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    Produção industrial do Brasil inicia 2º tri com alta abaixo do esperado em abril

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A produção industrial brasileira iniciou o segundo trimestre com alta abaixo do esperado em abril, pressionada pela indústria extrativa e mostrando irregularidade em meio à letargia da atividade econômica.

    Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira mostraram que a atividade avançou 0,3% em abril na comparação com março, marcando no ano dois resultados mensais positivos e dois negativos.

    Em relação ao mesmo período de 2018, houve queda de 3,9%, pior resultado para meses de abril desde 2017 (-4,5%).

    “O sobe e desce da indústria se deve ao fato de não haver uma recuperação consistente. Ainda temos demanda doméstica longe de recuperação, com muita gente fora do mercado de trabalho, exportações perdendo fôlego e nível de confiança de empresas e famílias também fragilizados', explicou o gerente da pesquisa, André Macedo.

    Ambos os resultados foram piores do que as expectativas em pesquisa da Reuters de ganho de 0,7% na comparação mensal e de queda de 2,8% na base anual.

    Entre os 26 ramos pesquisados, a principal influência negativa veio das indústrias extrativas, com queda de 9,7% e no quarto resultado negativo seguido. Sobre o ano anterior, a queda foi de 24%, a maior da série iniciada em 2002, em um resultado que ainda reflete a ruptura da barragem de Brumadinho (MG) em janeiro.

    Entre as categorias o único resultado negativo coube ao setor produtor de bens intermediários, com queda de 1,4% na produção e também o quarto recuo seguido.

    Por outro lado, apresentaram ganhos bens de consumo duráveis (3,4%), bens de capital (2,9%) e bens de consumo semi e não-duráveis (2,6%).

    A indústria teve no primeiro trimestre queda de 0,7%, pressionada exatamente pela indústria extrativa, de acordo com os dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados na semana passada pelo IBGE.

    Com isso, a economia, cujas expectativas vêm sofrendo sucessivas reduções, terminou o primeiro trimestre com recuo de 0,2% na comparação com os últimos três meses de 2018.

    A última pesquisa Focus do Banco Central aponta que o mercado projeta crescimento da indústria em 2019 de 1,49%, com a economia expandindo 1,13%.

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Com foco em segurança, Vale deve levar 3 anos para voltar a ter recorde em produção

    Com foco em segurança, Vale deve levar 3 anos para voltar a ter recorde em produção

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Vale informou nesta sexta-feira que poderá levar até três anos para voltar a atingir ritmo de produção de minério de ferro antes planejado para 2019, que seria um recorde, em meio a uma nova agenda que coloca em primeiro plano segurança e excelência operacional, em resposta ao desastre de Brumadinho (MG).

    Em sua primeira fala pública após ser confirmado como diretor-presidente da mineradora, Eduardo Bartolomeo pediu desculpas pelo rompimento da barragem da empresa em 25 de janeiro e afirmou que as três palavras que vão pontuar as prioridades da companhia são 'segurança, pessoas e reparação'.

    'Não poupamos nem pouparemos recursos e esforços para reparar de forma célere e justa os danos que causamos àquelas famílias, à infraestrutura das comunidades e ao meio ambiente', disse Bartolomeo, em teleconferência com analistas de mercado sobre os resultados da empresa no primeiro trimestre.

    Em sua gestão, o executivo afirmou que terá como compromisso 'firmar um novo pacto com a sociedade', atuando como vetor de desenvolvimento econômico para as comunidades, 'indo além do mero pagamento de impostos e de ações compensatórias, estabelecendo parcerias e alianças para um desenvolvimento territorial sustentável'. Mas não informou detalhes.

    Na véspera, a maior produtora global de minério de ferro relatou que o impacto financeiro da ruptura da barragem soma, por ora, cerca de 5 bilhões de dólares, um valor provisionado que ainda não inclui custos para descomissionamento de barragem de controladas e coligadas e eventuais indenizações por danos ambientais e de interesses coletivos.

    O presidente da empresa também se comprometeu com a continuidade de estratégias estabelecidas anteriormente, de reposicionamento no setor de metais básicos, a forte disciplina de alocação de capital e a maximização da melhora da qualidade no minério de ferro.

    O rompimento da barragem da mina de ferro Córrego do Feijão em Brumadinho (MG), com capacidade para armazenar mais de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, liberou uma onda de lama que atingiu instalações da empresa, mata, comunidades e rios da região.

    Foram confirmadas, até o momento, 238 vítimas fatais, grande parte de funcionários da própria Vale, e outras 32 pessoas constam como desaparecidas.

    Após o desastre, a empresa foi levada a paralisar capacidade de cerca de 90 milhões de toneladas de minério de ferro anuais em diversas atividades em Minas Gerais, em meio a revisões de segurança.

    Com isso, a Vale anunciou prejuízo líquido de 1,64 bilhão de dólares no primeiro trimestre, contra lucro de 1,59 bilhão de dólares no mesmo período de 2018, com impactos da tragédia, que provocou ainda seu primeiro Ebitda ajustado negativo de sua história.

    Fatores como chuvas na região Norte e uma mudança no gerenciamento de estoques também impactaram os resultados.

    As ações da Vale apresentavam volatilidade nesta sexta-feira, registrando alta de 0,7 por cento no início da tarde.

    ATRASO NA PRODUÇÃO

    Com o baque nas suas atividades, a mineradora prevê atingir o ritmo de produção de minério de ferro anteriormente planejado para entre 2019 e 2023, de 400 milhões de toneladas por ano, apenas em dois ou três anos.

    'Nós não temos pressa, estamos trabalhando em conjunto com o Ministério Público e as autoridades, nosso objetivo é comum, é assegurar que só haverá qualquer tipo de retomada uma vez que haja segurança absoluta', afirmou durante a teleconferência o diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores, Luciano Siani.

    'Se vocês me perguntarem, quando a Vale espera atingir novamente uma produção próxima a 400 milhões de toneladas, eu diria que o horizonte aqui é entre dois e três anos.'

    Dentre os cerca de 90 milhões de toneladas por ano de capacidade que foram paralisadas, está a mina de Brucutu, maior produtora da companhia em Minas Gerais, que pode produzir mais de 30 milhões de toneladas/ano.

    Siani ponderou que atualmente Brucutu está produzindo com beneficiamento a seco, que dispensa o uso de barragens, a um ritmo de 'pouco menos' de 10 milhões de toneladas por ano. Para retomar 100 por cento da operação, com a utilização da produção a úmido, a empresa precisa de uma liberação judicial, que acredita que conseguirá no curto prazo.

    Já outras operações paralisadas pela Justiça, de Alegria, Vargem Grande e Timbopeba, Siani afirmou ter a expectativa de conseguir uma liberação para operar a seco em cerca de 6 meses a 12 meses, recuperando então outros cerca de 30 milhões de toneladas.

    A retomada dos 30 milhões de toneladas restantes, que apenas seriam possíveis com operação a úmido, Siani afirmou que poderá levar ainda de dois a três anos.

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    Vale vê queda de 20% nas vendas de minério no 1º tri; mantém previsão para o ano

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - As vendas de minério de ferro e pelotas da Vale caíram 20 por cento no primeiro trimestre ante mesmo período de 2018, em meio a paradas de produção decorrentes do desastre de Brumadinho (MG), efeitos de chuvas no Sistema Norte e mudanças gerenciais em estoques, apesar de forte alta na mina S11D.

    Em relatório publicado ao mercado nesta quarta-feira, a mineradora informou que os volumes de vendas de minério e pelotas atingiram 67,7 milhões de toneladas entre janeiro e março, queda ainda de 30 por cento na comparação com o quarto trimestre de 2018.

    Já a produção de minério de ferro atingiu 72,87 milhões de toneladas, recuo de 11 por cento na comparação anual e de 27,8 por cento frente ao último trimestre de 2018.

    A queda de produção poderia ter sido maior não fosse o aumento da produção no S11D, maior empreendimento da história da Vale, que registrou 17,99 milhões de toneladas, alta de 54 por cento ante o mesmo período do ano passado e de 13,2 por cento ante o quarto trimestre.

    No entanto, as fortes chuvas em São Luís do Maranhão em março e abril afetaram os embarques no porto de Ponta da Madeira e o transporte ferroviário na Estrada de Ferro Carajás (EFC), impactando assim os volumes de produção no Sistema Norte como um todo, que subiu apenas 1 por cento na comparação anual.

    As vendas apenas de minério de ferro da companhia caíram 22,2 por cento entre janeiro e março, em comparação com o primeiro trimestre de 2018, para 55,4 milhões de toneladas. O recuo frente ao trimestre anterior foi de 31,2 por cento.

    Já as vendas de pelotas somaram 12,314 milhões de toneladas no mesmo período, uma queda de 6,2 por cento na comparação anual e redução de 23 por cento ante o quarto trimestre.

    IMPACTO EM MINAS

    O desdobramento do rompimento da barragem em Brumadinho, que gerou uma onda de rejeitos de minério sobre instalações da própria Vale e comunidades, deixando 236 mortos e dezenas ainda desaparecidos, reduziu fortemente a produção em Minas Gerais.

    No Sistema Sudeste, que inclui operações da Vale em Itabira, Minas Centrais e Mariana, a produção de minério de ferro somou 19,58 milhões de toneladas, uma queda de 11,9 por cento ante o mesmo período do ano passado e um recuo de 26,2 por cento em relação ao último trimestre de 2018.

    Já no Sistema Sul, que inclui ativos de Paraopeba, Vargem Grande e Minas Itabirito, a produção somou 11,78 milhões de toneladas, uma queda de 36,4 por cento ante o mesmo período do ano passado e um recuo de 43,9 por cento em relação ao quarto trimestre.

    Com o rompimento de barragem em Brumadinho, em 25 de janeiro, a produção de minério de ferro da Vale foi impactada por decisões da empresa de acelerar o descomissionamento de algumas estruturas consideradas mais perigosas e embargos judiciais em algumas operações.

    A maior produtora global de minério de ferro reiterou a previsão de vender entre 307 milhões e 332 milhões de toneladas de minério e pelotas em 2019, reafirmando que a 'expectativa atual é que as vendas fiquem entre o mínimo e o centro da faixa'.

    Em meados de abril, a mineradora previa vendas em torno do centro daquela faixa, mas a companhia reviu a expectativa após uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, no início de maio, suspender novamente a produção na mina de Brucutu, maior operação de minério de ferro da empresa no Estado.[nL2N22I1MG]

    Antes do desastre, a Vale projetava vender 382 milhões de toneladas em 2019.

    As vendas do primeiro trimestre também foram impactadas por novos procedimentos de gerenciamento do volume estocado nos portos chineses.

    A partir de agora, a empresa apenas reconhece a receita de minério vendido mediante a retirada de carga.

    Anteriormente, o reconhecimento era feito independentemente da retirada do produto pelo cliente.

    NÍQUEL

    A produção de níquel da Vale, por sua vez, registrou 54,8 mil de toneladas no primeiro trimestre, uma queda de 6,5 por cento ante o mesmo período do ano passado e recuo de 14,4 por cento em relação ao quarto trimestre.

    A redução deveu-se principalmente à menor produção da PTVI (Indonésia), devido à parada programada de manutenção na refinaria de Matsusaka, no Japão; da VNC (Nova Caledônia), por manutenção programada na refinaria de Dalian, na China; e Sudbury (Canadá), em função de diferenças temporais na cadeia de processamento de níquel.

    Já as vendas de níquel somaram 50,3 mil toneladas no primeiro trimestre, queda de 13 por cento em comparação ao mesmo período de 2018 e recuo de 15,4 por cento ante o quarto trimestre.

    As ações da Vale operavam em baixa de 0,7 por cento no início da tarde, enquanto o Ibovespa subia 1,6 por cento.

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    1 M

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    Indústria brasileira tem pior resultado para março em 2 anos e termina 1º tri em queda

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A produção industrial brasileira caiu no ritmo mais forte para março em dois anos, registrando o segundo trimestre seguido de contração, em uma economia que vem mostrando crescentes sinais de morosidade.

    Em março, a produção industrial caiu 1,3 por cento na comparação com o mês anterior, eliminando o ganho de 0,6 por cento de fevereiro, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O resultado foi pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters de recuo de 0,7 por cento, e representou a maior queda para o mês de março desde um recuo de 2,5 por cento em 2017.

    Com isso, a indústria terminou o primeiro trimestre com contração de 0,7 por cento sobre o período anterior, depois de queda de 1,4 por cento nos três meses entre outubro e dezembro.

    'A indústria está produzindo hoje o equivalente ao que produzia em janeiro de 2009, estamos num patamar de 10 anos atrás. De maneira geral, a indústria vem numa trajetória descendente desde meados do ano passado', disse o gerente da pesquisa, André Macedo.

    Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve contração de 6,1 por cento em março, também pior do que a expectativa de perda de 4,6 por cento e a pior leitura para o mês em três anos nessa base de comparação.

    O mês de março foi marcado por resultados negativos generalizadas entre as categorias econômicas, com exceção apenas de Bens de Capital, uma medida de investimento.

    A maior queda no mês foi vista entre os Bens de Consumo, de 2 por cento, enquanto os Bens Intermediários apresentaram recuo de 1,5 por cento.

    A única taxa positiva foi em Bens de Capital, de 0,4 por cento, no segundo mês seguido de ganhos.

    Dos 26 ramos pesquisados, 16 tiveram perdas, sendo a principal influência negativa a queda de 4,9 por cento de produtos alimentícios.

    Também se destacaram as quedas de 3,2 por cento na produção de veículos automotores, reboques e carrocerias, e de 1,7 por cento em coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis.

    'O setor automotivo foi afetado pela menor exportação, paradas de algumas unidades e até a própria chuva que caiu em São Paulo afetou a produção em plantas por lá', explicou Macedo, afirmando que o rompimento da barragem de rejeitos de mineração da Vale em Brumadinho (MG) em janeiro ainda se refletiu na queda da produção em março.

    As expectativas do mercado para o crescimento econômico do Brasil vêm sofrendo sucessivas reduções, juntamente com a piora do cenário para a indústria.

    A pesquisa Focus mais recente do Banco Central mostrou que a expectativa para 2019 é de um crescimento da indústria 2 por cento, com previsão de expansão da economia de 1,70 por cento.

    'Temos problemas internos e externos. Há um elevado número de desempregados, um ambiente de incerteza que causa cautela de consumidores e de empresários na hora de fazer seus investimentos, e ainda tem o componente das exportações que também afetam a indústria com a crise na Argentina', completou Macedo.

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    Produção de petróleo do Brasil recua pelo 2º mês seguido em fevereiro

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção média de petróleo do Brasil em fevereiro caiu 5,4 por cento ante o mês anterior para 2,489 milhões de barris ao dia, no segundo recuo mensal consecutivo, em meio à interdição e paradas para manutenção em plataformas na Bacia de Campos, mostraram dados oficiais da agência reguladora ANP nesta terça-feira.

    Na comparação anual, a produção média de petróleo no país caiu 4,9 por cento.

    'Os principais motivos para a queda em relação a janeiro foram a interdição da plataforma P-43, que opera nos campos de Barracuda e Caratinga, e a parada programada para manutenção da FPSO Capixaba, que opera nos campos de Jubarte e Cachalote', afirmou a autarquia em nota.

    Quanto ao gás natural, a produção brasileira em fevereiro foi de 110 milhões de metros cúbicos ao dia, 2,7 por cento abaixo da de janeiro, mas 0,3 por cento acima na comparação anual.

    No total, a produção média de petróleo e gás no Brasil totalizou 3,182 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d).

    Somente no pré-sal, a produção totalizou 1,826 milhão de boe/d, queda de 0,6 por cento em relação ao mês anterior e alta de 3,6 por cento se comparada ao mesmo mês em 2018. A participação do pré-sal na produção total nacional em fevereiro foi de 57,4 por cento.

    A Petrobras havia informado anteriormente que sua produção havia caído em fevereiro por ocorrências operacionais nas plataformas P-18 e P-20, que operam no campo de Marlim, na Bacia de Campos, e no FPSO Cidade de Angra dos Reis, localizado no campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos.

    Na ocasião, a empresa não entrou em detalhes sobre as ocorrências operacionais.

    Já a Shell, segunda maior produtora do Brasil e principal parceira da Petrobras nos campos produtores do pré-sal, produziu em fevereiro 426.050 boe/d.

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Indústria cresce em fevereiro, mas setor extrativo tem maior queda em 17 anos por Brumadinho

    Indústria cresce em fevereiro, mas setor extrativo tem maior queda em 17 anos por Brumadinho

    Por Camila Moreira

    SÃO PAULO (Reuters) - A produção industrial mostrou alguma recuperação em fevereiro impulsionada por Bens de Capital e indicando melhora do investimento, ao devolver as perdas do mês anterior, apesar da maior queda em 17 anos do setor extrativo devido ao desastre em Brumadinho (MG) com uma barragem da Vale.

    A produção industrial teve alta de 0,7 por cento em fevereiro sobre o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

    O resultado elimina a queda de 0,7 por cento em janeiro, em dado revisado de recuo de 0,8 por cento divulgado antes.

    Em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve avanço de 2,0 por cento, interrompendo três meses seguidos de perdas.

    Em fevereiro, entre as categorias econômicas, o destaque coube a Bens de Capital, uma medida de investimento, que teve avanço de 4,6 por cento na produção impulsionada pela produção de caminhões.

    Bens de Consumo Duráveis também teve forte alta de 3,7 por cento em fevereiro sobre o mês anterior, com o setor de automóveis ajudando o resultado, segundo o IBGE.

    Já a produção de Bens de Consumo Semiduráveis e não Duráveis registrou crescimento de 0,7 por cento, enquanto a de Bens Intermediários encolheu 0,8 por cento no mês.

    Entre os 26 ramos pesquisados, 16 apresentaram ganhos, com destaque para veículos automotores, reboques e carrocerias (6,7 por cento), produtos alimentícios (3,2 por cento) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,3 por cento).

    'A alta bem disseminada na produção de fevereiro ainda guarda uma relação com o efeito-calendário, já que em 2019 o mês teve dois dias úteis a mais do que fevereiro de 2018, com o feriado de Carnaval em março', explicou em nota o gerente da pesquisa, André Macedo.

    Entretanto, as indústrias extrativas sofreram a maior queda da série iniciada em 2002, com contração de 14,8 por cento, devido principalmente à produção de minérios de ferro. Segundo o IBGE, esse resultado é reflexo dos efeitos do rompimento da barragem de rejeitos de mineração da Vale em Brumadinho (MG), que deixou mais de 300 mortos.

    De acordo com a pesquisa Focus do Banco Central, a expectativa dos economistas para a indústria neste ano é de uma expansão de 2,50 por cento, acelerando a 3,00 por cento em 2020.

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    Produção de minério da Vale sobe 4,9% em 2018; analistas apontam falta de visibilidade

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção de minério de ferro da Vale em 2018 cresceu 4,9 por cento ante o ano anterior, para 384,6 milhões de toneladas, atendendo a expectativas de analistas de mercado, que ponderaram que aguardam mais visibilidade sobre as operações da empresa ao longo deste ano.

    O dado de extração foi publicado nesta terça-feira pela mineradora, em seu relatório trimestral de produção e vendas, o primeiro após o rompimento mortal da barragem de Brumadinho, que deixou mais de 300 pessoas mortas, grande parte de funcionários da própria mineradora.

    Mas não foram apresentadas informações atualizadas sobre as metas para o ano, que podem sofrer impactos importantes devido à tragédia envolvendo a empresa, em 25 de janeiro, que levou a mineradora a paralisar operações em diversas minas de Minas Gerais.

    A Vale divulgará na quarta-feira, após o fechamento dos mercados, seu desempenho financeiro de 2018. Na mesma data, a empresa informou que irá divulgar 'detalhes extensos' sobre todas as iniciativas relacionadas ao desastre. No dia seguinte fará uma teleconferência com analistas.

    'Não foram dados detalhes adicionais em relação à situação da companhia após a tragédia de Brumadinho, bem como expectativas para frente', disse a XP Investimentos, em nota a clientes. A corretora tem expectativa de ter mais informações no relatório de resultado.

    Maior produtora global de minério de ferro, a Vale foi levada a paralisar capacidade anual de produção de 92,8 milhões de toneladas da commodity, por iniciativa própria ou de autoridades, após a tragédia.

    No entanto, a companhia deu sinais de que poderia ter certa margem para lidar com a situação este ano, já que informou ter vendido apenas cerca de 80 por cento do total de minério de ferro produzido no ano passado.

    Em 2018, a empresa vendeu cerca de 309 milhões de toneladas da commodity, alta de 6,1 por cento ate 2017.

    No quatro trimestre, o volume de vendas de finos de minério de ferro somou 80,2 milhões de toneladas, queda de 3,9 por cento ante o trimestre anterior, 'como resultado de vendas que foram deliberadamente postergadas para o primeiro trimestre de 2019 para fins de otimização de margem', segundo a empresa.

    Também nos três últimos meses do ano passado, a mineradora produziu 101 milhões de toneladas, queda de 3,8 por cento ante o trimestre anterior.

    'Como esperado, a Vale divulgou um sólido relatório de produção em todas as suas divisões', disse o BTG Pactual, em relatório a clientes, onde também ressaltou uma falta de visibilidade sobre a produção e os embarques de minério de ferro da Vale em 2019, após o desastre envolvendo barragem da empresa.

    'A falta de visibilidade sobre a produção/embarques de minério de ferro da Vale em 2019 continua, e é (ironicamente) uma fonte chave para a tendência altista das ações (via precificação)', disse o BTG.

    O relatório da Vale, com todas páginas em cinza e branco, sendo a primeira folha com o símbolo de luto, não trouxe também detalhes mais aprofundados sobre as operações de minério de ferro, como é usual. O material ainda veio menor do que em outros trimestres, com apenas nove páginas, contra 19 páginas no trimestre anterior.

    As ações da Vale fecharam em alta de 1,47 por cento.

    METAIS BÁSICOS

    A produção de níquel, por sua vez, somou 244,6 mil toneladas em 2018, queda de 15 por cento ante o ano anterior. Já as vendas no período somaram 236,4 mil toneladas, queda de quase 20 por cento, na mesma comparação.

    'Em 2018, o negócio de níquel passou por um processo de transição para um menor 'footprint', no qual investimentos e volumes de produção foram ajustados para refletir as condições de mercado', disse a empresa.

    A produção de cobre alcançou 395,5 mil toneladas em 2018, queda de 9,8 por cento ante 2017, refletindo, principalmente, a decisão estratégica da Vale de reduzir o seu perfil de produção de níquel, o que levou a menores volumes de subproduto de cobre nas operações do Atlântico Norte.

    (Por Marta Nogueira; reportagem adicional de Paula Laier e Tatiana Bautzer)

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    Produção industrial no Brasil inicia ano com maior queda em 4 meses em janeiro

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A indústria do Brasil iniciou o ano com fraqueza generalizada na produção de janeiro e o pior resultado em quatro meses, com destaque para as perdas de investimentos.

    A produção industrial registrou queda de 0,8 por cento em janeiro na comparação com o mês anterior, mostraram dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Essa é a leitura mais fraca desde setembro do ano passado, quando a produção contraiu 1,9 por cento, e anula o ganho de 0,2 por cento registrado em dezembro.

    Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve recuo de 2,6 por cento, pior taxa para o mês de janeiro desde 2016 (-13,4 por cento).

    Ambos os resultados foram mais fracos do que as expectativas em pesquisa da Reuters com economistas, de quedas de 0,1 por cento na variação mensal e de 1,2 por cento na base anual.

    'Apesar da mudança de governo, nada mudou para indústria. As expectativas dos empresários até melhoraram, mas isso na prática não se realizou ainda para a indústria', disse o gerente da pesquisa no IBGE, André Macedo.

    'A indústria começa 2019 praticamente inalterada em relação ao quadro de 2018', explicou. 'A crise na Argentina, o mercado de trabalho com quase 13 milhões de desempregados e uma confiança que ainda não se concretizou explicam esse quadro da indústria brasileira.'

    Em 2018, a atividade industrial perdeu força ao longo de um ano marcado por incertezas em torno da eleição presidencial, greve de caminhoneiros e recuperação lenta do mercado de trabalho, além de uma crise na Argentina.

    A indústria registrou contração no quarto trimestre de 0,3 por cento sobre os três meses anteriores, pesando sobre o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no período -- a economia teve expansão de apenas 0,1 por cento sobre o terceiro trimestre.

    No acumulado do ano, entretanto, a indústria mostrou avanço de 0,6 por cento, enquanto o PIB fechou 2018 com expansão de 1,1 por cento sobre o ano anterior.

    Entre as categorias econômicas, o destaque em janeiro foi a contração de 3,0 por cento na produção de Bens de Capital, uma medida de investimento, sobre o mês anterior, no terceiro resultado negativo seguido.

    Bens Intermediários tiveram queda de 0,1 por cento enquanto Bens de Consumo retraíram 0,3 por cento na comparação mensal.

    Os dados do IBGE também mostraram que, entre os ramos pesquisados, 13 dos 26 apresentaram perdas. A maior influência negativa coube a produtos farmoquímicos e farmacêuticos, com queda de 10,3 por cento.

    Pesquisa Focus do Banco Central mostra que a expectativa dos economistas para a indústria neste ano é de uma expansão de 2,80 por cento, acelerando a 3,00 por cento em 2020.

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