitiu nesta sexta-feira o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

    'A inteligência que a gente acompanha é mais pelos contatos que temos nas forças democráticas da Venezuela, não temos uma inteligência específica das movimentações. Nós temos a expectativa, a esperança, de que haja realmente elementos que ainda eram fiéis ao regime de Maduro que possam transferir sua lealdade para o regime legítimo. Esperamos que esteja acontecendo, que se avolume', afirmou o chanceler em uma longa entrevista no Itamaraty.

    O Brasil trabalha com outros países, no chamado Grupo de Lima, para aumentar a pressão sobre o governo de Maduro e forçar, diplomaticamente, uma mudança de regime. Parte do governo brasileiro admite que o atual presidente venezuelano só deixaria o poder se fosse dada a ele uma saída que não o levasse à prisão --uma posição que tem sido defendida pelo vice-presidente, Hamilton Mourão.

    Perguntado sobre qual seria a saída para Maduro, Araújo respondeu que a melhor seria a 'a porta da rua'.

    'O Brasil não está envolvido diretamente em negociar ou formatar o que seria essa saída. Nós entendemos que essa função é dos venezuelanos, desse novo quadro democrático que está se formando em torno do presidente encarregado Juan Guaidó', disse.

    No entanto, frisou Araújo, qualquer solução só será aceitável com a saída do atual governo e de Maduro.

    'O final da crise só virá quando houver uma substituição completa do regime atual, inclusive com seu líder, por um regime plenamente democrático, primeiro por seu presidente encarregado e depois por eleições livres', defendeu.

    Araújo insistiu que o maior papel do governo brasileiro e de outros países é a pressão internacional e que isso teria levado o governo de Maduro a balançar pela primeira vez.

    O governo brasileiro estuda ainda, segundo o chanceler, novas medidas de pressão. Admitiu que entre elas podem estar o congelamento de bens de venezuelanos no Brasil ou até mesmo a transferências de contas de créditos do atual governo para passarem a ser administradas pelo governo interino.

    'Do ponto de vista de pressão externa sobre o regime, o congelamento de bens em muitos casos é um instrumento útil. Teremos que ver se seria possível implementar dentro da legislação brasileira', afirmou. 'Temos que fazer dentro da legislação e das normas internacionais. Isso requer uma coordenação que no caso vai além do Itamaraty.'

    A legislação brasileira não autoriza sanções unilaterais, mas apenas aquelas determinadas por órgãos internacionais, como a Organização das Nações Unidas. O congelamento de bens poderia ser feito, no entanto, em casos de pessoas condenadas por crimes, segundo as regras internacionais.

    CHINA E RÚSSIA

    O chanceler brasileiro disse esperar que Rússia e China, principais aliados internacionais da Venezuela, vejam a realidade do país e que o Brasil está disposto a contribuir para isso se os dois países se dispuserem ao diálogo.

    'Esperamos que China e Rússia vejam a realidade da Venezuela. Se houver uma disposição deles de conversar com quem conhece a realidade, estamos dispostos', afirmou.

    Araújo atacou duramente o governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmando que o regime é fortemente ligado ao crime organizado, narcotráfico e terrorismo, mas que a pressão internacional e o papel do Brasil levaram o país pela primeira vez mais perto de ver o fim do regime.

    'A situação ainda não está totalmente definida em favor da democracia. É preciso continuar trabalhando para consolidar essa esperança', defendeu.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu; Edição de Alexndre Caverni)

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    Chanceler mostra otimismo, mas indica que Brasil não tem informação sobre negociações para fim de governo Maduro

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - Para além do discurso otimista de que o regime de Nicolás Maduro está próximo do fim, o governo brasileiro não tem, de fato, informações concretas sobre possíveis negociações para o fim do regime ou de movimentos dos militares que ainda apoiam o atual governo venezuelano, admitiu nesta sexta-feira o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

    'A inteligência que a gente acompanha é mais pelos contatos que temos nas forças democráticas da Venezuela, não temos uma inteligência específica das movimentações. Nós temos a expectativa, a esperança, de que haja realmente elementos que ainda eram fiéis ao regime de Maduro que possam transferir sua lealdade para o regime legítimo. Esperamos que esteja acontecendo, que se avolume', afirmou o chanceler em uma longa entrevista no Itamaraty.

    O Brasil trabalha com outros países, no chamado Grupo de Lima, para aumentar a pressão sobre o governo de Maduro e forçar, diplomaticamente, uma mudança de regime. Parte do governo brasileiro admite que o atual presidente venezuelano só deixaria o poder se fosse dada a ele uma saída que não o levasse à prisão --uma posição que tem sido defendida pelo vice-presidente, Hamilton Mourão.

    Perguntado sobre qual seria a saída para Maduro, Araújo respondeu que a melhor seria a 'a porta da rua'.

    'O Brasil não está envolvido diretamente em negociar ou formatar o que seria essa saída. Nós entendemos que essa função é dos venezuelanos, desse novo quadro democrático que está se formando em torno do presidente encarregado Juan Guaidó', disse.

    No entanto, frisou Araújo, qualquer solução só será aceitável com a saída do atual governo e de Maduro.

    'O final da crise só virá quando houver uma substituição completa do regime atual, inclusive com seu líder, por um regime plenamente democrático, primeiro por seu presidente encarregado e depois por eleições livres', defendeu.

    Araújo insistiu que o maior papel do governo brasileiro e de outros países é a pressão internacional e que isso teria levado o governo de Maduro a balançar pela primeira vez.

    O governo brasileiro estuda ainda, segundo o chanceler, novas medidas de pressão. Admitiu que entre elas podem estar o congelamento de bens de venezuelanos no Brasil ou até mesmo a transferências de contas de créditos do atual governo para passarem a ser administradas pelo governo interino.

    'Do ponto de vista de pressão externa sobre o regime, o congelamento de bens em muitos casos é um instrumento útil. Teremos que ver se seria possível implementar dentro da legislação brasileira', afirmou. 'Temos que fazer dentro da legislação e das normas internacionais. Isso requer uma coordenação que no caso vai além do Itamaraty.'

    A legislação brasileira não autoriza sanções unilaterais, mas apenas aquelas determinadas por órgãos internacionais, como a Organização das Nações Unidas. O congelamento de bens poderia ser feito, no entanto, em casos de pessoas condenadas por crimes, segundo as regras internacionais.

    CHINA E RÚSSIA

    O chanceler brasileiro disse esperar que Rússia e China, principais aliados internacionais da Venezuela, vejam a realidade do país e que o Brasil está disposto a contribuir para isso se os dois países se dispuserem ao diálogo.

    'Esperamos que China e Rússia vejam a realidade da Venezuela. Se houver uma disposição deles de conversar com quem conhece a realidade, estamos dispostos', afirmou.

    Araújo atacou duramente o governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmando que o regime é fortemente ligado ao crime organizado, narcotráfico e terrorismo, mas que a pressão internacional e o papel do Brasil levaram o país pela primeira vez mais perto de ver o fim do regime.

    'A situação ainda não está totalmente definida em favor da democracia. É preciso continuar trabalhando para consolidar essa esperança', defendeu.

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    Diplomatas reagem mal à indicação de Araújo ao Itamaraty e apontam quebra de hierarquia

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - A reação de diplomatas que atuam no Itamaraty foi a pior possível à indicação de Ernesto Araújo como novo ministro das Relações Exteriores, com alguns deles avaliando que houve uma quebra de hierarquia e um desrespeito à instituição, disseram fontes ouvidas pela Reuters.

    Promovido a ministro de primeira classe --o nome técnico do topo da carreira, o chamado embaixador-- apenas no primeiro semestre deste ano, Araújo é considerado um diplomata excessivamente júnior para o cargo, no que foi visto como uma quebra de hierarquia sem precedentes no Itamaraty.

    'É como se o presidente eleito tivesse indicado um general três estrelas para comandar a Defesa ou o Estado-Maior das Forças Armadas', comparou uma fonte com conhecimento interno do Itamaraty, lembrando que, como militar, Jair Bolsonaro jamais cometeria um erro desses.

    'Nunca um chefe de departamento, um cargo de terceiro escalão, foi alçado a chanceler', disse uma segunda fonte. 'É uma pessoa de perfil bem baixo. É de se questionar que tipo de liderança ele poderá ter.'

    O nome de Araújo, de 51 anos, chegou a surgir como possível chanceler ainda durante a campanha, depois de vir à tona que o diplomata --hoje chefe do Departamento de Estados Unidos e Canadá, um cargo de terceiro escalão no Itamaraty-- criou um blog em que fazia campanha aberta para Bolsonaro. Antes disso, Araújo não tinha relação com o presidente eleito, mas por suas manifestações se aproximou dos filhos de Bolsonaro.

    Parte da equipe do presidente eleito, especialmente o futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general da reserva do Exército Augusto Heleno, e o vice-presidente eleito, general da reserva Hamilton Mourão, defendiam outros nomes. O embaixador aposentado José Alfredo Graça Lima era o preferido de Heleno, enquanto Mourão apontou publicamente o secretário-geral do Itamaraty, Marcos Galvão, como uma alternativa.

    Acabou vencendo, no entanto, a postura ideológica de Araújo, apesar de Bolsonaro bater constantemente na tecla que quer uma política externa sem 'viés ideológico'.

    Diplomatas ouvidos pela Reuters apontam as manifestações do futuro chanceler como um dos principais problemas no comando da instituição, para além do óbvio fato de que, recém-promovido, sem nunca ter chefiado uma embaixada no exterior ou ter tido um cargo de relevância na estrutura diplomática, Araújo não teria a necessária experiência para o cargo.

    'Araújo fez a fama dele junto à equipe do Bolsonaro em cima de um artigo de política externa extremamente controverso, em que ele faz uma defesa apaixonada do presidente norte-americano, Donald Trump. Que capacidade de ação terá a diplomacia brasileira com ele à frente?', disse uma das fontes. 'Aos olhos do mundo, a política externa brasileira passará a ser comandada por um discípulo do trumpismo.'

    Uma outra fonte, apesar de menos incisiva, vai na mesma linha.

    'Ele deixa o Itamaraty refém de uma doutrina que acaba sendo um pouco apaixonada demais para os nosso padrão. Há um discurso de alinhamento automático (com os Estados Unidos) contrário à nossa tradição e aos nossos interesses', explicou.

    Em seus textos no blog, Araújo criticava a esquerda e chegou a fazer um 'poema' em que chamava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de 'poste' do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Também chamava o PT de Partido Terrorista e dizia que lutar contra um governo petista seria 'lutar contra o mal'.

    Em um artigo de 27 páginas publicado na revista Cadernos de Política Externa, da Fundação Alexandre Gusmão do Itamaraty, Araújo faz uma longa defesa de Trump. Para o futuro chanceler, o presidente dos EUA salva a civilização ocidental do 'islamismo radical' e do 'marxismo cultural globalista' e pode salvar o futuro do Ocidente.

    O futuro chanceler serviu em Washington com o ex-chanceler Mauro Vieira, e voltou ao Brasil no início do segundo mandato de Dilma Rousseff, quando Vieira foi chamado para assumir o Itamaraty. Trabalhou no gabinete como auxiliar até a saída de Vieira com o impeachment de Dilma. Desde então, assumiu o cargo de chefe do Departamento de Estados Unidos e Canadá --que, apesar do nome, não lida com os temas centrais em relação aos países do Norte, como comércio--, um posto normalmente ocupado por um ministro.

    Foi promovido a embaixador no primeiro semestre deste ano, mas continuou no mesmo posto por falta de vagas em cargos para embaixador.

    Em breve declaração em Brasília, após ter sido anunciado por Bolsonaro como futuro chanceler, Araújo disse que o Brasil vive 'um momento extraordinário' com a eleição do capitão da reserva do Exército ao Palácio do Planalto.

    'Antes de tudo, (principal linha de trabalho é) garantir que esse momento extraordinário que o Brasil está vivendo com a eleição do presidente Bolsonaro se traduza dentro do Itamaraty. Uma política efetiva, uma política em função do interesse nacional, uma política de um Brasil atuante, de um Brasil feliz, de um Brasil próspero', disse o futuro chanceler.

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