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    Produção de veículos no Brasil sobe em agosto 18,6% e vendas são as maiores para o mês desde 2014

    SÃO PAULO (Reuters) - A produção brasileira de veículos em agosto subiu puxada pela demanda interna, com as vendas registrando o melhor desempenho para o mês desde 2014, enquanto as exportações foram prejudicadas pela crise na Argentina.

    A produção de veículos subiu 18,6 por cento em agosto ante julho e 11,7 por cento sobre igual mês do ano passado, somando 291,4 mil veículos, mostraram dados divulgados nesta quinta-feira pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

    No acumulado do ano até agosto, a indústria produziu 1,972 milhão de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, alta 12,8 por cento em relação ao mesmo período de 2017.

    As vendas de veículos novos no mês passado subiram 14,3 por cento sobre julho e avançaram 14,8 por cento em relação a agosto de 2017, para 248,6 mil unidades, registando o melhor agosto desde 2014.

    De janeiro a agosto, o país vendeu 1,633 milhão de unidades, alta de 14,9 por cento na comparação anual.

    O presidente da Anfavea, Antonio Megale, disse que a entidade deve rever suas projeções para produção, vendas e exportações no mês que vem, sendo que o viés positivo para o mercado interno deve levar a um ajuste para cima na estimativa de vendas, enquanto a crise econômica na Argentina deve levar a um ajuste para baixo na projeção para exportações.

    Com isso, a estimativa para a produção deve ficar perto da atual, segundo Megale.

    Atualmente, a entidade prevê alta de 11,9 por cento para a produção e crescimento de 11,7 por cento para as vendas. Já para as exportações, a estimativa atual é de estabilidade ante o ano passado.

    A pressão sobre a demanda externa reflete, principalmente, a crise na Argentina, principal mercado para compra de veículos do Brasil.

    Em agosto, as exportações de veículos montados subiram 9,2 por cento ante julho, mas caíram 16,6 por cento na comparação anual. De janeiro a agosto, as vendas externas registram baixa de 4,6 por cento em relação ao mesmo período de 2017.

    'Neste momento olhamos com muita preocupação o aumento da taxa de juros na Argentina (para 60 por cento ao ano). Obviamente isso terá reflexo no financiamento e o mercado com certeza vai retrair', disse Megale em coletiva de imprensa.

    O presidente da Anfavea também mostrou preocupação com as recentes medidas anunciadas pelo governo do país vizinho para conter a crise, como uma taxação sobre exportação. Entretanto, Megale acredita que essas medidas tenham caráter temporário.

    (Por Flavia Bohone)

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    Indústria do Brasil cai menos que o esperado em julho; investimento fraco e incerteza pesam

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A indústria brasileira entrou no terceiro trimestre com contração, ainda que menos intensa que o esperado, pressionada pela fraqueza dos investimentos e evidenciando as incertezas para o setor a poucos meses da eleição presidencial.

    Em julho, a produção registrou queda de 0,2 por cento sobre o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

    Foi o resultado mais fraco para julho desde 2015 (-2,5 por cento), mas melhor que a expectativa em pesquisa da Reuters com economistas de recuo de 1 por cento.

    Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve alta de 4 por cento, também acima da projeção de avanço de 2 por cento e o resultado mais forte para o mês desde 2010 (+9,4 por cento).

    'Voltamos a um patamar e um ritmo mais adequado à produção industrial sem influência de um fator pontual para cima ou para baixo', explicou o economista do IBGE André Macedo, referindo-se à greve dos caminhoneiros que afetou a produção nos meses anteriores.

    'Estamos numa recuperação industrial devagar mas que não repõe o passado, seja por fatores internos ou externos. Temos ambiente com queda de exportações para a Argentina, desemprego elevado, nível de confiança baixo e outras coisas', completou.

    O único resultado positivo em julho entre as categorias econômicas e que evitou uma queda maior veio dos Bens Intermediários. Com peso de 55 a 60 por cento na pesquisa, esse grupo cresceu 1 por em julho sobre o mês anterior.

    Por outro lado, os dados do IBGE apontaram que os Bens de Capital, uma medida de investimento, contraíram 6,2 por cento no mês em relação a junho.

    A fabricação de Bens de consumo semi e não duráveis e de Bens de consumo duráveis também teve contração em julho, respectivamente de 0,5 e 0,4 por cento.

    Entre os ramos pesquisados, 10 dos 26 apresentaram queda, com destaque para veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,5 por cento) -- setor pressionado pela crise Argentina, importadora de veículos brasileiros-- e produtos alimentícios (-1,7 por cento).

    A economia brasileira vem mostrando ritmo lento de crescimento, com o ambiente de incerteza, seja do lado da atividade, seja do lado político, freando o ímpeto de investimento e de consumo.

    No segundo trimestre, a indústria registrou contração de 0,6 por cento, num período abalado pela greve dos caminhoneiros no final de maio, contribuindo para que o Produto Interno Bruto (PIB) do país registrasse crescimento de apenas 0,2 por cento sobre os três meses anteriores.

    Na última pesquisa realizada pelo Banco Central com economistas, a expectativa para a expansão da indústria neste ano foi reduzida a 2,43 por cento, de 2,61 por cento, com a estimativa para o PIB em 1,44 por cento.

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    Produção brasileira de veículos tem queda mensal de 4% em julho pressionada por Argentina

    Por Flavia Bohone

    SÃO PAULO (Reuters) - A produção brasileira de veículos em julho caiu 4,1 por cento ante junho e subiu 9,3 por cento na comparação com julho do ano passado, somando 245,8 mil veículos, informou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) nesta segunda-feira.

    A queda no mês passado, segundo o presidente da Anfavea, Antonio Megale, reflete o ajuste da produção ao enfraquecimento das exportações de veículos, que cederam 21 por cento em relação a junho e caíram cerca de 22 por cento na comparação anual em termos unitários. O resultado reverteu o total acumulado no ano para uma queda de 2,8 por cento.

    Apesar da queda na produção, o mês passado teve o melhor resultado para julho desde 2014, segundo Megale.

    No acumulado do ano até julho, a indústria produziu 1,68 milhão de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus veículos, alta de 13 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

    As vendas de veículos novos em julho subiram cerca de 8 por cento na comparação mensal e avançaram praticamente 18 por cento na comparação anual, para 217,5 mil unidades.

    O resultado de vendas do mês passado marcou o maior número de emplacamentos para o mês de julho desde 2015 e o melhor resultado mensal desde dezembro de 2015. 'A gente considera um bom número', disse Megale. No acumulado do ano, as vendas subiram 15 por cento, para 1,38 milhão de veículos.

    A entidade manteve a projeção de estabilidade nas exportações este ano, após revisão no mês passado, embora veja riscos devido à crise na Argentina.

    'A previsão ainda é de estabilidade..., mas agora com um pouco de risco', disse Megale. Segundo ele, os mercados na América Latina são muito voláteis e podem trazer reversão tanto positiva como negativa e, portanto, a entidade monitora os desdobramentos.

    Segundo dados da contraparte argentina da Anfavea, Adefa, as vendas de veículos na Argentina em julho caíram quase 16 por cento na comparação com junho e recuaram 35,5 por cento sobre um ano antes.

    A Anfavea manteve as projeções de crescimento de 11,9 por cento da produção de veículos no Brasil e de 11,7 por cento para as vendas em 2018.

    ROTA 2030

    A expectativa da Anfavea é que o decreto que detalha a medida provisória do Rota 2030 seja publicada ainda esta semana.

    'Aí a gente vai poder olhar com profundidade para saber como ele está, para saber se tem alguma surpresa, se não houve nenhum equívoco', disse Megale.

    O presidente da Anfavea disse ainda que para ser transformada em lei, a medida ainda vai passar por uma discussão em comissão mista no Congresso, na qual serão analisadas cerca de 80 emendas propostas antes de ir à votação na própria comissão.

    A Anfavea espera que a aprovação na comissão mista aconteça entre agosto e setembro, sendo que a votação em plenário na Câmara e no Senado deve ficar para depois das eleições de outubro.

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    Indústria recupera queda com greve e tem melhor desempenho da série histórica em junho, diz IBGE

    SÃO PAULO (Reuters) - A produção industrial brasileira registrou alta de 13,1 por cento em junho na comparação com o mês anterior, o melhor resultado da série histórica iniciada em 2002, superando os efeitos negativos provocados pela greve dos caminhoneiros no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

    Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção subiu 3,5 por cento. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de alta de 14,1 por cento na variação mensal e de 4,55 por cento na base anual.

    'A conjuntura continua a mesma, mas houve produção maior para repor o descompasso da greve', disse o economista André Macedo, gerente da pesquisa.

    'Não só eliminamos a perda como voltamos a um patamar superior ao de abril e se aproxima de dezembro do ano passado, quando a industria vinha numa trajetória de crescimento',

    O IBGE também revisou levemente para 11 por cento, ante 10,9 por cento, a queda da produção industrial de maio, quando um protesto de caminhoneiros levou desabastecimento a empresas e residências de todo o país, além de perdas para a agricultura, levando governo e economistas a reverem para baixo suas projeções de crescimento do PIB neste ano.

    A industria fechou o segundo trimestre com queda de 2,5 por cento ante os primeiros três meses do ano e avançou 1,7 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com o IBGE.

    Os resultados, porém, não indicam uma nova tendência para o desempenho do setor de manufatura no Brasil, segundo Macedo.

    'O ambiente de incerteza econômica e política freia o ímpeto de investir e de consumir no Brasil e isso não pode ser desconsiderado', assinalou o economista.

    'Não se pode deixar levar pelo resultado de junho e achar que entramos numa nova era. Os níveis de confiança ainda estão baixos, demanda doméstica ainda tem fragilidades visto que o mercado de trabalho ainda tem um enorme contingente fora.'

    Pesquisa Focus do Banco Central, que ouve uma centena de economistas todas as semanas, mostra que a estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do país neste ano estava em 1,50 por cento, depois de ter chegado a 3 por cento alguns meses antes.

    O levantamento mostrou ainda que, pela mediana das projeções, a produção industrial vai crescer 2,91 por cento neste ano.

    DESTAQUES

    Segundo o IBGE, dois destaques positivos em junho foram o crescimento de 47,1 por cento na produção de veículos automotores, reboques e carrocerias e de 19,4 por cento nos produtos alimentícios. Bebidas (33,6 por cento), e produtos de minerais não-metálicos (20,8%) também tiveram desempenho relevante.

    Na outra ponta, o ramo de 'outros equipamentos de transporte' registrou uma queda de 10,7 por cento, no segundo recuo mensal consecutivo, informou o IBGE.

    'Os setores que lideram o crescimento são ligados à indústria automobilística, que tem aumentado produção e exportação. A cadeia automotiva, como tinta, borracha, plástico, metalurgia, acessórios, responde positivamente aos resultados', avaliou Macedo.

    Pequenos aumentos nas encomendas, nos volumes de produção e nos níveis de emprego auxiliaram a indústria a manter a expansão em julho, segundo o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).

    (Por Rodrigo Viga Gaier; Edição de Iuri Dantas)

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    Produção da Petrobras em Campos acentua queda, tem menor nível em quase 17 anos

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção de petróleo da Petrobras na Bacia de Campos caiu 1,4 por cento em junho ante maio, a 1,042 milhão de barris por dia (bpd), menor nível desde outubro de 2001, em meio ao declínio de uma grande quantidade de campos maduros, apontaram dados da petroleira estatal.

    Em relação ao mesmo mês de 2017, a produção da empresa na Bacia de Campos em junho recuou 15,8 por cento, o que colaborou para uma redução no bombeamento total da companhia no segundo trimestre.

    Em abril, maio e junho, a produção em Campos ficou abaixo de 1,1 milhão de barris/dia, o que não ocorria por três meses seguidos também desde 2001, ainda que a Petrobras já venha lidando há algum tempo com a produção menor na bacia.

    O contínuo declínio da extração na região que responde por cerca de metade da produção de petróleo da Petrobras, em áreas no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, tem neutralizado os efeitos da entrada de novas plataformas produtoras no pré-sal da Bacia de Santos, segundo cálculos do Goldman Sachs.

    'Destacamos que as taxas de declínio na Bacia de Campos continuam a atingir níveis elevados de 167,4 mil barris de óleo equivalente/dia (boe/d) (excluindo a venda de Roncador), mais do que compensando o aumento de 103,7 mil boe/d de novas unidades na Bacia de Santos (excluindo as paradas de manutenção)', disse o Goldman.

    A empresa concluiu a venda de fatia de 25 por cento de Roncador para a petroleira Equinor (ex-Statoil), em 14 de junho, em um negócio de 2,9 bilhões de dólares.

    A parceria da brasileira com a norueguesa também incluiu medidas para elevar o fator de recuperação de Roncador, potencialmente atenuando no futuro o declínio natural de produção da área. A Petrobras tem outros esforços paralelos para melhor aproveitamento do petróleo de Campos.

    A Bacia de Campos teve os primeiros campos com volume comercial descobertos em 1974. Ali também foi descoberto o primeiro campo gigante em águas profundas do país, o de Albacora, em 1984.

    No entanto, analistas acreditam que a entrada em operação de novas plataformas ainda neste ano deverá melhorar o cenário para a Petrobras.

    PRODUÇÃO TRIMESTRAL E META

    A produção total de petróleo da empresa no Brasil caiu em junho pelo segundo mês consecutivo, com recuo de 1,5 por cento ante maio, para uma média de 2,03 milhões de bpd, informou a Petrobras na noite de segunda-feira. Na comparação com junho de 2017, houve uma queda de 7 por cento.

    'Temos uma avaliação negativa dos dados de produção da Petrobras de junho, pois estimamos que a produção doméstica de petróleo teria caído 3,5 por cento, mesmo excluindo os impactos das paradas de manutenção no FPSO Cidade de Paraty e a conclusão da venda da participação de 25 por cento no campo de Roncador', disse o Goldman.

    Conforme a estatal, o desempenho de junho foi principalmente devido à parada para manutenção do FPSO Cidade de Paraty, localizado no campo de Lula no pré-sal da Bacia de Santos, e à cessão de 25 por cento da participação do campo de Roncador para a Equinor, concluída em 14 de junho.

    A corretora Guide Investimentos apontou que o resultado em junho foi marginalmente negativo: 'O volume veio ligeiramente abaixo do resultado do mês anterior, e marginalmente inferior à meta estabelecida para este ano'.

    No segundo trimestre, a média da produção de petróleo no Brasil atingiu 2,063 milhões de bpd, queda de 1,1 por cento ante o primeiro trimestre e redução de 4,5 por cento ante o mesmo período de 2017.

    No primeiro semestre, a média de produção de petróleo no Brasil foi de 2,074 milhões de bpd. A meta da empresa é produzir no Brasil 2,1 milhões de bpd em 2018.

    Considerando a produção de petróleo e gás da empresa, no Brasil e no exterior, o volume chegou a 2,66 milhões de boe/d, recuo de cerca de 4 ante o mesmo período de 2017.

    Analistas, contudo, acreditam em um aumento da produção ao longo do ano. A empresa já colocou em operação duas novas plataformas neste ano e previa outras cinco. No entanto, recentemente apontou que uma delas poderá ficar para 2019.

    'Adiante, esperamos que a produção total da Petrobras aumente à medida que novos sistemas entrem em produção', disse o JP Morgan, em relatório a clientes.

    (Por Marta Nogueira)

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    Produção de petróleo da Petrobras no Brasil cai em junho pelo 2º mês

    SÃO PAULO (Reuters) - A produção de petróleo da Petrobras no Brasil caiu em junho pelo segundo mês consecutivo, com recuo de 1,5 por cento ante maio, para uma média de 2,03 milhões de barris por dia (bpd), informou a companhia nesta segunda-feira.

    Em maio, a produção da empresa já havia diminuído em relação a abril, quando, por sua vez, registrou aumento ante março.

    Conforme a estatal, o desempenho de junho deve-se, 'principalmente, à parada para manutenção do FPSO Cidade de Paraty, localizado no campo de Lula no pré-sal da Bacia de Santos, e à cessão de 25 por cento da participação do campo de Roncador para a Equinor, concluída em 14 de junho'.

    Quanto à produção de gás natural no Brasil, esta foi de 78,2 milhões de metros cúbicos por dia em junho, queda de 3,4 por cento ante maio em razão dos mesmos motivos, disse a Petrobras em nota.

    A empresa informou que sua produção total de petróleo e gás, incluindo líquidos de gás natural (LGN), foi de 2,62 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no mês passado, sendo 2,53 milhões boed produzidos no Brasil e 98 mil boed no exterior.

    Em âmbito internacional, a produção de petróleo foi de 60 mil bpd, volume 2,3 por cento acima do mês anterior, 'devido ao aumento de produção em campos na Nigéria'. Já a produção de gás natural no exterior foi de 6,4 milhões de metros cúbicos por dia, em linha com o produzido em maio.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Vale bate recorde de produção e venda de minério de ferro e pelotas no 2º tri

    Por Marta Nogueira e Alexandra Alper

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção e as vendas de minério de ferro e pelotas pela Vale bateram no segundo trimestre um recorde para o período, em meio a um aumento das atividades na importante mina S11D, no Pará, e redução da produção em minas de menor qualidade nos sistemas Sul e Sudeste, disse a companhia nesta segunda-feira.

    O resultado foi classificado como sólido por analistas de mercado, que consideraram ainda o desempenho diante de uma greve histórica de caminhoneiros em maio, que causou danos à economia brasileira e desabastecimento de combustíveis e outros produtos em diversas regiões do país.

    A maior produtora e exportadora global de minério de ferro vendeu 73,29 milhões de toneladas no segundo trimestre, uma alta de 5,8 por cento ante o mesmo período do ano passado e um avanço de 2,9 por cento ante os três primeiros meses do ano, mostrou a empresa em relatório trimestral publicado ao mercado.

    Os volumes de venda de minério de ferro e pelotas totalizaram 86,5 milhões de toneladas entre abril e junho, alta de 5,8 por cento ante o mesmo trimestre do ano passado, um recorde para o período.

    'O mix de vendas da Vale melhorou substancialmente em relação ao mesmo período do ano anterior, como resultado do ramp-up do S11D e da decisão de reduzir progressivamente a produção de minério de baixo teor', disse a Vale, que irá publicar seu balanço financeiro em 25 de julho, após o fechamento do mercado.

    PRODUÇÃO RECORDE

    A produção de minério de ferro da Vale, por sua vez, totalizou um recorde para um segundo trimestre de 96,755 milhões de toneladas entre abril e junho, alta de 5,3 por cento ante o mesmo período do ano passado e avanço de 18,1 por cento ante os primeiros três meses do ano.

    No segundo semestre de 2018, os volumes deverão ficar acima de 100 milhões de toneladas por trimestre, suportando a previsão da mineradora de produção para este ano, de aproximadamente 390 milhões de toneladas, segundo a empresa.

    'A Vale apresentou um sólido relatório de produção em meio a condições operacionais desafiadoras no Brasil, dada a greve dos caminhoneiros', disse o BTG Pactual em relatório a clientes.

    Segundo a mineradora, que conta com uma ampla infraestrutura ferroviária, 'a flexibilidade da cadeia de valor e o esforço de sua equipe permitiram que a Vale superasse esta crise, saindo praticamente ilesa' da greve dos caminhoneiros.

    Um efeito colateral da histórica paralisação, destacou a empresa, foi a desvalorização do real em relação ao dólar, que compensou menores impactos nos custos relacionados aos esforços para mitigar as adversidades.

    O BTG ressaltou ainda que a participação de produtos premium nas vendas totais da Vale aumentou para 77 por cento no segundo trimestre, contra 68 por cento um ano antes, 'o que irá aparecer inegavelmente nos resultados do segundo trimestre (melhores realizações de preço) e ajudará a compensar a queda de 12 por cento na média dos preços do minério de ferro'.

    BOAS PERSPECTIVAS

    Para a corretora Coinvalores, os números do relatório de produção mostram que a companhia apresentou um bom desempenho no trimestre, que deverá se refletir nos resultados.

    'Em síntese, esse desempenho operacional reforça as boas expectativas para o resultado financeiro que será divulgado na próxima semana', disse a corretora.

    Contribuíram com os maiores volumes de produção, segundo a Vale, o desenvolvimento da mina S11D e a conclusão do aumento da produção das plantas de processamento a seco (Mutuca e Pico) no Sistema Sul, bem como o reinício da planta de Timbopeba, no Sistema Sudeste.

    A recuperação da produção ocorreu depois de uma queda na produção de minério de ferro de janeiro a março, que sofreu com fortes chuvas e diante de uma campanha na China para reduzir a poluição, aumentando a demanda pela commodity de alta qualidade da Vale.

    Já a produção de pelotas no segundo trimestre também registrou recorde para o período, de 12,8 milhões de toneladas, alta de 5,1 por cento ante o mesmo período do ano passado, principalmente devido à retomada de operação das pelotizadoras Tubarão I e II.

    As vendas de pelotas, no mesmo período, cresceram 6 por cento.

    'A retomada da operação de Tubarão I ocorreu em maio, dentro do tempo esperado e do orçamento. A planta de São Luís iniciou seu comissionamento com produto e volume significativos sendo esperados a partir do terceiro trimestre', disse a Vale, que manteve sua projeção de produção em 55 milhões de toneladas de pelotas neste ano.

    No caso do níquel, entretanto, as vendas da Vale caíram 13,7 por cento no segundo trimestre ante o mesmo período de 2017, enquanto a produção, em 61,6 mil toneladas, ficou quase estável na mesma comparação, diante da estratégia da empresa de priorizar valor sobre volume.

    (Por Marta Nogueira; reportagem adicional de Tatiana Bautzer e Paula Laier, em São Paulo)

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    Indústria do Brasil despenca 10,9% em maio por greve e tem pior resultado em quase uma década

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A produção da indústria brasileira encolheu em maio pelo ritmo mais forte em quase uma década e desde a crise financeira mundial, interrompendo o ímpeto recente como consequência da greve dos caminhoneiros que prejudicou a economia do país no segundo trimestre.

    Em maio, a produção da indústria despencou 10,9 por cento, depois de alta de 0,8 por cento em abril, estabilidade em março e avanço de 0,1 por cento em fevereiro.

    O resultado divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é o pior desde a queda de 11,2 por cento vista em dezembro de 2008, ápice da crise financeira internacional. Mas ainda foi melhor do que a expectativa de queda de 13,8 por cento em pesquisa da Reuters com analistas.

    Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a produção apresentou queda de 6,6 por cento, contra projeção de recuo de 11,5 por cento, resultado mais fraco desde outubro de 2016 (-7,3 por cento) e que interrompeu doze meses consecutivos de taxas positivas.

    Em maio, a greve causou efeito disseminado em quase todos os ramos. O que vimos foram problemas de abastecimento de matéria-prima, escoamento da produção e muitas empresas que não conseguiram ter a mão-de-obra disponível , explicou o gerente da pesquisa, André Macedo.

    Com essa queda de maio e possível efeito de junho, joga-se o segundo trimestre para o fundo e, consequentemente, o semestre também , completou Macedo, lembrando ainda que junho sofrerá os efeitos da Copa do Mundo, que reduz as horas trabalhadas.

    A pressão em maio partiu principalmente da produção de veículos automotores, reboques e carrocerias, com queda 29,8 por cento, de produtos alimentícios, com perdas de 17,1 por cento.

    Entre as categorias econômicas, a produção de bens de consumo duráveis despencou 27,4 por cento em maio e a de semiduráveis e não-duráveis caiu 12,2 por cento, ambas registrando o pior resultado da série iniciada em 2002.

    O setor mais afetado foi o de duráveis, especialmente de automóveis, que ficou sem matéria-prima e teve problemas para escoar a produção, que ficou parada em estoque, reduzindo o nível de atividade , disse Macedo.

    Bens de Capital, uma medida de investimento, apontou redução de 18,3 por cento, enquanto os Bens Intermediários registraram queda de 5,2 por cento no mês.

    A greve dos caminhoneiros no final de maio paralisou o abastecimento de combustíveis, alimentos e outros insumos no país, prejudicando a atividade econômica e abalando ainda mais a confiança tanto do empresariado e quanto dos consumidores em um momento de incertezas relacionadas à eleição presidencial de outubro.

    Em junho, a confiança da indústria apurada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) caiu para o menor nível desde o início do ano com as avaliações sobre a situação atual mostrando forte deterioração devido aos efeitos da greve dos caminhoneiros.

    As expectativas para o crescimento da economia neste ano foram reduzidas e já chegam a 1,55 por cento, ante 3 por cento há poucos meses. O próprio Banco Central cortou com força sua projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano a 1,6 por cento, sobre 2,6 por cento, citando entre outros os efeitos da paralisação dos caminhoneiros.

    Veja abaixo os resultados da produção industrial(%):

    Categorias de Uso Mensal Anual Acumulado em

    12 meses

    .Bens de Capital -18,3 -6,6 +8,8

    .Bens Intermediários -5,2 -5,2 +1,8

    .Bens de Consumo -15,4 -9,7 +3,9

    ..Duráveis -27,4 -11,9 +14,6

    ..Semiduráveis e Não Duráveis -12,2 -9,1 +1,4

    .Indústria Geral -10,9 -6,6 +3,0

    (Por Camila Moreira)

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