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    Produção industrial no Brasil sobe e interrompe 4 meses de queda, mas tem pior novembro em 3 anos

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A produção da indústria brasileira avançou em novembro e interrompeu quatro meses de queda impulsionada pelos bens intermediários, mas registrou o resultado mais fraco para o mês em três anos.

    Em novembro, a produção industrial teve alta de 0,1 por cento em relação a novembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

    Ainda assim, o resultado é o mais fraco para novembro desde 2015, quando houve queda de 2 por cento.

    Sobre novembro de 2017, a produção teve queda de 0,9 por cento, leitura mais baixa para o mês desde o recuo de 1,2 por cento registrado em 2016.

    'O ano vai fechar positivo, mas com uma taxa menor do que se esperava. Será o segundo ano seguido de alta, mas não se repõe a perda acumulada de 16,7 por cento nos anos de 2014, 2015 e 2016', avaliou o gerente da pesquisa, André Macedo.

    'Isso tem a ver com a greve dos caminhoneiros, dificuldades no mercado de trabalho, crise na Argentina, instabilidade causada pelo período eleitoral', completou.

    De acordo com o IBGE, entre as categorias pesquisadas, somente Bens Intermediárias teve avanço na produção no mês, de 0,7 por cento, após três meses de perdas.

    Por outro lado, a fabricação de Bens de Capital, uma medida de investimento, recuou 2,7 por cento, enquanto Bens de Consumo teve perdas de 0,4 por cento.

    Entre as atividades, a principal influência positiva partiu dos produtos alimentícios, com avanço de 5,9 por cento, interrompendo quatro meses consecutivos de queda. Também se destacaram as altas de 7,1 por cento de produtos farmoquímicos e farmacêuticos e de 0,5 por cento de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis.

    Já entre as quedas, destacou-se a de 4,2 por cento entre veículos automotores, reboques e carrocerias, eliminando o ganho de 2,8 por cento de outubro.

    A confiança da indústria brasileira terminou o ano registrando sua segunda alta consecutiva em dezembro, com melhora da percepção sobre a demanda interna, embora ainda sinalize um ritmo moderado de atividade do setor na virada para o próximo ano, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

    A pesquisa Focus do Banco Central mais recente mostra que a expectativa dos economistas é de que a indústria tenha terminado 2018 com crescimento de 1,91 por cento, e acelere para 3,04 por cento em 2019.[nL1N1Z7084]

    Veja abaixo os resultados da produção industrial(%):

    Categorias de Uso Mensal Anual Acumulado em

    12 meses

    .Bens de Capital -2,7 +3,5 +8,3

    .Bens Intermediários +0,7 -1,4 +0,9

    .Bens de Consumo -0,4 -0,9 +2,1

    ..Duráveis -3,4 -3,4 +10,3

    ..Semiduráveis e Não Duráveis 0,0 -0,3 +0,1

    .Indústria Geral +0,1 -0,9 +1,8

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    Indústria do Brasil interrompe 3 meses de queda em outubro, mas cresce abaixo do esperado

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A produção de bens de capital e de bens de consumo duráveis ajudou a indústria do Brasil a interromper três meses de queda e a registrar crescimento em outubro, porém abaixo do esperado, indicando um final de ano desafiador.

    A produção industrial brasileira avançou 0,2 por cento em outubro na comparação com setembro, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Esse é o melhor resultado para outubro desde 2014 (+0,6 por cento), porém ficou bem abaixo da expectativa de crescimento de 1,2 por cento em pesquisa da Reuters.

    'Crescer 0,2 por cento interrompe um sequência de queda mas está longe de representar uma reversão na trajetória da indústria nos últimos meses', afirmou o gerente da pesquisa, André Macedo.

    Em relação ao mesmo mês de 2017, a produção apresentou ganho de 1,1 por cento, contra expectativa de alta de 2,3 por cento.

    Os dados do IBGE mostraram que, no mês, a produção de Bens de Capital, uma medida de investimento, aumentou 1,5 por cento sobre setembro, enquanto a de Bens de Consumo Duráveis subiu 4,4 por cento, alavancada por automóveis.

    Por outro lado, a fabricação de Bens Intermediários recuou 0,3 por cento no mês, enquanto a de Bens de Consumo Seminduráveis e não Duráveis caiu 0,2 por cento. Ambas as categorias representam cerca de 80 por cento da produção industrial.

    Entre os ramos pesquisados, o lado positivo ficou para as altas de indústrias extrativas (3,1 por cento), máquinas e equipamentos (8,8 por cento), veículos automotores, reboques e carrocerias (3,0 por cento) e bebidas (8,6 por cento).

    Mas pesaram as quedas na produção de produtos alimentícios (-2,0 por cento), metalurgia (-3,7 por cento) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,2 por cento).

    'No caso dos alimentos há um deslocamento da produção de cana este ano para produção de álcool e menos produção de açúcar', explicou Macedo.

    De acordo com os dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados pelo IBGE na semana passada, a indústria apresentou no terceiro trimestre crescimento de 0,4 por cento sobre os três meses anteriores. [nL2N1Y50H5]

    'Em 2018, a expansão é positiva mas em desacelaração. Houve impacto político eleitoral que afetou o apetite dos empresários por investimentos e, combinado a isso, o mercado doméstico ainda tem um grande contigente de trabalhadores desempregados', afirmou Macedo.

    '2018 é um ano que não recuperou as perdas como se esperava', completou o gerente da pesquisa, lembrando que a indústria fechou o ano passado com um crescimento de 2,6 por cento após três anos seguidos de queda.

    A mais recente pesquisa Focus realizada pelo Banco Central com uma centena de economistas aponta que a expectativa é de um crescimento da indústria neste ano de 2,16 por cento, com o PIB expandindo 1,32 por cento.

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    Produção de petróleo do Brasil cai pela 4ª vez consecutiva em setembro

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção média de petróleo do Brasil caiu em setembro pela quarta vez consecutiva ante o mês anterior, para 2,486 milhões de barris por dia (bpd), apontaram dados da agência reguladora do setor de petróleo nesta segunda-feira, em meio a paradas para manutenção realizadas pela Petrobras.

    No nono mês do ano, o volume de petróleo produzido pelo país recuou 1,4 por cento ante agosto e caiu 5,9 por cento ante o mesmo mês de 2017, mostraram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira.

    O recuo ocorreu apesar do avanço de importantes áreas do pré-sal, nas bacias de Campos e Santos, que representaram 57 por cento da produção de petróleo nacional em setembro, ou 1,419 milhão de bpd, alta de 3,3 por cento ante agosto.

    A queda da produção brasileira em setembro teve a contribuição de paradas programadas para manutenção das plataformas P-57, no campo de Jubarte, e P-52, no campo de Roncador, ambas na Bacia de Campos, conforme havia informado anteriormente a Petrobras, operadora das áreas.

    Nos meses anteriores, a estatal também vinha registrando quedas na extração de petróleo. Em agosto, por exemplo, verificou um tombo devido a paradas para manutenção em plataformas no campo de Lula, o maior do país, no pré-sal da Bacia de Santos. Houve ainda paradas para manutenção em outras unidades da Bacia de Campos.

    Já produção média de gás natural do Brasil em setembro atingiu 113 milhões de metros cúbicos por dia, queda de 0,9 por cento na comparação anual e alta de 6,1 por cento ante agosto, informou a ANP.

    Segundo a ANP, a produção média de petróleo da Petrobras, como concessionária, em setembro, foi de aproximadamente 1,794 milhão de bpd, ante 1,827 milhão de bpd no mês anterior.

    Já a Shell, empresa privada com maior produção no Brasil e forte presença no pré-sal, produziu em 329.917 bpd em setembro.

    Veja na tabela abaixo detalhes dos volumes produzidos pelas dez principais empresas no Brasil em setembro, por concessionário, com dados comparativos do mesmo mês de 2017.

    Produção Produção

    Total set/18 Total set/17

    (boe/d) (boe/d)

    Petrobras 1.793.811 78.479 2.287.426 2.593.049

    Shell Brasil 329.917 13.132 412.514 394.020

    Petrogal Brasil 85.257 3.630 108.091 101.474

    Repsol Sinopec 77.978 2.961 96.602 93.932

    Parnaíba Gás 81 7.909 49.831 36.151

    Natural

    Equinor Energy 41.403 966 47.480 -

    Equinor Brasil 35.737 65 36.146 43.043

    Total E&P do 21.758 1.035 28.270 -

    Brasil

    Sinochem 23.825 43 24.098 28.695

    Petróleo

    Queiroz Galvão 3.999 2.426 19.259 14.539

    *Equinor é o novo nome da petroleira norueguesa Statoil. A Equinor Brasil é a operadora do campo de Peregrino, com 60 por cento por cento da participação, e a Equinor Energy detém 25 por cento da participação do campo de Roncador.

    Fonte: ANP

    (Por Marta Nogueira)

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    Produção de automóveis pressiona e indústria do Brasil recua mais que o esperado em setembro

    Por Camila Moreira

    SÃO PAULO (Reuters) - A produção industrial do Brasil terminou o terceiro trimestre com queda acima do esperado em setembro, depois de a fabricação de automóveis pressionar com força o setor no mês.

    Em setembro, a produção da indústria registrou perdas de 1,8 por cento em relação a agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

    Esta foi a terceira queda seguida, período em que a produção acumulou redução de 2,7 por cento. O dado veio bem pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters de recuo de 0,8 por cento.

    Na comparação com setembro de 2017, houve queda de 2,0 por cento, ante projeção na pesquisa de recuo de 0,4 por cento.

    O resultado mensal da produção industrial apresentou perdas de forma generalizada entre as categorias econômicas, tendo como destaque o recuo de 5,5 por cento na fabricação de Bens de Consumo Duráveis.

    Esse resultado foi influenciado, em grande parte, pela queda de 5,1 por cento na produção de automóveis, veículos automotores, reboques e carrocerias.

    “A redução nas exportações de veículos, especialmente para a Argentina devido à crise econômica naquele país, combinada a um ambiente de incerteza política e econômica que freia o investimento do empresário e as decisões do consumidor brasileiro” contribuíram para a queda na produção de veículos, explicou o gerente da pesquisa, André Macedo, em nota.

    De acordo com o IBGE, foi verificado um grande número de fábricas de automóveis com paralisações ou férias coletivas no mês de setembro.

    Entre as outras categorias econômicas, os Bens de Capital, uma medida de investimento, apresentaram retração de 1,3 por cento, enquanto os Bens Intermediários tiveram queda de 1,0 por cento.

    As eleições presidenciais marcadas por fortes incertezas e associadas ao ritmo fraco da atividade vinham afetando o consumo e o ímpeto de investimentos no país. Os sinais ainda indicam fraqueza à frente, uma vez que em outubro a confiança da indústria recuou pela terceira vez seguida diante da piora no cenário de negócios.

    Na mais recente pesquisa Focus realizada pelo Banco Central com economistas, a projeção é de uma expansão da indústria em 2018 de 2,71 por cento, com uma expectativa de crescimento do PIB de 1,36 por cento.

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    Petrobras registra tombo na produção em setembro e vê queda de 8,7% no 3º tri

    Por Roberto Samora

    SÃO PAULO (Reuters) - A produção de petróleo da Petrobras no Brasil somou 1,88 milhão de barris por dia em setembro, em média, redução de 13 por cento ante o mesmo período do ano passado, o que colaborou para uma queda no terceiro trimestre de 8,7 por cento na extração total, incluindo gás e operações no exterior.

    A Petrobras informou ainda nesta sexta-feira que a produção de petróleo no Brasil em setembro caiu 2 por cento sobre agosto, devido principalmente a paradas para manutenção das plataformas P-57, no campo de Jubarte, e P-52, no campo de Roncador, ambas localizadas na Bacia de Campos.

    Nos meses anteriores, a estatal também vinha registrando quedas na extração de petróleo. Em agosto, por exemplo, verificou um tombo devido a paradas para manutenção em plataformas no campo de Lula, o maior do país, no pré-sal da Bacia de Santos. Houve ainda paradas para manutenção em outras unidades da Bacia de Campos.

    A companhia não explicou o motivo do recuo acentuado em relação a 2017, quando a extração da petroleira teve um forte crescimento, com o amadurecimento de investimentos no pré-sal. Mas no primeiro semestre, disse anteriormente a empresa, pesaram na extração desinvestimentos realizados nos campos de Lapa e Roncador, além do declínio natural de produção em alguns campos.

    Com o volume produzido no acumulado do ano até setembro, a produção média de petróleo da Petrobras no Brasil, que responde pela maior parte do bombeamento da estatal, ficou em 2 milhões de barris/dia, abaixo da meta para o ano, de 2,1 milhões de barris/dia.

    Contudo, a empresa disse em nota que mantém o seu compromisso com a meta, tendo em vista o 'ramp-up' de produção das plataformas que já iniciaram operação este ano (P-74, no campo de Búzios, FPSO Cidade de Campos, no campo de Tartaruga Verde e P-69, no campo de Lula), além do início da produção de novos sistemas previstos até o final de 2018.

    Tais sistemas que estão entrando neste ano devem resultar em um salto da produção de até 10 por cento em 2019, disse a Petrobras anteriormente à Reuters.

    TRIMESTRE

    Segundo a Petrobras, a produção total --de petróleo e gás, no Brasil e no exterior-- atingiu 2,47 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) em setembro, estável ante o mês anterior, uma vez que a extração de gás cresceu com a normalização da produção da plataforma de Mexilhão, compensando as paradas nas plataformas de Campos.

    Entretanto, na comparação com setembro de 2017, a queda foi de mais de 11 por cento.

    A produção total da Petrobras no acumulado do ano até setembro somou 2,6 milhões de barris por dia de óleo equivalente, também abaixo da meta de 2,7 milhões de boed.

    Com isso, a produção total (óleo e gás) da estatal no Brasil e no exterior, no terceiro trimestre, foi de 2,51 milhões de boed, redução de 8,7 por cento ante o mesmo período de 2017.

    (Por Roberto Samora)

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    Produção de minério de ferro da Vale atinge recorde no 3º tri; níquel tem queda

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Vale registrou recorde de produção e vendas de minério de ferro e pelotas no terceiro trimestre, com impulso das atividades da mina S11D, informou nesta segunda-feira a mineradora, que registrou também recuo de volumes em metais básicos, além de cortes em previsões para níquel e carvão.

    Com menos impurezas, a mina no Pará vem colocando a maior produtora de minério de ferro do mundo em boa posição para lidar com a busca de siderúrgicas chinesas por produtos de maior qualidade, para reduzir a poluição, segundo analistas, que consideraram forte o resultado global apresentado.

    A Vale quebrou a barreira de produção de 100 milhões de toneladas de finos de minério de ferro em um trimestre, alcançando o novo recorde de 104,9 milhões de toneladas no terceiro trimestre, alta de 10,3 por cento ante o mesmo período de 2017.

    A mina de ferro S11D, o maior projeto já realizado pela Vale, que começou a operar no fim de 2016, atingiu produção de 16,1 milhões de toneladas no terceiro trimestre, alta de 160 por cento ante o mesmo período do ano passado, rodando em um ritmo de aproximadamente 70 por cento de sua capacidade nominal no período, segundo a Vale.

    A produção de pelotas da Vale alcançou um recorde trimestral de 13,9 milhões de toneladas, alta de 8,7 por cento ante o mesmo período de 2017, principalmente devido à retomada das plantas de pelotização de Tubarão I e II.

    'Esperamos que a Vale performe em linha com esses resultados, que foram amplamente esperados em termos de produção, vendas e prêmios. Classificamos a Vale para 'compra' com forte fluxo de caixa livre e expectativas de retorno de capital significativo em 2019 e seguintes', disse o analisa do Citi Alexandre Hacking em relatório a clientes.

    O resultado financeiro da empresa está previsto para ser publicado em 24 de outubro.

    As ações da empresa subiam quase 3 por cento às 16:15 nesta segunda-feira.

    VENDAS RECORDES

    O avanço da produção se refletiu em um novo recorde de vendas de minério de ferro e pelotas de 98,2 milhões de toneladas no terceiro trimestre, alta de 9,2 por cento ante o mesmo período de 2017.

    O analista do Bernstein Paul Gait destacou que a Vale 'continuou a capitalizar os prêmios de qualidade, fazendo melhorias adicionais no mix de vendas através de contínuos crescimentos na S11D... e nas plantas de pelotização de Tubarão'.

    A participação de vendas de produtos premium passou de 77 por cento no segundo trimestre de 2018 para 79 por cento no terceiro trimestre, de acordo com a empresa.

    No caso apenas do minério de ferro, a Vale vendeu 83,976 milhões de toneladas da commodity entre julho e setembro, alta de 9,4 por cento ante igual período de 2017.

    Mesmo assim, a empresa deu ainda continuidade ao aumento de estoques no exterior, como forma de aumentar a flexibilidade no atendimento de tais clientes. Nos próximos trimestres, segundo a empresa, esses estoques irão crescer a uma taxa menor do que a observada nos trimestres anteriores.

    Segundo a empresa, o prêmio médio para o preço realizado de finos de minério de ferro alcançou 8,6 dólares/tonelada no terceiro trimestre de 2018, ante 7,1 dólares/tonelada no segundo trimestre.

    'Esperamos que os prêmios de qualidade de minério de ferro permaneçam altos devido às mudanças estruturais em curso na indústria siderúrgica chinesa e devido aos níveis mais altos de impurezas no minério de ferro oriundo do mercado transoceânico vindo da Austrália', disse o analista da Jefferies Christopher LaFemina.

    'A Vale está idealmente posicionada para se beneficiar dessa mudança no mercado devido ao seu minério de ferro de altíssima qualidade em seu Sistema Norte.'

    Em meio ao aumento de produção, a Vale reiterou sua meta de produção de minério de ferro de cerca de 390 milhões de toneladas para 2018 e aproximadamente 400 milhões de toneladas em 2019 e nos anos seguintes.

    'Esperamos que a Vale registre sólidos resultados no terceiro trimestre de 2018, com Ebitda de 4,550 bilhões de dólares..., com embarques e preços mais fortes do minério de ferro e apesar do desempenho fraco da unidade de metais básicos', disse o analista Daniel Sasson, do Itaú BBA.

    METAIS BÁSICOS E CARVÃO

    Já no segmento de metais básicos, a Vale cortou novamente a meta de produção de níquel para o ano após registrar uma queda de 23,4 por cento da extração do metal entre julho e setembro ante o mesmo período de 2017, para 55,7 mil toneladas. A previsão da empresa era produzir 60 mil toneladas no terceiro trimestre.

    Em meio à performance abaixo do esperado, impactada por paradas para manutenção no Canadá já previstas, a empresa indicou revisão na estimativa de produção de níquel em 2018, para cerca de 240 mil toneladas de níquel, ante 250 mil toneladas estimadas em julho.

    A produção de cobre caiu 19,2 por cento no terceiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, para 94,5 mil toneladas, enquanto as vendas do metal caíram 16,2 por cento no mesmo período, para 92,4 mil toneladas.

    No carvão, a empresa afirmou que está 'revisando seus planos de lavra e padrões operacionais para garantir um crescimento sustentável a partir de 2019' e que tais iniciativas trazem impacto de curto prazo na produção.

    Dessa forma, a previsão foi revisada para aproximadamente 12 milhões de toneladas em 2018.

    No terceiro trimestre, a produção de carvão da empresa somou 3,2 milhões de toneladas, queda de 0,6 por cento ante o mesmo período de 2017. As vendas também registraram 3,2 milhões de toneladas, alta de 1,5 por cento na mesma comparação.

    (Por Marta Nogueira; reportagem adicional de Paula Laier)

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    Vale bate recorde de produção e venda de minério de ferro e pelotas no 3º tri

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção e as vendas de minério de ferro e pelotas pela Vale bateram recordes no terceiro trimestre, em meio a um aumento das atividades na importante mina S11D, no Pará, cujo desempenho vem contribuindo com uma melhora da qualidade e elevação dos valores dos produtos vendidos pela mineradora, informou nesta segunda-feira a companhia brasileira.

    Com menos impurezas, a mina S11D vem colocando a maior produtora global de minério de ferro em boa posição para lidar com a busca de siderúrgicas chinesas por produtos de maior qualidade, para reduzir a poluição, segundo analistas, que consideraram forte o resultado apresentado.

    A Vale quebrou a barreira de produção de 100 milhões de toneladas de finos de minério de ferro em um trimestre, alcançando o novo recorde de 104,9 milhões de toneladas no terceiro trimestre, alta de 10,3 por cento ante o mesmo período de 2017.

    A mina de ferro S11D, a maior da Vale, também bateu recorde de produção de 16,1 milhões de toneladas no terceiro trimestre, alta de 160 por cento ante o mesmo período do ano passado, e atingindo um ritmo de produção de aproximadamente 70 por cento de sua capacidade nominal no período, segundo a Vale.

    A produção de pelotas da Vale alcançou um recorde trimestral de 13,9 milhões de toneladas, alta de 8,7 por cento ante o mesmo período de 2017, principalmente devido à retomada das plantas de pelotização de Tubarão I e II.

    'Esperamos que a Vale performe em linha com esses resultados, que foram amplamente esperados em termos de produção, vendas e prêmios. Classificamos a Vale para 'compra' com forte fluxo de caixa livre e expectativas de retorno de capital significativo em 2019 e seguintes', disse o analisa do Citi Alexandre Hacking em relatório a clientes.

    As ações da empresa subiam mais de 2 por cento às 12:33 nesta segunda-feira.

    VENDAS RECORDES

    O avanço da produção se refletiu em um novo recorde de vendas de minério de ferro e pelotas de 98,2 milhões de toneladas no terceiro trimestre, alta de 9,2 por cento ante o mesmo período de 2017.

    O analista do Bernstein Paul Gait destacou que a Vale 'continuou a capitalizar os prêmios de qualidade, fazendo melhorias adicionais no mix de vendas através de contínuos crescimentos na S11D... e nas plantas de pelotização de Tubarão'.

    A participação de vendas de produtos premium passou de 77 por cento no segundo trimestre de 2018 para 79 por cento no terceiro trimestre, de acordo com a empresa.

    No caso apenas do minério de ferro, a Vale vendeu 83,976 milhões de toneladas da commodity entre julho e setembro, alta de 9,4 por cento ante igual período de 2017.

    Mesmo assim, a empresa deu ainda continuidade ao aumento de estoques no exterior, como forma de aumentar a flexibilidade no atendimento de tais clientes. Nos próximos trimestres, segundo a empresa, esses estoques irão crescer a uma taxa menor do que a observada nos trimestres anteriores.

    Segundo a empresa, o prêmio médio para o preço realizado de finos de minério de ferro alcançou 8,6 dólares/tonelada no terceiro trimestre de 2018, ante 7,1 dólares/tonelada no segundo trimestre.

    'Esperamos que os prêmios de qualidade de minério de ferro permaneçam altos devido às mudanças estruturais em curso na indústria siderúrgica chinesa e devido aos níveis mais altos de impurezas no minério de ferro oriundo do mercado transoceânico vindo da Austrália', disse o analista da Jefferies Christopher LaFemina.

    'A Vale está idealmente posicionada para se beneficiar dessa mudança no mercado devido ao seu minério de ferro de altíssima qualidade em seu Sistema Norte.'

    Em nota a clientes, o analista Daniel Sasson, do Itaú BBA, afirmou que 'a Vale reportou dados fortes de produção e vendas no terceiro trimestre, ligeiramente acima das nossas expectativas' e reiterou a recomendação 'outperform' para as ações da companhia por meio de seus ADRs, com preço-alvo de 17 dólares.

    'Esperamos que a Vale registre sólidos resultados no terceiro trimestre de 2018, com Ebitda de 4,550 bilhões de dólares..., com embarques e preços mais fortes do minério de ferro e apesar do desempenho fraco da unidade de metais básicos', disse Sasson.

    Em meio ao aumento de produção, a Vale reiterou sua meta de produção de minério de ferro de cerca de 390 milhões de toneladas para 2018 e aproximadamente 400 milhões de toneladas em 2019 e nos anos seguintes.

    No caso do níquel, a Vale vendeu 57,3 mil toneladas no terceiro trimestre, queda de 19,6 por cento ante o mesmo período do ano passado. Já a produção alcançou 55,7 mil toneladas no período, uma queda de 23,4 por cento na mesma comparação.

    (Por Marta Nogueira; reportagem adicional de Paula Laier)

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    Produção de soja do Brasil em 2019 deve igualar recorde de 2018, diz Abiove

    SÃO PAULO (Reuters) - A produção de soja do Brasil em 2019 deverá alcançar 119,50 milhões de toneladas, estável na comparação com o volume recorde revisado de 2018, projetou nesta terça-feira a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), na primeira estimativa para a nova safra.

    Até o mês passado, a Abiove previa uma safra de 118,8 milhões de toneladas para 2018, com colheita encerrada há alguns meses.

    Por ora, produtores estão no meio do plantio da nova temporada, cuja colheita tende a começar na virada de 2018 para 2019 --o calendário considerado pela Abiove vai de janeiro a dezembro e, portanto, difere do ano-safra 2018/19, de julho deste ano a junho do próximo.

    Ainda conforme a entidade, os embarques pelo maior exportador global da oleaginosa devem alcançar 71,90 milhões de toneladas em 2019, abaixo do recorde de 77 milhões no ano anterior.

    As vendas brasileiras foram impulsionadas neste ano pela crescente disputa comercial entre Estados Unidos e China, que culminou com Pequim taxando a soja norte-americana. A medida levou compradores chineses a se voltarem com força para o produto brasileiro.

    Embarques menores em 2019, contudo, devem contribuir para o aumento dos estoques domésticos. A Abiove prevê reservas de 3,765 milhões de toneladas ao término do ano que vem, contra 1,465 milhão em 2018.

    Quanto às importações de soja, a entidade estima compras de 300 mil toneladas em 2019, estável ante 2018 --em 2017, foram 254 mil toneladas.

    A Abiove também previu processamento de 43,2 milhões de toneladas de soja no ano que vem, levemente abaixo na comparação com os 43,6 milhões estimados para 2018, um recorde. Em 2017, o processamento somou 41,8 milhões de toneladas.

    DERIVADOS

    A associação prevê produção de 32,6 milhões de toneladas de farelo de soja pelo Brasil em 2019, queda de 0,6 por cento na comparação anual.

    No caso do óleo de soja, a fabricação também tende a recuar 0,6 por cento, para 8,6 milhões de toneladas.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Produção industrial no Brasil tem recuo inesperado em agosto pelo 2º mês seguido

    Por Camila Moreira

    SÃO PAULO (Reuters) - A indústria brasileira foi pressionada em agosto pelos bens intermediários e registrou contração inesperada no mês em meio a um ambiente de atividade econômica fraca e incertezas às vésperas da eleição presidencial.

    A produção industrial caiu 0,3 por cento em agosto na comparação com o mês anterior, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O resultado foi o segundo negativo após queda de 0,1 por cento em julho, o que não acontecia desde o final de 2015. O dado também contrariou a projeção em pesquisa da Reuters com economistas de alta de 0,20 por cento.

    'Na série histórica da indústria é possível observar que, sempre que tem um movimento de queda, de alguma forma, ele é compensado, no mês seguinte, com crescimento. Desde setembro a dezembro de 2015, não se via dois meses em sequência de resultados negativos', explicou o gerente da pesquisa, André Macedo.

    Em relação ao mesmo mês do ano passado, o setor apresentou avanço de 2,0 por cento na produção, terceira leitura positiva, mas mais fraca que a expectativa de crescimento de 3,20 por cento.

    A leitura mensal foi pressionada principalmente pela queda de 2,1 por cento na produção de Bens Intermediários, interrompendo dois meses consecutivos de crescimento na produção.

    Também apresentou perdas a categoria de Bens de Consumo Semiduráveis e não Duráveis, de 0,6 por cento sobre julho.

    Por outro lado, a produção de Bens de Capital, uma medida de investimento, avançou 5,3 por cento, enquanto os Bens de Consumo Duráveis tiveram aumento de 1,2 por cento na produção.

    Entre os ramos, 14 dos 26 pesquisados apresentaram perdas, com destaque para a queda de 5,7 por cento de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, após registrar avanços desde março.

    O ambiente no país é de fortes incertezas com o ritmo fraco da atividade e com as eleições presidenciais, o que vem prejudicando tanto o consumo quanto o ímpeto de investimento dos empresários.

    A última pesquisa Focus realizada pelo Banco Central com economistas mostra que a expectativa para o crescimento da indústria neste ano é de 2,78 por cento, com a projeção para o PIB em 1,35 por cento.

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    Produção de veículos no Brasil sobe em agosto 18,6% e vendas são as maiores para o mês desde 2014

    SÃO PAULO (Reuters) - A produção brasileira de veículos em agosto subiu puxada pela demanda interna, com as vendas registrando o melhor desempenho para o mês desde 2014, enquanto as exportações foram prejudicadas pela crise na Argentina.

    A produção de veículos subiu 18,6 por cento em agosto ante julho e 11,7 por cento sobre igual mês do ano passado, somando 291,4 mil veículos, mostraram dados divulgados nesta quinta-feira pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

    No acumulado do ano até agosto, a indústria produziu 1,972 milhão de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, alta 12,8 por cento em relação ao mesmo período de 2017.

    As vendas de veículos novos no mês passado subiram 14,3 por cento sobre julho e avançaram 14,8 por cento em relação a agosto de 2017, para 248,6 mil unidades, registando o melhor agosto desde 2014.

    De janeiro a agosto, o país vendeu 1,633 milhão de unidades, alta de 14,9 por cento na comparação anual.

    O presidente da Anfavea, Antonio Megale, disse que a entidade deve rever suas projeções para produção, vendas e exportações no mês que vem, sendo que o viés positivo para o mercado interno deve levar a um ajuste para cima na estimativa de vendas, enquanto a crise econômica na Argentina deve levar a um ajuste para baixo na projeção para exportações.

    Com isso, a estimativa para a produção deve ficar perto da atual, segundo Megale.

    Atualmente, a entidade prevê alta de 11,9 por cento para a produção e crescimento de 11,7 por cento para as vendas. Já para as exportações, a estimativa atual é de estabilidade ante o ano passado.

    A pressão sobre a demanda externa reflete, principalmente, a crise na Argentina, principal mercado para compra de veículos do Brasil.

    Em agosto, as exportações de veículos montados subiram 9,2 por cento ante julho, mas caíram 16,6 por cento na comparação anual. De janeiro a agosto, as vendas externas registram baixa de 4,6 por cento em relação ao mesmo período de 2017.

    'Neste momento olhamos com muita preocupação o aumento da taxa de juros na Argentina (para 60 por cento ao ano). Obviamente isso terá reflexo no financiamento e o mercado com certeza vai retrair', disse Megale em coletiva de imprensa.

    O presidente da Anfavea também mostrou preocupação com as recentes medidas anunciadas pelo governo do país vizinho para conter a crise, como uma taxação sobre exportação. Entretanto, Megale acredita que essas medidas tenham caráter temporário.

    (Por Flavia Bohone)

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    Indústria do Brasil cai menos que o esperado em julho; investimento fraco e incerteza pesam

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A indústria brasileira entrou no terceiro trimestre com contração, ainda que menos intensa que o esperado, pressionada pela fraqueza dos investimentos e evidenciando as incertezas para o setor a poucos meses da eleição presidencial.

    Em julho, a produção registrou queda de 0,2 por cento sobre o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

    Foi o resultado mais fraco para julho desde 2015 (-2,5 por cento), mas melhor que a expectativa em pesquisa da Reuters com economistas de recuo de 1 por cento.

    Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve alta de 4 por cento, também acima da projeção de avanço de 2 por cento e o resultado mais forte para o mês desde 2010 (+9,4 por cento).

    'Voltamos a um patamar e um ritmo mais adequado à produção industrial sem influência de um fator pontual para cima ou para baixo', explicou o economista do IBGE André Macedo, referindo-se à greve dos caminhoneiros que afetou a produção nos meses anteriores.

    'Estamos numa recuperação industrial devagar mas que não repõe o passado, seja por fatores internos ou externos. Temos ambiente com queda de exportações para a Argentina, desemprego elevado, nível de confiança baixo e outras coisas', completou.

    O único resultado positivo em julho entre as categorias econômicas e que evitou uma queda maior veio dos Bens Intermediários. Com peso de 55 a 60 por cento na pesquisa, esse grupo cresceu 1 por em julho sobre o mês anterior.

    Por outro lado, os dados do IBGE apontaram que os Bens de Capital, uma medida de investimento, contraíram 6,2 por cento no mês em relação a junho.

    A fabricação de Bens de consumo semi e não duráveis e de Bens de consumo duráveis também teve contração em julho, respectivamente de 0,5 e 0,4 por cento.

    Entre os ramos pesquisados, 10 dos 26 apresentaram queda, com destaque para veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,5 por cento) -- setor pressionado pela crise Argentina, importadora de veículos brasileiros-- e produtos alimentícios (-1,7 por cento).

    A economia brasileira vem mostrando ritmo lento de crescimento, com o ambiente de incerteza, seja do lado da atividade, seja do lado político, freando o ímpeto de investimento e de consumo.

    No segundo trimestre, a indústria registrou contração de 0,6 por cento, num período abalado pela greve dos caminhoneiros no final de maio, contribuindo para que o Produto Interno Bruto (PIB) do país registrasse crescimento de apenas 0,2 por cento sobre os três meses anteriores.

    Na última pesquisa realizada pelo Banco Central com economistas, a expectativa para a expansão da indústria neste ano foi reduzida a 2,43 por cento, de 2,61 por cento, com a estimativa para o PIB em 1,44 por cento.

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