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    'Somos um só', diz premiê da Nova Zelândia em dia de orações e silêncio

    Por Tom Westbrook

    CHRISTCHURCH (Reuters) - A convocação dos muçulmanos para orações ecoou por toda a cidade de Christchurch e pela Nova Zelândia nesta sexta-feira, quando milhares se reuniram para lembrar as 50 pessoas mortas por um atirador em duas mesquitas do país uma semana atrás.

    A primeira-ministra, Jacinda Ardern, se uniu a cerca de 20 mil pessoas reunidas sem alarde no Parque Hagley, que fica diante da mesquita Al Noor, onde a maioria das vítimas foi morta durante as orações de sexta-feira na semana passada.

    'A Nova Zelândia chora com vocês. 'Somos um só', disse ela, em um discurso curto seguido por dois minutos de silêncio.

    Jacinda, que denunciou o ataque a tiros como um ato de terrorismo, anunciou uma proibição de todos os fuzis de assalto armas semiautomáticas na Nova Zelândia.

    O país está em estado de alerta elevado desde o ataque, e nesta sexta-feira a polícia disse que está investigando uma ameaça feita a Jacinda no Twitter.

    O New Zealand Herald noticiou que uma postagem de Twitter com uma foto de uma arma e a legenda 'Você é a próxima' foi enviada à premiê. A Reuters não conseguiu verificar a informação de maneira independente. A reportagem disse que a conta foi suspensa.

    O australiano Brenton Tarrant, de 28 anos, suposto supremacista branco autor do ataque, recebeu uma acusação de assassinato após o ataque em Christchurch e foi mantido sob custódia sem se pronunciar.

    Ele deve voltar ao tribunal em 5 de abril, quando deve receber outras acusações, segundo a polícia.

    A maioria das vítimas do pior ataque a tiros da história da Nova Zelândia era de imigrantes ou refugiados de países como Paquistão, Índia, Malásia, Indonésia, Turquia, Somália, Afeganistão e Bangladesh.

    'Estamos com o coração partido, mas não acabados. Estamos vivos, estamos juntos, estamos determinados a não deixar ninguém nos dividir', disse o imã Gamal Fouda às pessoas reunidas na mesquita Al Noor, muitas usando lenços de cabeça em apoio à comunidade muçulmana enlutada.

    'Às famílias das vítimas: seus entes queridos não morreram em vão. Seu sangue regou as sementes da esperança', disse ele nas orações transmitidas nacionalmente.

    Dezenas de milhares de pessoas prestaram suas homenagens em todo o país, algumas formando cordões humanos diante de mesquitas. Outras rezaram em silêncio em escolas, cafés e até escritórios.

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    Nova Zelândia proíbe armas semiautomáticas utilizadas em ataque a mesquitas

    Por Tom Westbrook e Charlotte Greenfield

    CHRISTCHURCH (Reuters) - A Nova Zelândia decidiu banir armas semiautomáticas e fuzis sob uma nova legislação após a morte de 50 pessoas no pior massacre a tiros da história do país, anunciou a primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, nesta quinta-feira.

    Em resposta imediata ao ataque da última sexta-feira em duas mesquitas na cidade de Christchurch, Ardern definiu o massacre como terrorismo e disse que as leis sobre armas da Nova Zelândia iriam mudar.

    'Em 15 de março, nossa história mudou para sempre. Agora, nossa legislação também mudará. Estamos anunciando hoje, em nome de todos os neozelandeses, maior rigor nas nossas leis de armas, o que trará mais segurança ao nosso país', disse Ardern em uma coletiva de imprensa.

    'Todas as armas semiautomáticas usadas durante o ataque terrorista de 15 de março serão banidas', acrescentou.

    Ardern afirmou que espera que a nova legislação entre em vigor até 11 de abril e estabelecerá um programa de recompra de armas em prol do banimento, que pode custar até 138 milhões de dólares ao governo.

    Todos as armas semiautomáticas e os fuzis serão banidos, assim como as peças utilizadas para converter armas comuns em semiautomáticas e carregadores de alta capacidade.

    Sob leis já existentes, uma licença para armas de Categoria A permite semiautomáticas limitadas a 7 tiros. A transmissão ao vivo de um dos ataques feita pelo atirador mostrou uma dessas armas modificada com um carregador de alta capacidade.

    A Austrália baniu armamento semiautomático e lançou uma política de recompra após um massacre em Port Arthur em 1996, no qual 35 pessoas morreram.

    Ardern disse que, semelhante à Austrália, a legislação permitiria exceções muito específicas para fazendeiros em controle de pragas e proteção aos animais.

    'Eu acredito fortemente que a maioria dos detentores legítimos de armas na Nova Zelândia vai entender que essas medidas são de interesse nacional, sendo receptivos', afirmou.

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    Nova Zelândia começa a enterrar vítimas de ataque em mesquitas

    Por Tom Lasseter e Tom Westbrook

    CHRISTCHURCH (Reuters) - Os corpos das vítimas de um ataque a tiros em mesquitas da Nova Zelândia foram levados em caixões abertos a uma grande tenda do Cemitério Memorial Park, em Christchurch, nesta quarta-feira, para os primeiros enterros dos 50 mortos.

    A maioria das vítimas do ataque de sexta-feira na cidade da Ilha Sul era de imigrantes ou refugiados de países como Paquistão, Índia, Malásia, Indonésia, Turquia, Somália, Afeganistão e Bangladesh.

    O mais novo, um menino de 3 anos, era filho de refugiados somalis nascido na Nova Zelândia.

    Os dois primeiros mortos enterrados, o pai e o filho Khaled e Hamza Mustafa, saíram da Síria em guerra.

    'Não consigo lhes dizer como é devastador... uma família veio para cá em busca de segurança e deveria estar segura aqui', disse a primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, que visitava a cidade pela segunda vez desde o massacre.

    Envoltos em tecidos brancos, os corpos foram depositados de face para Meca, e depois das orações fúnebres foram levados a covas recém-abertas.

    'Ver o corpo ser baixado foi um momento de muita emoção para mim', disse Gulshad Ali, que viajou de Auckland para assistir ao primeiro funeral.

    Várias pilhas de terra assinalavam o local de diversos túmulos que serão usados para as vítimas do pior ataque a tiros da história da Nova Zelândia.

    Centenas de pessoas de luto se reuniram, algumas usando uma taqiyah (touca), outras shalwar kameez (túnica longa e calças), e as mulheres usavam hijabs e lenços. Policiais fortemente armados se mantinham de guarda com flores nos coldres dos revólveres e em seus rifles de alta potência.

    Houve seis enterros nesta quarta-feira, e mais devem acontecer durante a semana.

    Jacinda disse que o chamado às orações dos muçulmanos da Nova Zelândia desta sexta-feira será transmitido em rede nacional e que no mesmo dia haverá um minuto de silêncio.

    'Existe um desejo de mostrar apoio para a comunidade muçulmana quando eles voltarem às mesquitas na sexta-feira', disse.

    (Reportagem adicional de Charlotte Greenfield e Edgar Sue, em Christchurch; e Praveen Menon, em Wellington)

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    Premiê da Nova Zelândia promete endurecer controle de armas após massacre

    Por Charlotte Greenfield e Tom Westbrook

    CHRISTCHURCH (Reuters) - A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, disse nesta segunda-feira que anunciará novas leis de controle de armas em alguns dias, depois que um atirador solitário matou 50 pessoas em um atentado a tiros em duas mesquitas da cidade de Christchurch.

    O australiano Brenton Tarrant, supostamente um supremacista branco de 28 anos, foi acusado de assassinato no sábado. Tarrant foi mantido em custódia sem se manifestar e deve voltar ao tribunal em 5 de abril, quando a polícia disse que provavelmente enfrentará mais acusações.

    'Passados 10 dias deste ato de terrorismo horrível, teremos anunciado reformas que, acredito, tornarão nossa comunidade mais segura', disse Jacinda, em uma coletiva de imprensa, depois que seu gabinete concordou em princípio com decisões sobre leis de reformulação do controle de armas na esteira do pior massacre a tiros da história da Nova Zelândia.

    Além das 50 pessoas mortas, dezenas ficaram feridas nas duas mesquitas da cidade da Ilha Sul durante as preces de sexta-feira.

    O proprietário da loja de armas Gun City, David Tipple, disse que o suposto atirador comprou quatro armas e munição legalmente pela internet entre dezembro de 2017 e março de 2018, mas que não lhe vendeu a arma de grande potência que usou nos ataques.

    'A MSSA, automática de estilo militar, que se relatou ter sido usada pelo suposto atirador não foi comprada da Gun City. A Gun City não lhe vendeu uma MSSA, só armas de fogo de categoria A', disse Tipple em uma coletiva de imprensa em Christchurch.

    Pelas leis neo-zelandesas, armas de categoria A podem ser semiautomáticas, mas limitadas a sete tiros.

    Uma transmissão ao vivo do ataque em uma das mesquitas mostrou uma arma semiautomática com um pente grande.

    Tipple disse apoiar a decisão da premiê de reformar as leis de armas, já que o massacre de Christchurch provocou questionamentos legítimos.

    Jacinda não detalhou as novas leis, mas disse que apoia a proibição de armas semiautomáticas depois dos ataques.

    A Austrália adotou algumas das leis de controle de armas mais rígidas do mundo depois de seu pior ataque a tiros em massa, o massacre de Port Arthur de 1996, em que um atirador solitário matou 35 pessoas usando um AR-15 semiautomático --a mesma arma usada na carnificina de Christchurch.

    A Rádio Nova Zelândia disse em uma reportagem baseada em dados da polícia que mais de 99 por cento das pessoas que pediram portes de arma em 2017 foram atendidas.

    (Reportagem adicional de John Mair e Praveen Menon em Wellington)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Dezenas são mortos em ataques contra mesquitas na Nova Zelândia

    Dezenas são mortos em ataques contra mesquitas na Nova Zelândia

    Por Praveen Menon e Charlotte Greenfield

    WELLINGTON/CHRISTCHURCH (Reuters) - Um atirador deixou 49 mortos e mais de 40 feridos em duas mesquitas na Nova Zelândia nesta sexta-feira, alguns deles enquanto estavam ajoelhados orando, e transmitiu alguns dos assassinatos ao vivo, no que a primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, descreveu como um ataque aos valores do país.

    O atirador transmitiu no Facebook imagens ao vivo do ataque a uma mesquita na cidade de Christchurch, refletindo carnificinas que acontecem em videogames, depois de publicar um 'manifesto' no qual criticava imigrantes, chamando-os de 'invasores'.

    O vídeo dos assassinatos circulou amplamente nas redes sociais, aparentemente feito pelo atirador e transmitido ao vivo online enquanto o ataque acontecia, mostrando o caminho até uma das mesquitas, a chegada e os tiros que atingiram pessoas aleatoriamente.

    O vídeo mostrou fiéis, possivelmente mortos ou feridos, amontoados no chão. A Reuters não pôde confirmar a autenticidade das imagens.

    Esse foi o pior ataque a tiros da história da Nova Zelândia e o país elevou sua ameaça de segurança ao maior nível, disse Ardern, acrescentando, “isso agora só pode ser descrito como um ataque terrorista”.

    A polícia disse que três pessoas estão sob custódia, incluindo um homem com 20 e tantos anos que foi acusado de homicídio. Ele comparecerá a um tribunal no sábado. A polícia não identificou nenhum outro suspeito.

    “Nós não fomos escolhidos para esse ato de violência porque nós toleramos o racismo, porque nós somos um enclave de extremismo”, disse Ardern em um pronunciamento à nação.

    “Nós fomos escolhidos pelo fato de que não somos nenhuma dessas coisas. Foi porque nós representamos diversidade, bondade, compaixão, uma casa para aqueles que compartilham nossos valores”, acrescentou. “Vocês nos escolheram, mas nós rejeitamos e condenamos vocês totalmente.”

    O comissário de polícia Mike Bush disse que 49 pessoas foram mortas. Autoridades de saúde disseram que 48 pessoas estavam sendo tratadas devido a ferimentos por balas, incluindo crianças pequenas.

    Líderes de todo o mundo expressaram repúdio e tristeza pelos os ataques, com alguns lamentando a demonização dos muçulmanos.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o “horrível massacre”, que a Casa Branca descreveu como um “cruel ato de ódio”.

    O manifesto publicado pelo atirador elogiava Trump como 'um símbolo de identidade branca renovada e propósito comum'. A Casa Branca não respondeu imediatamente a pedido de comentário sobre o manifesto.

    “ATIRAR EM TODOS NA MESQUITA”

    Um homem que disse estar na mesquita Al Noor afirmou à mídia que o atirador era branco, loiro e usava um capacete e um colete à prova de balas. O homem invadiu a mesquita enquanto os fiéis estavam ajoelhados para orar.

    'Ele tinha uma arma grande... ele chegou e começou a atirar em todos na mesquita, em todos os lugares', disse um dos fiéis, Ahmad Al-Mahmoud, que, junto a outras pessoas, escapou por uma porta de vidro.

    Quarenta e uma pessoas foram mortas na mesquita Al Noor, sete na mesquita do bairro de Linwood e uma morreu no hospital, disse a polícia. Hospitais disseram que crianças estão entre as vítimas.

    A seleção de críquete de Bangladesh estava chegando para orações em uma das mesquitas quando os tiros começaram, mas todos os membros do time ficaram em segurança, disse o treinador à Reuters.

    Pouco antes de o ataque começar, uma publicação anônima no fórum 8chan, conhecido por ampla disseminação de conteúdo com discursos de ódio, disse que o autor 'iniciaria um ataque contra invasores' e incluía links para uma transmissão ao vivo no Facebook, nos quais o tiroteio era exibido, e um manifesto.

    O manifesto citava 'genocídio branco', um termo geralmente utilizado por grupos racistas para se referir à imigração e ao crescimento de minorias, como sua motivação.

    O link do Facebook direcionava os usuários para a página de um usuário chamado brenton.tarrant.9.

    Uma conta do Twitter com o nome @brentontarrant publicou na quarta-feira imagens de um fuzil e de outros equipamentos militares decorados com nomes e mensagens relacionados ao nacionalismo branco. Armas aparentemente iguais apareceram na transmissão ao vivo feita na mesquita nesta sexta-feira.

    O Facebook disse ter deletado as contas do atirador “pouco após o início da transmissão ao vivo”, após ser alertado pela polícia. Facebook, Twitter e YouTube disseram ter tomado medidas para excluir cópias dos vídeos de suas redes.

    (Reportagem adicional de Tom Westbrook, nJoh Miar e Swati Pane, em Sydney; Ruma Paula, em Da; e Michael Holden, em Londres)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Ataque a mesquitas desgasta reputação de segurança e tolerância da Nova Zelândia

    Ataque a mesquitas desgasta reputação de segurança e tolerância da Nova Zelândia

    (Reuters) - Um massacre a tiros em duas mesquitas da Nova Zelândia durante as orações desta sexta-feira horrorizou os moradores da nação do sul do Pacífico, conhecida por seus níveis baixos de violência armada e por sua reputação de segurança e tolerância.

    Foram mortas 49 pessoas e mais de 20 ficaram gravemente feridas nos ataques em Christchurch, disse o comissário da polícia neozelandesa, Mike Bush.

    Imagens de vídeo amplamente divulgadas em redes sociais, aparentemente gravadas por um atirador e publicadas ao vivo na internet durante o ataque, mostraram o agressor dirigindo até uma mesquita, entrando e atirando aleatoriamente nas pessoas em seu interior.

    'Está claro que isso agora só pode ser descrito como um ataque terrorista', disse a primeira-ministra, Jacinda Ardern, acrescentando ser um dos dias mais sombrios da Nova Zelândia.

    'Muitos daqueles que teriam sido afetados por este ataque a tiros podem ser imigrantes para a Nova Zelândia. Eles podem até ser refugiados aqui. Eles decidiram fazer da Nova Zelândia seu lar, e ela é o seu lar'.

    O site de debates 8chan, conhecido por uma gama ampla de conteúdos, inclusive discursos de ódio, publicou uma postagem anônima que a conectava à transmissão ao vivo do atirador em uma das duas mesquitas e a um 'manifesto' criticando a imigração.

    O manifesto disse que inicialmente a Nova Zelândia não havia sido escolhida para o ataque, mas que foi identificada como um 'alvo rico de um ambiente como qualquer outro no Ocidente'.

    Um ataque na Nova Zelândia mostraria 'que nenhum lugar do mundo é seguro, que os invasores estão em todas as nossas terras, nas áreas mais remotas do mundo e que não há mais para onde ir que seja seguro e livre da imigração em massa', disse o manifesto.

    A Reuters não conseguiu confirmar a autenticidade do manifesto.

    Paul Buchanan, ex-analista de inteligência e de políticas de defesa hoje na consultoria 36th Parallel Assessments, disse que a ameaça de grupos neonazistas da Nova Zelândia é bem conhecida.

    'Christchurch tem uma comunidade de supremacistas brancos muito ativa, uma comunidade que atacou refugiados e pessoas de cor em diversas ocasiões ao longo dos últimos 20 anos', disse ele à Rádio Nova Zelândia.

    (Reportagem de Lincoln Feast em Sydney)

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    Líderes mundiais repudiam ataques a mesquitas da Nova Zelândia

    JACARTA (Reuters) - Líderes políticos e religiosos de todo o mundo expressaram repúdio e tristeza perante os ataques a tiros em duas mesquitas da Nova Zelândia nesta sexta-feira, e alguns culparam políticos e a mídia por terem incitado o ódio aos muçulmanos que levou ao massacre.

    Enquanto governos da Ásia e do Oriente Médio se mobilizavam para descobrir quantos de seus cidadãos foram vitimados pelo massacre em Christchurch, houve quem demonstrasse revolta pelo fato de os agressores terem atacado fiéis durante as orações de sexta-feira.

    'Atribuo estes ataques terroristas crescentes à atual islamofobia pós-11 de Setembro, (por causa da qual) 1,3 bilhão de muçulmanos têm sido culpados coletivamente por qualquer ato de terrorismo', publicou o primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, em redes sociais.

    O ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, disse que o ataque é resultado da demonização dos muçulmanos. 'Não somente os perpetradores, mas também políticos e a mídia que alimentam a islamofobia já exacerbada e o ódio no Ocidente são igualmente responsáveis por este ataque hediondo', escreveu ele no Twitter.

    O ministro de Estado das Relações Exteriores de Bangladesh, Shahriar Alam, disse ter sido uma 'sorte extrema' que o time de críquete do país, que estava em Christchurch para uma partida contra a Nova Zelândia, não tenha sofrido baixas. Os jogadores chegavam para as orações de sexta-feira quando os disparos começaram.

    'Nem consigo imaginar o que teria acontecido se eles tivessem chegado cinco minutos mais tarde', disse ele em redes sociais.

    Centenas de manifestantes revoltados em Daca, capital de Bangladesh, bradaram 'allahu akbar' (Deus é o maior) depois das orações desta sexta-feira.

    'Não permitiremos que o sangue de muçulmanos escorra em vão', disse um deles.

    A polícia neozelandesa disse que 49 pessoas foram mortas. Três homens e uma mulher estão sob custódia, e um homem foi acusado de assassinato. A premiê, Jacinda Ardern, disse que algumas das vítimas podem ser novos imigrantes e refugiados.

    'Eles são nós', afirmou. 'A pessoa que perpetuou esta violência contra nós não é. Eles não têm lugar na Nova Zelândia'.

    Seu colega australiano, Scott Morrison, disse que um cidadão de seu país preso após o ataque é um 'terrorista extremista e violento de direita'.

    Cidade de cerca de 400 mil pessoas, Christchurch tem uma comunidade islâmica pequena, que inclui estudantes estrangeiros.

    Sadiq Khan, o primeiro prefeito muçulmano de Londres, disse que os londrinos estão ao lado do povo de Christchurch.

    'Quando as chamas do ódio são atiçadas, quando as pessoas são demonizadas por causa de sua fé, quando os medos das pessoas são explorados, ao invés de tratados, as consequências são fatais, como vimos hoje com tanta tristeza', disse.

    A rainha Elizabeth, do Reino Unido, disse que está profundamente entristecida com o massacre.

    'Estou profundamente entristecida com os terríveis acontecimentos em Christchurch hoje. O príncipe Philip e eu enviamos nossas condolências às famílias e amigos daqueles que perderam suas vidas', disse a rainha em um comunicado.

    'Também presto homenagem aos serviços de emergência e voluntários que prestam apoio àqueles que foram feridos. Neste momento trágico, meus pensamentos e orações estão com todos os neozelandeses'.

    (Reportagem de Agustinus Beo Da Costa e Gayatri Suroyo, em Jacarta; Nadine Awadall, no Cairo; Ruma Paul, em Daca; Joseph Sipilan, em Kuala Lumpur; Krishna N. Das, em Nova Délhi; Mike Holden, em Londres; Gwladys Fouche, em Oslo; Jan Strupczewski, em Bruxelas; e Micelle Martin, em Berlim)

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    Massacre em mesquitas da Nova Zelândia deixa ao menos 49 mortos

    Por Praveen Menon e Charlotte Greenfield

    WELLINGTON (Reuters) - Pelo menos um atirador matou 49 pessoas e feriu mais de 40 durante as orações de sexta-feira em duas mesquitas da Nova Zelândia, no pior massacre a tiros da história do país, que a primeira-ministra Jacinda Ardern condenou como terrorismo.

    Um atirador transmitiu imagens ao vivo no Facebook do ataque a uma mesquita na cidade de Christchurch, refletindo carnificinas que acontecem em videogames, depois de publicar um 'manifesto' no qual denunciava os imigrantes, chamando-os de 'invasores'.

    A Nova Zelândia declarou seu mais alto nível de segurança, disse Ardern, acrescentando que quatro pessoas que foram presas tinham opiniões extremistas, mas não estavam em nenhuma lista de observação da polícia.

    'Está claro que isso agora só pode ser descrito como um ataque terrorista', disse Ardern, que afirmou ser 'um dos dias mais sombrios da Nova Zelândia'.

    A polícia disse posteriormente que três pessoas estavam sob custódia e que um homem de 30 anos foi acusado de homicídio. Ele vai comparecer a um no tribunal no sábado.

    A seleção de críquete de Bangladesh estava chegando para orações em uma das mesquitas quando os tiros começaram, mas todos os membros do time estão em segurança, disse o treinador à Reuters.

    O comissário da polícia da Nova Zelândia, Mike Bush, afirmou que 49 pessoas foram mortas no total.

    VÍDEO DO ATAQUE

    Um vídeo do ataque circulou amplamente nas redes sociais, aparentemente feito pelo atirador e transmitido ao vivo online enquanto o ataque acontecia, mostrando o caminho até uma das mesquitas, a chegada e os tiros que atingiram pessoas aleatoriamente.

    O vídeo mostrou que fiéis, possivelmente mortos ou feridos, estavam encolhidos no chão. A Reuters não pôde confirmar a autenticidade das imagens.

    Um homem que disse estar na mesquita Al Noor afirmou à mídia que o atirador era branco, loiro e usava um capacete e um colete à prova de balas. O homem invadiu a mesquita enquanto os fiéis estavam ajoelhados para orar.

    'Ele tinha uma arma grande... ele chegou e começou a atirar em todos na mesquita, em todos os lugares', disse um dos fiéis, Ahmad Al-Mahmoud, que, junto a outras pessoas, escapou por uma porta de vidro.

    De acordo com a polícia, 41 pessoas foram mortas na mesquita de Al Noor, em Christchurch, 7 em uma mesquita no bairro de Linwood e 1 morreu no hospital. Os hospitais disseram que crianças estavam entre as vítimas.

    Pouco antes de o ataque começar, uma publicação anônima no fórum 8chan, conhecido por ampla disseminação de conteúdo com discursos de ódio, disse que o autor 'iniciaria um ataque contra invasores' e incluía links para uma transmissão ao vivo no Facebook, nos quais o tiroteio era exibido, e um manifesto.

    O manifesto citava 'genocídio branco', um termo geralmente utilizado por grupos racistas para se referir à imigração e ao crescimento de minorias, como motivação.

    Não estava imediatamente claro se os ataques nas duas mesquitas foram provocados pelo mesmo homem.

    A filmagem online, cuja captura pareceu ser de uma câmera presa à cabeça do atirador, mostrou-o dirigindo enquanto ouvia música no carro. Após estacionar, ele pegou duas armas e caminhou uma curta distância para a mesquita em que abriu fogo.

    Durante cinco minutos, ele atirou repetidamente em fiéis, deixando mais de uma dúzia de corpos em apenas um cômodo. Ele retornou ao carro para trocar de arma e voltou para a mesquita para atirar em qualquer um que mostrasse sinais de vida.

    Um homem, ainda com sangue na camisa, disse em uma entrevista à TV que se escondeu do atirador debaixo de um banco e rezou para que as balas acabassem.

    'Eu estava apenas orando a Deus e esperando que nosso Deus, por favor, fizesse esse cara parar', disse Mahmood Nazeer à TVNZ. 'Os disparos continuaram e continuaram. Uma pessoa que estava com a gente estava com uma bala no braço. Quando os tiros pararam, eu olhei sobre a grade, havia um cara, trocando sua arma.'

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