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    Justiça aceita denúncia e suspeitos de matar Marielle viram réus

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O policial militar aposentado Ronnie Lessa e o ex-policial militar Élcio de Queiroz se tornaram réus sob acusação de terem assassinado a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes e responderão por duplo homicídio triplamente qualificado informou à Justiça do Rio de Janeiro nesta sexta-feira.

    Ambos são suspeitos de ligação com milícias que têm participação de PMs da ativa. Há a suspeita de que Lessa tenha recebido 200 mil reais para matar a parlamentar.

    Lessa e Queiroz foram presos nesta semana acusados de participação direta nos assassinatos, ocorridos a cerca de um ano.

    Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, eles vão responder à ação penal por duplo homicídio triplamente qualificado --motivo torpe, emboscada e recurso que dificultou a defesa da vítima--, tentativa de homicídio contra a assessora que sobreviveu e também por crime de receptação.

    Na decisão, o juiz Gustavo Kalil, do 4º Tribunal do Júri do Rio, já tinha autorizado em caráter urgente e liminar, o pedido de transferência dos acusados para estabelecimento penal federal de segurança máxima e a inclusão de ambos no regime disciplinar diferenciado (RDD).

    O magistrado determinou também o arresto de todos os bens móveis e imóveis em nome dos dois acusados “ até o limite dos valores requeridos a título de indenização pelo Ministério Público”.

    O MP suspeita que Ronnie Lessa, preso no mesmo condomínio onde mora o presidente Jair Bolsonaro, estaria tentando esconder e ocultar patrimônio através de laranjas.

    O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectou uma movimentação atípica na conta de Lessa no valor de 100 mil reais depositados por ele próprio em sua conta bancária, em outubro de 2018. As investigações apontam que Lessa teria recebido 200 mil reais para matar a vereadora.

    Os dois suspeitos permaneceram em silêncio desde a prisão na terça-feira. Os advogados negam que seus clientes tenham participados dos crimes.

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    Suspeitos de matar Marielle serão transferidos para presídio fora do Rio

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os dois presos nesta semana suspeitos de participação direta no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes serão transferidos para um presídio federal fora do Rio de Janeiro, informou o Ministério Público fluminense.

    A transferência, autorizada pela Justiça e pedida pelo MP, prevê ainda, por medida de segurança, a inclusão de Élcio de Queiroz e Ronnie Lessa no regime disciplinar diferenciado (RDD).

    Os dois foram presos na terça-feira e ainda estão na divisão de homicídios da polícia do Rio. Os acusados participaram de uma audiência de custódia nesta quinta-feira e estão com prisão preventiva decretada.

    Também nesta quinta, data que marca um ano da morte de Marielle, vários atos e homenagens foram feitas no Rio e até em outros países.

    Na fachada da Câmara Municipal da cidade foi estendida uma faixa com a pergunta: quem mandou matar Marielle? Foram realizados ainda atos na Assembleia Legislativa do Estado e na Cinelândia, além de uma missa na igreja da Candelária.

    'A gente não vai sossegar enquanto não mostrarem quem mandou matar a Marielle', disse a mãe da vereadora assassinada, Marinete Silva.

    Presente na homenagem à vereadora na Candelária, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), disse ter certeza que se tratou de um crime político.

    'Não temos dúvida de que foi um crime político, porque durante anos o Rio foi tomado por uma reação entre crime, polícia e política', disse Freixo.

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    Delegado do caso Marielle é substituído para 2ª fase da investigação

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O delegado da Polícia Civil responsável pelas investigações que resultaram na prisão de dois suspeitos da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) fará um intercâmbio na Itália e não conduzirá a segunda fase da operação, que vai buscar descobrir possíveis mandantes do crime, afirmou nesta quarta-feira o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

    Segundo Witzel, o delegado Giniton Lages, que liderou o inquérito sobre os assassinatos de Marielle e de seu motorista, Anderson Gomes, ocorridos em março do ano passado, mostrava 'cansaço' e 'esgotamento físico', e agora vai usar seus conhecimentos obtidos no decorrer do caso para trocar experiências com a polícia italiana.

    A decisão foi anunciada um dia após as prisões de um ex-policial militar e de um policial militar da reserva por suspeita de serem os executores do assassinato de Marielle e Anderson.

    “O delegado Giniton acumulou muita informação e nós já estávamos trabalhando com polícias de Itália para estudar máfia, movimentos criminosos, e ele vai fazer a troca de experiência“, disse Witzel sobre o intercâmbio do delegado. “Ele vai passar quatro meses lá... não tem nenhum afastamento”, acrescentou.

    O governador afirmou que a troca no comando da investigação não trará prejuízo para a apuração do caso, uma vez que as informações foram compartilhadas com outros delegados e com promotores. 'Mudar um delegado não interfere, é até natural”, disse.

    Nesta quarta-feira foram cumpridos novos mandados de busca e apreensão pela polícia do Rio de Janeiro em diversos pontos da cidade no âmbito da investigação. A polícia esteve em endereços de policiais militares, um bombeiro, empresários e de pessoas supostamente ligadas ao policial aposentado Ronnie Lessa, preso na véspera acusado de ser o assassino da parlamentar.

    Segundo Witzel, provavelmente houve mandantes para o assassinato da vereadora.

    'Daqui para frente a investigação é muito mais de uma organização criminosa, que tem documentos, testemunhas, e pode sim levar a quem ordenou a execução, se é que isso existe, mas há uma grande probabilidade que isso exista”, disse o governador.

    Witzel também voltou a cogitar a possibilidade de a polícia tentar um acordo de delação premiada com os presos para se tentar identificar a suposta organização criminosa por trás do crime.

    Advogados dos dois suspeitos, no entanto, disseram que ambos são inocentes.

    “Ele é completamente inocente. A coisa da polícia é muito hipotética... ele tem álibis e vamos provar”, disse o advogado Henrique Telles, defensor do preso Élcio Vieira de Queiroz.

    O advogado de Lessa, Fernando Santana, afirmou que 'não faz sentido falar em delação por que o Ronnie é totalmente inocente... ele está indignado e nunca ouviu falar de Marielle antes do crime”.

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    MP diz que atuação política de Marielle motivou assassinato e não descarta mandante

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A atuação política da vereadora Marielle Franco (PSOL) foi o que motivou o assassinato da parlamentar há cerca de um ano, segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, que não descarta a possibilidade de haver um mandante para o crime após a prisão nesta terça-feira de dois suspeitos de executarem Marielle e seu motorista Anderson Gomes.

    A denúncia do MP à Justiça contra o policial militar reformado Ronnie Lessa e contra o ex-policial militar Élcio Queiroz aponta que Marielle foi morta por defender minorias. Ambos foram denunciados por homicídio duplamente qualificado

    'O crime contra Marielle Franco, segundo as investigações nos autorizam a afirmar, teve uma motivação torpe decorrente de uma repulsa de Ronnie Lessa à atuação política de Marielle na defesa de suas causas, como as voltadas para as minorias, mulheres negras, LGBT e outras causas. Isso ficou suficientemente comprovado', disse a promotora Simone Sibílio.

    Os dois presos nesta terça em uma operação conjunta da polícia com o MP do Estado estavam, segundo o MP, no carro de onde partiram os disparos fatais contra Marielle e Anderson Gomes. Lessa e Queiroz foram as peças operacionais da execução, de acordo com os investigadores, que disseram que a segunda fase da apuração foi iniciada nesta terça e busca o mandante do crime.

    Os advogados de Lessa e de Queiroz negaram que seus clientes tenham cometido o crime.

    A possibilidade de o crime ter sido arquitetado por terceiros ainda não é descartado pelo Ministério Público.

    'Essa motivação para o crime é decorrente da atuação política dela na defesa das causas, mas não inviabiliza o possível mando mediante pagamento por promessa de recompensa', avaliou a promotora.

    'É possível que tenha mandante? É possível como é possível que não tenha. Mas nenhuma linha é descartada... os possíveis mandantes serão investigados nos autos desmembrados que estão sob sigilo”, complementou ela.

    A operação deflagrada nessa terça-feira precisou ser antecipado por haver a suspeita do vazamento de sua realização programada inicialmente para essa quarta feira.

    A promotora disse que Lessa e Queiroz estavam sendo monitorados há meses e tinham uma ligação próxima. Ambos estiveram juntos no Carnaval hospedados em uma casa de luxo na cidade de Angra dos Reis, no sul do Estado.

    Na operação de busca e apreensão realizada nesta terça, um arsenal de armas que, segundo o MP tem relação com Lessa, foi apreendido. Na casa do PM reformado foram encontradas armas. Para o Ministério Público, esses fatos mostram que Lessa 'não é uma pessoa de paz'.

    Lessa mora no mesmo condomínio do presidente Jair Bolsonaro. Investigadores dizem não ter motivo para achar que a família Bolsonaro tem relação com o crime.

    O delegado Giniton Lages, que comanda a investigação sobre o assassinato de Marielle, disse que um dos filhos de Bolsonaro namorou uma filha de Lessa. Ele não disse qual filho nem quando o namoro aconteceu.

    A Presidência da República não respondeu imediatamente a pedidos de comentários sobre esse relacionamento.

    O MP do Rio acrescentou outros citados ao longo das investigações, como o vereador Marcelo Siciliano e o ex PM , Orlando de Curicica, continuarão sendo investigados “ Nenhuma linha se descartou por que se trabalhou também com a possibilidade de a ordem ter partido do escritório do crime ou da milícia”, finalizou

    (Reportagem adicional de Gabriel Stargardter)

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    Espero que investigações cheguem a quem mandou matar Marielle, diz Bolsonaro

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta terça-feira, esperar que a investigação sobre o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) chegue aos mandantes do crime.

    'Espero que realmente a apuração tenha chegado de fato a quem foram os executores, se é que foram eles, e a quem mandou matar', disse Bolsonaro, ao ser questionado sobre a prisão de dois suspeitos do caso, durante cerimônia de visita do presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez.

    A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta terça-feira um policial militar reformado e um ex-policial militar acusados de executarem o crime contra Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, às vésperas de o crime completar um ano.[nL1N20Z123]

    Um dos suspeitos presos mora no mesmo condomínio da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, em que Bolsonaro tem casa e onde o presidente morava antes de tomar posse em janeiro, enquanto o outro suspeito aparece em foto com Bolsonaro publicada em redes sociais.

    Ao ser questionado sobre a foto com o suspeito preso nesta terça-feira, Bolsonaro alegou que tem fotos com milhares de policiais.

    'Eu tenho foto com milhares de policiais civis e militares do Brasil todo', respondeu o presidente, com irritação.

    Bolsonaro falou poucas vezes sobre o assassinato da vereadora. Na época, foi o único dos pré-candidatos à Presidência a não condenarem o caso. Posteriormente, disse que lamentava todas as mortes no Rio de Janeiro, mas não quis politizar o caso da vereadora.

    Ao ser questionado se achava que o crime contra Marielle teria um mandante, disse acreditar que 'é possível', mas aproveitou para lembrar o caso em que ele próprio foi alvo de um atentado durante a campanha presidencial.

    'Eu também estou interessado em quem mandou me matar', disse.

    Bolsonaro insiste na tese de que o agressor Adélio Bispo, responsável pelo ataque a faca contra ele ocorrido em setembro do ano passado, teria sido mandado por alguém, apesar das investigações da Polícia Federal apontarem que Bispo agiu sozinho e teria problemas mentais.

    O presidente e seus filhos continuamente apontam a ligação de Bispo com o PSOL, mesmo partido de Marielle, ao qual ele foi filiado. Bispo se desfiliou da legenda em 2014.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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    Polícia prende PM reformado e ex-PM por suspeita de assassinato de Marielle

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - Um policial militar reformado e um ex-policial militar foram presos, nesta terça-feira, por suspeita de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, às vésperas de o crime completar um ano, informaram a polícia e o Ministério Público do Rio de Janeiro.

    A primeira fase da investigação que resultou nas prisões desta terça ainda não deixou claro o motivo para o crime e se foi uma ação encomendada. A segunda fase das investigações já começou nesta terça com o cumprimento de mais de 30 mandados de buscas e apreensões.

    'Estamos entregando a primeira fase com quem ocupou o veículo, quem dirigiu e quem atirou em Marielle e Anderson, mas ainda há respostas a alcançar', disse a jornalistas o delegado responsável pelas investigações, Giniton Lages.

    'Foi um crime praticamente perfeito, sofisticado e que exigiu muita dedicação ... a solução desse crime é um recado para as pessoas que esse tipo de crime não pode se repetir”, acrescentou.

    A operação para prender os suspeitos do crime foi deflagrada nas primeiras horas do dia pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, e cumpriu mandados na casa de um dos policiais presos no mesmo condomínio onde o presidente Jair Bolsonaro tem casa, na zona oeste do Rio de Janeiro, segundo as autoridades.

    Ao chegar ao Itamaraty para um almoço com o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, Bolsonaro disse a jornalistas que só conheceu sobre Marielle após a morte da então vereadora e afirmou que também está interessado em saber quem foi o mandante do assassinato.

    O secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Marcus Vinícius Braga, afirmou que, com as prisões, os investigadores se aproximam de solucionar o crime.

    'Foram presos dois policiais com participação direta e efetiva no crime', disse ele à Reuters. 'Com essas prisões ficamos perto da solução do crime', acrescentou.

    Os suspeitos presos foram identificados como Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz. Não foi possível contactar representantes dos suspeitos de imediato.

    De acordo com as investigações, Lessa foi o autor dos disparos de arma de fogo contra Marielle e Anderson, enquanto Queiroz seria o condutor do veículo utilizado para a execução. Lessa é policial militar reformado, enquanto Queiroz foi policial militar, tendo sido expulso da corporação.

    Marielle e Anderson foram assassinatos em uma emboscada em 14 de março do ano passado no bairro do Estácio, na zona norte do Rio.

    O assassinato da então vereadora, que denunciava abusos cometidos por policiais militares, aconteceu quando ela voltava de um evento e o carro em que estava foi atingido por diversos tiros.

    O crime chamou atenção de entidades internacionais de defesa dos direitos humanos, que têm cobrado das autoridades brasileiras uma solução para o caso.

    Giniton Lages afirmou que a segunda fase das investigações deve buscar respostas para perguntas sobre o crime que ainda estão sem reposta: por que Marielle foi morta e se os criminosos agiram sob encomenda.

    'Ele tinha uma obsessão por pessoas com posições políticas diferentes da dele', declarou Lages. 'A segunda fase das investigações está em curso e nada do que foi dito até agora pode ser desconsiderado... o caso ainda está em aberto', completou.

    GOVERNADOR ESPERA DELAÇÃO

    Antes das prisões desta terça, uma das linhas de investigação apontava que o assassinato de Marielle teria sido encomendado por milicianos incomodados com a atuação da vereadora no combate à especulação imobiliária na zona oeste. Um vereador do Rio chegou a ter seu nome ligado ao crime. Outra linha apontava para possibilidade de políticos do Estado terem arquitetado o crime para atingir um parlamentar do partido de Marielle.

    O governador Wilson Witzel (PSC) disse esperar que os presos possam contribuir com a investigações com um acordo de delação premiada.

    'Isso já foi consagrada pela Lava Jato', lembrou ele. 'Demos uma resposta importante à sociedade sobre um crime bárbaro contra uma parlamentar no desempenho de sua atividade, que teve a sua vida ceifada de forma criminosa, odienta e inaceitável', acrescentou.

    A denúncia apresentada pelo Ministério Público estadual contra os suspeitos presos nesta terça afirma que “é inconteste' que Marielle foi 'sumariamente executada em razão da atuação política na defesa das causas que defendia”.

    (Reportagem adicional de Lisandra Paraguassu, em Brasília)

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    Operação traz avanços a investigações sobre assassinato de Marielle, diz polícia

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou a realização da operação desta quinta-feira para avançar nas investigações em torno do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista dela Anderson Gomes.

    Os mandados de prisão, condução coercitiva, intimações e busca e apreensão foram cumpridos no Rio e em Minas Gerais

    'Esse foi muito bem... estamos trabalhando muito para dar uma resposta e para que o crime seja esclarecido para toda sociedade', disse o chefe da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, a jornalistas.

    Segundo ele, a investigação é sigilosa e a revelação de detalhes poderia atrapalhar a condição das apurações.

    Fontes ouvidas pela Reuters revelaram que as peças e personagens envolvidos na morte de Marielle e Anderson já foram identificadas, mas ainda faltam as provas necessárias para fechar inquérito e oferecimento de denúncia à Justica.

    'Os alvos hoje têm um monte de crimes nas costas e alguns ligação direta e indireta com o crime da Marielle. O que se quer com a operação é arrancar deles mais elementos para fundamentar a investigação', disse uma fonte, sob a condição de anonimato, ressaltando que a quadrilha de hoje tinha ligação com clonagem de carro e teria clonado o veículo usado no assassinato da vereadora e do motorista.

    “Uma investigação tem que levar provas robustas e concretas para a condenação e isso que estamos fazendo', acrescentou o chefe da Polícia Civil.

    O crime duplo completa nove meses nessa sexta-feira. Marielle, de 38 anos, foi alvejada em março com tiros na cabeça dentro do carro em que estava com outras duas pessoas por um atirador que disparou nove vezes de um outro carro. O motorista do veículo da parlamentar também morreu, e uma assessora da vereadora ficou ferida.

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    Não há garantia que morte de Marielle será esclarecida durante intervenção, diz Jungmann

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - Não há garantias de que os assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista Anderson Gomes serão esclarecidos até o fim deste ano, quando termina a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, disse nesta sexta-feira o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, que apontou que a prioridade é desvendar um complô montado por autoridades do Estado para atrapalhar as investigações.

    Jungmann disse ainda que milicianos estariam envolvidos no crime e que por trás da morte há muitos interesses que precisam ser revelados.

    'Há testemunhos de duas pessoas em que são feitas gravíssimas acusações contra agentes públicos do Rio de Janeiro e que existiria um complô entre agentes públicos, milicianos e políticos muito poderosos que não teriam interesse na elucidação do caso Marielle', disse Jungmann a jornalistas em evento da FGV Energia sobre combate à corrupção.

    'Não posso dizer isso (que o assassinato de Marielle será esclarecido neste ano). Os poderosos (envolvidos), eu gostaria que estivessem todos presos e ficarei muitíssimo feliz no dia que estiverem todos na cadeia', adicionou Jungmann.

    Até agora, o ex-policial militar Orlando de Curicica foi o principal suspeito de envolvimento na morte da vereadora e do motorista preso. Nesta semana, dois supostos milicianos que seriam do mesmo grupo de Curicica também foram detidos pela polícia.

    Fontes apontaram à Reuters dois caminhos sobre as motivações para o assassinato de Marielle. Um delas seria uma disputa fundiária na zona oeste, em que a parlamentar estaria atrapalhando os planos de um político com atuação na região que defendia a especulação imobiliária numa área defendida pela vereadora. A outra possibilidade seria o envolvimento de políticos da Assembleia Legislativa do Estado insatisfeitos com o trabalho do deputado estadual Marcelo Freixo, com quem Marielle trabalhou no passado.

    'Vamos chegar nessas pessoas, seja quem for. Governo tem distanciamento para fazer esse processo de faxina do Rio de Janeiro. Temos mais que certeza (do envolvimento de políticos poderosos)', finalizou Jungmann.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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    Sucesso da intervenção na segurança do Rio passa por solução do assassinato de Marielle, diz ministro da Defesa

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A avaliação do sucesso da intervenção federal na área da segurança pública do Estado do Rio de Janeiro passa pelo esclarecimento do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista Anderson Gomes, disse nesta quinta-feira o ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna.

    “Nosso interesse é que a gente chegue com isso esclarecido até o fim do ano', disse Silva e Luna em entrevista à Reuters.

    'Acho até que o resultado da intervenção e a percepção do resultado da intervenção passa pela identificação dos autores do crime”, acrescentou. “A percepção da intervenção passa por esse resultado.”

    O ministro ressaltou, no entanto, que a intervenção, que já dura mais de seis meses, vem trazendo resultados positivos para o Estado. Nesse período, disse, muitas estatísticas de criminalidade e violência cederam, embora se mantenham em patamares elevados.

    As estatísticas de homicídios dolosos e mortes em ações da polícia cresceram nas últimas divulgações, mas houve quedas em roubos de rua, de carga, de rua e de veículos.

    Desde o início da intervenção, ao menos três militares do Exército morreram no Rio de Janeiro em decorrência de confrontos com suspeitos em favelas.

    Em discurso na semana passada, o comandante do Exército, general Villas Boas, chegou a afirmar que apenas os militares estariam engajados no combate à violência no Estado, e cobrou uma maior participação da classe política.

    A intervenção está prevista para terminar no fim do ano.

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    Secretário de Segurança do RJ descarta reforço da PF em investigações sobre assassinato de Marielle

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O secretário de Segurança do Estado, general Richard Nunes, descartou um apoio extra da Polícia Federal nas investigações em torno do assassinato da vereadora Marielle Franco, que completa nessa terça-feira cinco meses ainda sem solução.

    Ele argumentou que já há uma colaboração da PF nas investigações, que continuam sem prazo para serem finalizadas.

    Na véspera, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que conversou com o presidente Michel Temer antes de oferecer o auxílio extra da PF. As investigações estão a cargo da polícia civil do Rio de Janeiro, que está sob controle do gabinete da intervenção federal.

    “Essa ajuda da PF já está acontecendo e estamos juntos e desde sempre a Polícia Federal tem colaborado e participado conosco”, disse Nunes à Reuters após participar de um evento no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. Ele lembrou que o trabalho de perícia sobre armas e munições usados na morte de Marielle contaram com ajuda da PF.

    Nunes disse em sua palestra sobre os preparativos para as eleições estaduais no Rio que confia nas investigações feitas pela polícia civil do Rio de Janeiro, numa possível alusão à oferta de Jungmann.

    Para a PF entrar mais a fundo nas investigações seria necessário um pedido formal da parte do Ministério Público do Rio de Janeiro e do gabinete de intervenção, mas as duas instituições já sinalizaram que não vão dar esse passo.

    O secretário de segurança admitiu a complexidade na solução do caso e disse que não há prazo para a elucidação.

    “Esse caso é de complexidade tal e tem tudo a ver com a atuação política dela e ao grupo que ela pertencia... não tem data, não tem prazo”, disse ele. “Aquelas pessoas que querem, efetivamente querem, que esse crime seja elucidado apoiem o nosso trabalho e acreditem no trabalho da polícia civil do Rio de Janeiro, que tem feito um trabalho extraordinário e exaustivo”, disse. Segundo Nunes já foram produzidos nove volumes sobre o caso Marielle.

    As investigações, de acordo com autoridades locais e federais, apontam para o envolvimento de agentes de Estado e políticos na morte da vereadora.

    “A dificuldade é inerente à complexidade do caso e não fazemos promessa de prazo ou data. O que prometemos é trabalho“, destacou Nunes

    A família de Marielle tentou um encontro com Nunes e com o interventor na área de segurança Walter Braga Netto, mas não foi possível por motivo de agenda

    A Anistia Internacional divulgou nessa terça uma nota pedindo uma investigação externa e independente sobe o caso.

    ”É grave que se inicie um processo eleitoral sem que se descubra quem são os responsáveis pelo assassinato de uma vereadora em pleno exercício de seu mandato e quais foram as motivações. O início do período de campanha eleitoral levanta a preocupação de que o caso seja negligenciado', disse Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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    Jungmann diz que PF já tem equipe pronta para atuar nas investigações do assassinato de Marielle

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse nesta segunda-feira que a Polícia Federal já tem uma equipe pronta e definida para atuar na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco, que na terça-feira completa cinco meses, e, que a elucidação do caso é uma questão de honra para o governo do presidente Michel Temer.

    O ministro frisou que essa equipe para auxiliar nas investigações seria composta por delegados e agentes do Rio de Janeiro e de fora do Estado. Mas, para que a PF entre na apuração, é preciso uma solicitação oficial ao governo federal da parte do gabinete da intervenção federal na área de segurança pública no Estado do Rio de Janeiro.

    “Não estamos desqualificando a equipe que aqui está trabalhando e estamos prontos para fazer e, inclusive, já sabemos quais delegados que seriam necessários mobilizar”, disse ele a jornalistas em entrevista na sede do BNDES.

    Jungmann indicou um certo incômodo com a demora no esclarecimento do assassinato da vereadora e do motorista dela Anderson Gomes, embora reconheça a dificuldade e a complexidade das investigações. Segundo ele, a participação de políticos locais e agentes de Estado tornam a apuração do crime muito mais delicada.

    Ele frisou que a PF brasileira é muito capacitada e detém o aparato e instrumentos necessários para ajudar no esclarecimento da morte de Marielle.

    “A Polícia Federal é uma das melhores investigativas no mundo por ter recursos tecnológicos, humanos, orçamentários para sustentar qualquer investigação que se faça necessária”, disse.

    O ministro disse que já levou a possibilidade de federalização da investigação ao presidente Temer que aguarda uma posição da intervenção federal ou do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que se manifestou anteriomente contrário à federalização do caso.

    No caso do MP, o pedido teria que ser encaminhado à procuradora-geral da República, Rachel Dodge, segundo Jungmann.

    “Eu consultei o presidente da República e ele concordou que, sem sombra de dúvida, deveriam fazê-lo até por que ele considera o esclarecimento do caso Marielle uma questão de honra de seu governo”, disse o ministro.

    Jungmann afirmou textualmente que o crime envolve a participação de políticos e agentes públicos do Estado, sejam como mandantes ou executores. Desde o início, as investigações já apontaram para uma série de possibilidades sobre as motivações do crime.

    Segundo o ministro, no momento é impossível se estabelecer um prazo para a conclusão das investigações.

    Procurado para comentar o assunto, o gabinete de intervenção federal no Estado informou que já existe uma integração entre forças locais e federais no caso.

    “As investigações já estão sendo conduzidas sob orientação federal, por intermédio da intervenção decretada na área da segurança pública do Rio de Janeiro. A integração dos órgãos de segurança pública do Estado com a PF já está consolidada, particularmente na área de inteligência”, disse o gabinete em nota.

    No entanto, uma fonte próxima às investigações revelou à Reuters que não há essa proximidade e que o apoio da PF é “eventual“ e “esporádico”.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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