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    Bolsonaro diz que Brasil precisa reverter déficit e fazer reformas para recuperar confiança

    (Reuters) - O Brasil não pode continuar a registrar déficit todos os anos e precisa aprovar reformas econômicas para recuperar a confiança dos investidores externos, afirmou o presidente Jair Bolsonaro em entrevista à TV Record na noite de quarta-feira em Davos, onde participa do Fórum Econômico Mundial.

    'O Brasil é visto com muito carinho por parte dos empresários e governos do mundo todo, e a gente sente que eles querem o bem do Brasil, mas nós precisamos fazer a nossa parte, não podemos continuar com o déficit que temos ano após ano, e algumas reformas temos que fazer para que exatamente nós possamos fazer com que voltem a ter confiança em nós', disse Bolsonaro na entrevista ao avaliar os encontros que tem tido na cidade suíça durante o fórum desta semana.

    O presidente disse ter sido procurado por vários líderes de Estados e por vários empresários em Davos, e que as principais demandas que ouviu dos agentes políticos e econômicos é que o Brasil precisa ser desburocratizado, diminua sua carga tributária e elimine barreiras.

    'Eles querem um Brasil mais ágil, isso daí, com a equipe econômica desde há muito, nós estamos conversando e estamos ultimando medidas nesse sentido', afirmou.

    Bolsonaro concedeu entrevista à Record após ter cancelado entrevista coletiva que estava prevista para quarta-feira no Fórum Econômico Mundial ao lado dos ministros Paulo Guedes (Economia) e Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública).

    O presidente disse que o cancelamento foi por orientação médica, uma vez que será submetido a cirurgia assim que voltar ao Brasil para retirar bolsa de colostomia que usa desde que passou por duas operações em consequência de um atentado a faca sofrido em setembro do ano passado, durante a campanha presidencial.

    (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

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    Em Davos, Bolsonaro diz ter credibilidade para fazer reformas necessárias ao país

    DAVOS, Suíça (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira, em um breve discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, que seu governo tem a credibilidade para fazer as reformas necessárias ao Brasil e que o mundo espera que sejam feitas pelo país, sem detalhar, no entanto, quais são essas reformas e deixando de citar até mesmo a reforma da Previdência, apontada por todos como a prioridade.

    Em sua fala, de cerca de seis minutos, bem mais curta do que costuma ocorrer nos discursos realizados durante este evento, Bolsonaro não entrou em detalhes, ao mesmo tempo que garantiu, de forma genérica, que vai trabalhar pela estabilidade macroeconômica, respeitando contratos, privatizando e equilibrando as contas públicas.

    Bolsonaro afirmou que o Brasil ainda é uma economia relativamente fechada ao comércio internacional, e que mudar essa condição é um dos maiores compromissos de seu governo.

    'Gozamos de credibilidade para fazer as reformas de que precisamos e que o mundo espera de nós', disse Bolsonaro durante o discurso de abertura do fórum.

    'Vamos diminuir a carga tributária, simplificar as normas, facilitando a vida de quem deseja produzir, empreender, investir e gerar empregos', prometeu, sem detalhar os planos para atingir esses objetivos.

    O presidente acrescentou, ainda, que vai buscar integrar o Brasil ao mundo também por meio de uma defesa ativa da reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC) para eliminar 'práticas desleais de comércio' e garantir segurança jurídica das trocas comerciais internacionais.

    'Tenham certeza de que, até o final do meu mandato, nossa equipe econômica, liderada pelo ministro Paulo Guedes, nos colocará no ranking dos 50 melhores países para se fazer negócios', afirmou durante o discurso.

    Bolsonaro também prometeu compatibilizar meio ambiente e desenvolvimento, defendendo o histórico brasileiro de preservação ao afirmar que o país dá exemplo ao mundo nesta área, e prometeu uma maior integração do Brasil com o mundo, adotando as 'melhores práticas', como as adotadas e promovidas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

    'Estamos aqui porque queremos, além de aprofundar nossos laços de amizade, aprofundar nossas relações comerciais', afirmou o presidente.

    'Nossas ações, tenham certeza, os atrairão para grandes negócios, não só para o bem do Brasil, mas também para o de todo o mundo. Estamos de braços abertos. Quero mais que um Brasil grande, quero um mundo de paz, liberdade e democracia.'

    PARLAMENTO E MERCOSUL

    Após seu breve discurso, Bolsonaro passou também por uma rápida sessão de perguntas e respostas, quando reconheceu que seu governo precisará do Parlamento, citando especificamente mudanças legislativas para fomentar o combate à corrupção.

    Ele afirmou que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, que o acompanha na viagem a Davos, primeira visita internacional do presidente desde sua posse em 1º de janeiro, terá todos as condições para 'seguir o dinheiro' e combater irregularidades.

    Bolsonaro também disse que buscará incentivar o comércio sem 'viés ideológico', mas concentrado em trocas com países que 'comungam com práticas semelhantes às nossas' sem, no entanto, detalhar quais seriam essas práticas.

    'Entendemos que temos muito a oferecer aos senhores e gostaríamos, e muito, de fazer parcerias para o bem-estar dos nossos povos', disse.

    Quando indagado sobre a América do Sul e o Mercosul, Bolsonaro afirmou que 'alguma coisa precisa ser aperfeiçoada' no bloco comercial sul-americano, e fez a avaliação de que, com a recente eleição de governos de direita e centro-direita na região, a esquerda 'não prevalecerá' no continente.

    'Nós estamos preocupados, sim, em fazer uma América do Sul grande. Em que cada país, obviamente, mantenha sua hegemonia local. Não queremos uma América boliviariana como há pouco existia no Brasil em governos anteriores', afirmou.

    'Eu acho que essa forma de interagir com os demais países da América do Sul vem contagiando esses países e mais gente de centro e de centro-direita tem se elegido presidente nesses países. Creio que isso seja uma resposta que a esquerda não prevalecerá nessa região. O que é muito bom, no meu entender, não só para a América do Sul, bem como para o mundo.'

    (Reportagem de Mark Bendeich; Texto em português de Eduardo Simões, em São Paulo)

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    Preocupações com comércio afetam ânimo de CEOs em Davos

    Por Silvia Aloisi

    DAVOS, Suíça (Reuters) - Executivos de todo o mundo ficaram muito mais pessimistas em relação às perspectivas econômicas globais devido a disputas comerciais e às tensas relações entre grandes potências, mostrou uma pesquisa na véspera do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

    A pesquisa da PwC com cerca de 1.400 CEOs apontou que 29 por cento acreditam que o crescimento econômico global cairá nos próximos 12 meses, seis vezes o nível do ano passado e o maior percentual desde 2012.

    A mudança mais acentuada ocorreu entre os líderes empresariais nos Estados Unidos, onde o otimismo caiu de 63 por cento há um ano, para 37 por cento em meio a uma desaceleração econômica e uma guerra comercial com a China.

    Mas a parcela de CEOs que acredita que a taxa de crescimento cairá aumentou significativamente em todas as regiões, e isso se traduziu em uma queda nas expectativas dos líderes empresariais de que suas empresas conseguirão aumentar as receitas a curto e médio prazo.

    'É uma grande reversão em relação ao ano passado e o clima mais sombrio está presente em praticamente todo o mundo', disse Bob Moritz, presidente global da multinacional de auditoria e contabilidade PwC.

    'Com o aumento da tensão comercial e do protecionismo, é lógico que a confiança esteja diminuindo.'

    Na segunda-feira, o Fundo Monetário Internacional cortou suas previsões de crescimento econômico mundial para 2019 e 2020, devido à fragilidade na Europa e em alguns mercados emergentes, e disse que o fracasso em resolver as disputas comerciais poderia desestabilizar ainda mais a desaceleração da economia global.

    Em sua segunda revisão para baixo em três meses, o Fundo também citou uma desaceleração maior do que a esperada na economia chinesa e um possível Brexit sem acordo como riscos para suas perspectivas, dizendo que isso poderia piorar a turbulência nos mercados financeiros.

    A paralisação do governo dos Estados Unidos, que fez com que o presidente norte-americano, Donald Trump, não comparecesse ao encontro da elite política e empresarial global em Davos, também está contribuindo para a sensação de mal-estar em relação à economia dos EUA.

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    Bolsonaro diz que quer mostrar em Davos que o Brasil é seguro para investimentos

    DAVOS, Suíça (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro disse em Davos, na Suíça, que pretende mostrar no Fórum Econômico Mundial que o Brasil mudou, que é um país seguro para investimentos e está tomando medidas para reconquistar a confiança.

    Em entrevista a jornalistas na cidade suíça, Bolsonaro também disse que não apresentará planos específicos para privatizações durante o encontro e afirmou que quer ampliar o comércio do país, especialmente na área do agronegócio.

    'Nós queremos mostrar, via os nossos ministros em especial, que o Brasil está tomando medidas para que o mundo restabeleça a confiança em nós, que os negócios voltem a florescer entre o Brasil e o mundo sem o viés ideológico, que nós podemos ser um país seguro para os investimentos e em especial a questão do agronegócio, que é muito importante para nós, é a nossa commodity mais clara. Queremos ampliar este tipo de comércio', afirmou.

    'Estamos aqui para mostrar para eles que o Brasil mudou', acrescentou o presidente ao chegar ao hotel em que ficará hospedado durante o Fórum Econômico Mundial.

    Bolsonaro também sinalizou como será o discurso que fará na terça-feira durante o evento, sua primeira viagem internacional desde a posse em 1º de janeiro.

    'É um discurso muito curto, objetivo, claro, tocando nesses pontos que eu falei para vocês aqui. Foi feito e corrigido, vamos dizer assim, por vários ministros para que nós déssemos o recado mais amplo possível do novo Brasil que se apresenta com a nossa chegada ao poder', disse.

    Em Davos, Bolsonaro participará de encontros sobre o futuro do Brasil, de jantar com lideranças latino-americanas e de um evento para discutir a situação da Venezuela.

    'A Venezuela está com problemas não é de hoje, esperamos que rapidamente mude o governo da Venezuela', disse o presidente brasileiro.

    Bolsonaro retorna da Suíça para o Brasil na quinta-feira, de acordo com programação divulgada pela Presidência da República.

    (Texto de Eduardo Simões, em São Paulo)

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    Em Davos, Bolsonaro defenderá agenda de reformas e abertura comercial

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro vai defender, em discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, a agenda de reformas econômicas do governo e que o Brasil está disposto a fazer uma maior abertura comercial e desburocratizar sua economia, disse à Reuters uma fonte da equipe dele nesta sexta-feira.

    No discurso, de cerca de 10 minutos que será realizado na próxima quarta-feira, o presidente vai destacar ações para simplificar a economia e fará uma defesa da segurança jurídica para o ambiente de negócios e da democracia e Estado de Direito, segundo a fonte, que pediu para não ser identificada.

    VENEZUELA

    Bolsonaro também deverá se pronunciar sobre a situação da Venezuela, que passa por uma crise sem precedentes e diante da crescente pressão internacional contra o regime de Nicolás Maduro, cuja reeleição é contestada por muitos países.

    Nesta semana, na primeira visita de um chefe de Estado ao recém-empossado presidente, Bolsonaro recebeu em Brasília o presidente argentino, Mauricio Macri, que chamou Maduro de 'ditador'.

    Na quinta-feira, o presidente brasileiro recebeu a visita de opositores de Maduro no Palácio do Planalto. Ele gravou um vídeo, veiculado nas redes sociais, no qual diz que o atual 'desgoverno' chegou ao poder na Venezuela com a ajuda dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e destacou que isso torna o Brasil responsável 'em parte' pela situação.

    Bolsonaro destacou ainda, no vídeo, que uma solução para a Venezuela virá 'brevemente', sem dar detalhes de como isso se daria. Até o momento, apesar das críticas ao regime de Maduro, o presidente descarta uma ação militar no país vizinho para derrubar o atual governo.

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    Trump cancela viagem de delegação dos EUA ao Fórum Econômico Mundial em Davos

    WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelou a viagem da delegação norte-americana completa ao Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, devido à paralisação parcial do governo, de acordo com comunicado divulgado na quinta-feira pela porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders.

    Trump, que compareceu ao fórum no ano passado, planejava ir a Davos novamente este ano, mas desistiu na semana passada em meio a um impasse com democratas no Congresso sobre o financiamento de um muro na fronteira do país com o México que levou à paralisação parcial do governo.

    O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e o secretário de Estado, Mike Pompeo, iriam liderar a delegação norte-americana no lugar de Trump, disseram duas autoridades graduadas do governo nesta semana.

    “Por consideração aos 800 mil grandes trabalhadores norte-americanos que não estão recebendo salário e para garantir que sua equipe possa auxiliar conforme necessário, o presidente Trump cancelou a viagem de sua delação ao Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça”, disse o comunicado de Sanders.

    Mnuchin e Pompeo planejavam fazer um discurso conjunto na sessão de abertura do fórum no dia 22 de janeiro. Os dois também iriam organizar um jantar de ministros de Finanças e Relações Exteriores do G7 para discutir questões econômicas e de segurança nacional.

    O secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, e o representante comercial do país, Robert Lighthizer, também participariam da delegação.

    (Reportagem de Eric Beech)

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    Guedes quer que discurso de posse ecoe em Davos, Previdência é 1º pilar, diz fonte

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, irá replicar no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, os pontos que levantou no seu discurso de posse, sendo a reforma da Previdência o primeiro pilar da agenda econômica brasileira que será apresentada, disse uma fonte do governo nesta quinta-feira.

    Falando sobre as alterações que o governo de Jair Bolsonaro pretende promover nas regras de acesso à aposentadoria, a fonte, que falou em condição de anonimato, pontuou que a reforma terá várias faces, incluindo o combate a privilégios e o ajuste em função da mudança demográfica em curso.

    As questão relativas ao campo e cidade, categorias profissionais e vinculação entre Previdência e assistência também serão contempladas na reforma.

    'É um conjunto de modernizações que vão ser atacadas de frente de maneira inequívoca e inquesitonável por esse governo ao longo das próximas semanas e meses, em relação ao qual nós estamos muito otimistas', apontou a fonte, sem dar detalhes.

    O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que a proposta fechada pelo time econômico será apresentada a Bolsonaro até domingo. A ideia é que o presidente use a viagem a Davos para discutir o tema, para poder bater o martelo sobre o texto na volta.

    O Fórum Econômico Mundial acontecerá entre os dias 22 e 25 de janeiro.

    Publicamente, membros do governo têm se esquivado de esclarecer e aprofundar as alterações que a reforma irá propor, limitando-se a apontar alguns pontos, como a introdução de um sistema de capitalização.

    Em Davos, Guedes também falará sobre os outros dois pilares que compõem a agenda do governo: privatizações, concessões e venda de ativos imobiliários; e enxugamento da máquina pública.

    'Davos vai ser muito importante para atualização da perspectiva que se tem do Brasil. A gente vai reafirmar o nosso compromisso com uma democracia vibrante, uma democracia que funciona. Agora temos que fazer com que mercados funcionem', disse a fonte.

    MAIS ABERTURA

    A maior inserção comercial do país será uma bandeira da nova administração, sendo que a equipe econômica quer que o fluxo comercial passe a responder por 30 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) até o fim do governo, afirmou a fonte.

    'Raramente tivemos mais que 20 por cento, 25 por cento (do PIB)', destacou, estimando que essa representatividade está hoje na casa de 22 a 23 por cento.

    Nesta quinta-feira, o embaixador da China no país, Yang Wanming, encontrou-se com o ministro Guedes para uma conversa sobre diversificação da pauta comercial com aquele que é o maior parceiro comercial do Brasil.

    (Por Marcela Ayres)

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    Previsões sombrias para Davos: excesso de crises, mas escassez de líderes mundiais

    Por Silvia Aloisi

    MILÃO (Reuters) - Uma gama de diferentes crises manterá diversos líderes mundiais longe do Fórum Econômico Mundial de Davos na próxima semana, que será realizado em meio a um crescente pessimismo com a economia global e as perspectivas políticas.

    As expectativas em torno de disputas comerciais, relações internacionais tensas, o Brexit e uma desaceleração do crescimento global que alguns temem ser capaz de levar a uma recessão mundial devem dominar o encontro, que ocorre entre os dias 22 e 25 de janeiro, deixando o clima carregado.

    O relatório de riscos globais do próprio Fórum, divulgado nesta semana, deu o tom do encontro ao alertar sobre os ventos contrários que se aproximam na economia, em parte devido a tensões geopolíticas entre grandes potências.

    Cerca de 3 mil líderes de empresas, governos e da sociedade civil devem se reunir no resort de esqui coberto de neve, mas entre eles haverá apenas três líderes do G7, grupo composto pelos sete países mais industrializados do mundo: o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o premiê italiano, Giuseppe Conte.

    Donald Trump, que no ano passado roubou os holofotes em Davos com a rara aparição de um presidente norte-americano em exercício, cancelou sua participação devido aos problemas decorrentes da paralisação parcial do governo dos EUA.

    Seu homólogo francês, Emmanuel Macron, também não irá ao encontro pois precisa lidar com os protestos dos “coletes amarelos”, enquanto a premiê britânica, Theresa May, encontra-se em uma batalha para encontrar uma solução para o Brexit.

    Fora dos G7, os líderes de Rússia e Índia não prestigiarão Davos, enquanto a China --cujo presidente Xi Jinping foi o primeiro líder chinês a comparecer à cúpula, em 2017, quando fez uma defesa vigorosa do livre comércio-- enviará o vice.

    Com isso, o papel de tranquilizar líderes empresariais deve ficar a cargo de personalidades como o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, e seu homólogo britânico, Philip Hammond, bem como o vice-presidente chinês, Wang Qishan, e uma série de chefes de bancos centrais.

    “Davos vai ser dominada por um nível alto de ansiedade sobre os mercados de ações, a desaceleração do crescimento e a política internacional”, disse Nariman Behravesh, economista-chefe da IHS Markit.

    “A presença de lideranças vai ser menor que no ano passado, mas aqueles que vão, de Mnuchin a chefes de bancos centrais e Abe, vão tentar transmitir uma noção de confiança e acalmar os nervos de homens de negócios e investidores.”

    Como observadora de Davos, ela disse que a ausência dos principais líderes neste ano não significa que o Fórum perdeu seu apelo como plataforma global para políticos de alto nível apresentarem sua agenda.

    O baixo comparecimento entre os principais líderes ocidentais pode também dar maior destaque a personagens políticos que de outra maneira poderiam não aparecer tanto.

    Davos será a primeira viagem internacional importante do presidente Jair Bolsonaro, eleito em meio a uma onda de nacionalismo conservador e anti-establishment também vista em outros países.

    No Twitter, Bolsonaro disse que apresentará “um Brasil diferente, livre das amarras ideológicas e corrupção generalizada”.

    (Reportagem adicional de Yawen Chan, em Pequim; Kaori Kaneko, Tetsushi Kajimoto e Linda Sieg, em Tóquio; Tom Miles, em Genebra; Dmitry Zhdanikov, em Londres; e Anthony Boadle, em Brasília)

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