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    Produção de petróleo do Brasil recua pelo 2º mês seguido em fevereiro

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção média de petróleo do Brasil em fevereiro caiu 5,4 por cento ante o mês anterior para 2,489 milhões de barris ao dia, no segundo recuo mensal consecutivo, em meio à interdição e paradas para manutenção em plataformas na Bacia de Campos, mostraram dados oficiais da agência reguladora ANP nesta terça-feira.

    Na comparação anual, a produção média de petróleo no país caiu 4,9 por cento.

    'Os principais motivos para a queda em relação a janeiro foram a interdição da plataforma P-43, que opera nos campos de Barracuda e Caratinga, e a parada programada para manutenção da FPSO Capixaba, que opera nos campos de Jubarte e Cachalote', afirmou a autarquia em nota.

    Quanto ao gás natural, a produção brasileira em fevereiro foi de 110 milhões de metros cúbicos ao dia, 2,7 por cento abaixo da de janeiro, mas 0,3 por cento acima na comparação anual.

    No total, a produção média de petróleo e gás no Brasil totalizou 3,182 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d).

    Somente no pré-sal, a produção totalizou 1,826 milhão de boe/d, queda de 0,6 por cento em relação ao mês anterior e alta de 3,6 por cento se comparada ao mesmo mês em 2018. A participação do pré-sal na produção total nacional em fevereiro foi de 57,4 por cento.

    A Petrobras havia informado anteriormente que sua produção havia caído em fevereiro por ocorrências operacionais nas plataformas P-18 e P-20, que operam no campo de Marlim, na Bacia de Campos, e no FPSO Cidade de Angra dos Reis, localizado no campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos.

    Na ocasião, a empresa não entrou em detalhes sobre as ocorrências operacionais.

    Já a Shell, segunda maior produtora do Brasil e principal parceira da Petrobras nos campos produtores do pré-sal, produziu em fevereiro 426.050 boe/d.

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    Indústria cresce em fevereiro, mas setor extrativo tem maior queda em 17 anos por Brumadinho

    Por Camila Moreira

    SÃO PAULO (Reuters) - A produção industrial mostrou alguma recuperação em fevereiro impulsionada por Bens de Capital e indicando melhora do investimento, ao devolver as perdas do mês anterior, apesar da maior queda em 17 anos do setor extrativo devido ao desastre em Brumadinho (MG) com uma barragem da Vale.

    A produção industrial teve alta de 0,7 por cento em fevereiro sobre o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

    O resultado elimina a queda de 0,7 por cento em janeiro, em dado revisado de recuo de 0,8 por cento divulgado antes.

    Em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve avanço de 2,0 por cento, interrompendo três meses seguidos de perdas.

    Em fevereiro, entre as categorias econômicas, o destaque coube a Bens de Capital, uma medida de investimento, que teve avanço de 4,6 por cento na produção impulsionada pela produção de caminhões.

    Bens de Consumo Duráveis também teve forte alta de 3,7 por cento em fevereiro sobre o mês anterior, com o setor de automóveis ajudando o resultado, segundo o IBGE.

    Já a produção de Bens de Consumo Semiduráveis e não Duráveis registrou crescimento de 0,7 por cento, enquanto a de Bens Intermediários encolheu 0,8 por cento no mês.

    Entre os 26 ramos pesquisados, 16 apresentaram ganhos, com destaque para veículos automotores, reboques e carrocerias (6,7 por cento), produtos alimentícios (3,2 por cento) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,3 por cento).

    'A alta bem disseminada na produção de fevereiro ainda guarda uma relação com o efeito-calendário, já que em 2019 o mês teve dois dias úteis a mais do que fevereiro de 2018, com o feriado de Carnaval em março', explicou em nota o gerente da pesquisa, André Macedo.

    Entretanto, as indústrias extrativas sofreram a maior queda da série iniciada em 2002, com contração de 14,8 por cento, devido principalmente à produção de minérios de ferro. Segundo o IBGE, esse resultado é reflexo dos efeitos do rompimento da barragem de rejeitos de mineração da Vale em Brumadinho (MG), que deixou mais de 300 mortos.

    De acordo com a pesquisa Focus do Banco Central, a expectativa dos economistas para a indústria neste ano é de uma expansão de 2,50 por cento, acelerando a 3,00 por cento em 2020.

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    Produção de minério da Vale sobe 4,9% em 2018; analistas apontam falta de visibilidade

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção de minério de ferro da Vale em 2018 cresceu 4,9 por cento ante o ano anterior, para 384,6 milhões de toneladas, atendendo a expectativas de analistas de mercado, que ponderaram que aguardam mais visibilidade sobre as operações da empresa ao longo deste ano.

    O dado de extração foi publicado nesta terça-feira pela mineradora, em seu relatório trimestral de produção e vendas, o primeiro após o rompimento mortal da barragem de Brumadinho, que deixou mais de 300 pessoas mortas, grande parte de funcionários da própria mineradora.

    Mas não foram apresentadas informações atualizadas sobre as metas para o ano, que podem sofrer impactos importantes devido à tragédia envolvendo a empresa, em 25 de janeiro, que levou a mineradora a paralisar operações em diversas minas de Minas Gerais.

    A Vale divulgará na quarta-feira, após o fechamento dos mercados, seu desempenho financeiro de 2018. Na mesma data, a empresa informou que irá divulgar 'detalhes extensos' sobre todas as iniciativas relacionadas ao desastre. No dia seguinte fará uma teleconferência com analistas.

    'Não foram dados detalhes adicionais em relação à situação da companhia após a tragédia de Brumadinho, bem como expectativas para frente', disse a XP Investimentos, em nota a clientes. A corretora tem expectativa de ter mais informações no relatório de resultado.

    Maior produtora global de minério de ferro, a Vale foi levada a paralisar capacidade anual de produção de 92,8 milhões de toneladas da commodity, por iniciativa própria ou de autoridades, após a tragédia.

    No entanto, a companhia deu sinais de que poderia ter certa margem para lidar com a situação este ano, já que informou ter vendido apenas cerca de 80 por cento do total de minério de ferro produzido no ano passado.

    Em 2018, a empresa vendeu cerca de 309 milhões de toneladas da commodity, alta de 6,1 por cento ate 2017.

    No quatro trimestre, o volume de vendas de finos de minério de ferro somou 80,2 milhões de toneladas, queda de 3,9 por cento ante o trimestre anterior, 'como resultado de vendas que foram deliberadamente postergadas para o primeiro trimestre de 2019 para fins de otimização de margem', segundo a empresa.

    Também nos três últimos meses do ano passado, a mineradora produziu 101 milhões de toneladas, queda de 3,8 por cento ante o trimestre anterior.

    'Como esperado, a Vale divulgou um sólido relatório de produção em todas as suas divisões', disse o BTG Pactual, em relatório a clientes, onde também ressaltou uma falta de visibilidade sobre a produção e os embarques de minério de ferro da Vale em 2019, após o desastre envolvendo barragem da empresa.

    'A falta de visibilidade sobre a produção/embarques de minério de ferro da Vale em 2019 continua, e é (ironicamente) uma fonte chave para a tendência altista das ações (via precificação)', disse o BTG.

    O relatório da Vale, com todas páginas em cinza e branco, sendo a primeira folha com o símbolo de luto, não trouxe também detalhes mais aprofundados sobre as operações de minério de ferro, como é usual. O material ainda veio menor do que em outros trimestres, com apenas nove páginas, contra 19 páginas no trimestre anterior.

    As ações da Vale fecharam em alta de 1,47 por cento.

    METAIS BÁSICOS

    A produção de níquel, por sua vez, somou 244,6 mil toneladas em 2018, queda de 15 por cento ante o ano anterior. Já as vendas no período somaram 236,4 mil toneladas, queda de quase 20 por cento, na mesma comparação.

    'Em 2018, o negócio de níquel passou por um processo de transição para um menor 'footprint', no qual investimentos e volumes de produção foram ajustados para refletir as condições de mercado', disse a empresa.

    A produção de cobre alcançou 395,5 mil toneladas em 2018, queda de 9,8 por cento ante 2017, refletindo, principalmente, a decisão estratégica da Vale de reduzir o seu perfil de produção de níquel, o que levou a menores volumes de subproduto de cobre nas operações do Atlântico Norte.

    (Por Marta Nogueira; reportagem adicional de Paula Laier e Tatiana Bautzer)

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    Produção industrial no Brasil inicia ano com maior queda em 4 meses em janeiro

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A indústria do Brasil iniciou o ano com fraqueza generalizada na produção de janeiro e o pior resultado em quatro meses, com destaque para as perdas de investimentos.

    A produção industrial registrou queda de 0,8 por cento em janeiro na comparação com o mês anterior, mostraram dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Essa é a leitura mais fraca desde setembro do ano passado, quando a produção contraiu 1,9 por cento, e anula o ganho de 0,2 por cento registrado em dezembro.

    Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve recuo de 2,6 por cento, pior taxa para o mês de janeiro desde 2016 (-13,4 por cento).

    Ambos os resultados foram mais fracos do que as expectativas em pesquisa da Reuters com economistas, de quedas de 0,1 por cento na variação mensal e de 1,2 por cento na base anual.

    'Apesar da mudança de governo, nada mudou para indústria. As expectativas dos empresários até melhoraram, mas isso na prática não se realizou ainda para a indústria', disse o gerente da pesquisa no IBGE, André Macedo.

    'A indústria começa 2019 praticamente inalterada em relação ao quadro de 2018', explicou. 'A crise na Argentina, o mercado de trabalho com quase 13 milhões de desempregados e uma confiança que ainda não se concretizou explicam esse quadro da indústria brasileira.'

    Em 2018, a atividade industrial perdeu força ao longo de um ano marcado por incertezas em torno da eleição presidencial, greve de caminhoneiros e recuperação lenta do mercado de trabalho, além de uma crise na Argentina.

    A indústria registrou contração no quarto trimestre de 0,3 por cento sobre os três meses anteriores, pesando sobre o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no período -- a economia teve expansão de apenas 0,1 por cento sobre o terceiro trimestre.

    No acumulado do ano, entretanto, a indústria mostrou avanço de 0,6 por cento, enquanto o PIB fechou 2018 com expansão de 1,1 por cento sobre o ano anterior.

    Entre as categorias econômicas, o destaque em janeiro foi a contração de 3,0 por cento na produção de Bens de Capital, uma medida de investimento, sobre o mês anterior, no terceiro resultado negativo seguido.

    Bens Intermediários tiveram queda de 0,1 por cento enquanto Bens de Consumo retraíram 0,3 por cento na comparação mensal.

    Os dados do IBGE também mostraram que, entre os ramos pesquisados, 13 dos 26 apresentaram perdas. A maior influência negativa coube a produtos farmoquímicos e farmacêuticos, com queda de 10,3 por cento.

    Pesquisa Focus do Banco Central mostra que a expectativa dos economistas para a indústria neste ano é de uma expansão de 2,80 por cento, acelerando a 3,00 por cento em 2020.

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    Produção industrial no Brasil cresce em dezembro, mas perde força em 2018

    Por Camila Moreira

    SÃO PAULO (Reuters) - A produção industrial brasileira frustrou as expectativas de perdas e cresceu em dezembro, terminando 2018 com ganhos, porém em ritmo mais fraco do que no ano anterior.

    Em dezembro, a indústria registrou avanço de 0,2 por cento na produção, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Este resultado compensa o recuo de 0,1 por cento de novembro e foi melhor do que a expectativa apontada em pesquisa da Reuters de recuo de 0,2 por cento.

    Na comparação com dezembro de 2017, a produção apresentou queda de 3,6 por cento, contra projeção de contração de 4,2 por cento

    Com isso, o setor terminou 2018 com ganho de 1,1 por cento, mostrando desaceleração em relação ao ano anterior, quando houve um avanço de 2,5 por cento que interrompeu três anos seguidos de queda da produção industrial.

    No quarto trimestre, a produção industrial teve recuo de 1,1 por cento sobre o mesmo período de 2017, mostrando que a atividade perdeu força ao longo do ano após aumentos de 2,8 por cento no primeiro trimestre, 1,8 por cento no segundo e 1,2 por cento no terceiro, na mesma base de comparação. Foi o resultado mais fraco desde o quarto trimestre de 2016.

    'Atividades como alimentos, metalurgia e bebidas, que mostraram comportamento positivo no início do ano, perderam intensidade ao longo dos meses', disse o gerente da pesquisa no IBGE, André Macedo.

    Os dados do IBGE mostraram que, entre as categorias econômicas, a que mais cresceu no ano foi a de Bens de Consumo Duráveis, com alta de 7,6 por cento, impulsionada por automóveis e eletrodomésticos da linha marrom.

    Bens de Capital, uma medida de investimento, teve aumento no ano passado de 7,4 por cento, devido principalmente aos bens de capital para equipamentos de transporte e para construção.

    Por outro lado, a produção de Bens de Consumo Semiduráveis e não Duráveis teve contração de 0,3 por cento.

    Entre os ramos pesquisados, 13 dos 26 apresentaram resultados positivos. A produção de veículos automotores, reboques e carrocerias exerceu a maior influência positiva, com aumento de 12,6 por cento.

    'Embora tenha perdido intensidade nos últimos meses do ano, o setor automobilístico, em 2018, foi especialmente favorecido pela maior demanda do mercado argentino', completou Macedo.

    Em dezembro sobre o mês anterior, entretanto, a fabricação de Bens de Capital recuou 5,7 por cento, enquanto Bens Intermediários cresceram 0,7 por cento.

    2018 foi marcado pela greve dos caminhoneiros, um mercado de trabalho fraco, crise na Argentina e instabilidade no período eleitoral, fatores que afetaram a indústria brasileira ao longo do ano.

    A mais recente pesquisa Focus do Banco Central mostra que os economistas esperam em 2019 uma expansão da indústria de 3,04 por cento, indo a 3 por cento em 2020.

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    Desastre afeta pouco produção da Vale, mas pode ter impactos extras, dizem analistas

    Por Luciano Costa

    SÃO PAULO (Reuters) - O rompimento de uma barragem de rejeitos da Vale em Brumadinho (MG), que deixou um saldo de dezenas de mortos e centenas de desaparecidos até o momento, tem pouco reflexo imediato sobre a produção da companhia, mas pode disparar medidas do governo com potencial impacto sobre a empresa e o setor de mineração, alertaram analistas de mercado.

    O rompimento da barragem em Brumadinho deixou 60 mortos e 292 desaparecidos após uma enorme avalanche de lama de rejeitos que atingiu comunidades e área administrativa da própria Vale, segundo a mais recente atualização de números de vítimas da tragédia, divulgada na manhã desta segunda-feira.

    O desastre aconteceu pouco mais de três anos depois que uma barragem da Samarco rompeu em Mariana (MG), levando a 19 mortes e poluindo o importante rio Doce, o que pode justificar medidas do governo como inspeções adicionais de segurança em minas, com possível impacto em operações, e até mesmo uma visão mais severa de autoridades sobre o incidente anterior, apontaram.

    A Vale possui 50 por cento da Samarco, em sociedade com a mineradora anglo-australiana BHP.

    'A Vale deve ter flexibilidade, dada sua capacidade ociosa, de potencialmente compensar quaisquer perdas de curto prazo nos embarques que poderiam se desdobrar a partir deste local com outras operações, e ainda entregar (uma produção) dentro de sua projeção anual, em nossa visão', escreveram analistas do Credit Suisse em nota a clientes no domingo.

    A Vale, maior produtora global de minério de ferro, havia projetado produzir 400 milhões de toneladas da commodity em 2019, enquanto a capacidade de produção é próxima de 450 milhões de toneladas, notou o Credit.

    'É importante notar que essa 'capacidade não utilizada' não depende de licenças ou aprovações para retomar a produção. Portanto, a menos que haja novas instruções do governo (como, por exemplo, uma ordem para suspender outras operações que dependem de barragens de rejeitos), acreditamos que não deve ser sentido impacto na produção', acrescentaram.

    A equipe de analistas de mineração do BTG Pactual apontou que a tragédia, que já registra mais vítimas fatais do que o caso de Mariana, deverá 'tornar muito mais dura' a regulação do setor de mineração no Brasil, o que poderá inclusive atrasar as perspectivas da Vale de reiniciar operações da Samarco em 2020.

    'Embora seja muito difícil prever todas implicações aqui, essa tragédia claramente irá aumentar a atenção dos reguladores no país, o que poderá complicar ainda mais a retomada das operações da Samarco', escreveram eles, apontando que o prazo de 2020 'talvez não seja mais o cenário-base'.

    De acordo os profissionais do BTG, a mina do Feijão, no complexo Paraopeba, produziu cerca de 7,8 milhões de toneladas em 2017 e provavelmente um nível similar em 2018, 'o que significa aproximadamente 2 por cento da produção total de minério de ferro da Vale', estimada em perto de 390 milhões de toneladas no ano passado.

    A maior parte da produção da Vale está no Pará, onde a empresa conta com a mina de Carajás. No Estado também está o empreendimento S11D, que produz minério de alta qualidade, após investimentos de bilhões de dólares nos últimos anos.

    FUTURO

    Analistas ressaltaram, no entanto, que a relação entre oferta e demanda por minério de ferro pode ficar mais apertada no futuro, principalmente no caso de novas ações do governo sobre a Vale e o setor de mineração, uma vez que a empresa detém cerca de 30 por cento do mercado de exportação da commodity.

    Os contratos futuros do minério de ferro subiram para máxima em 16 meses nesta segunda-feira após o fechamento da mina do Feijão.

    'Embora o acidente tenha impactado apenas uma pequena operação da Vale, possíveis procedimentos de segurança impactando outras minas na região e implicações regulatórias poderiam apertar significativamente o mercado', explicaram.

    Analistas do UBS destacaram em relatório que os investidores ainda têm muitas dúvidas sobre as implicações do desastre, principalmente com relação a impactos sobre a produção de minério de ferro no curto prazo e custo de indenizações.

    Uma das questões levantadas pelos investidores é o risco de medidas do governo que impactem outras operações da Vale com barragens de rejeitos, como o sistema Sul.

    As ações da Vale operavam em baixa de mais de 20 por cento nesta segunda-feira, por volta das 12h30.

    Já a XP Investimentos apontou concordar com a visão de que o licenciamento de barragens e novas minas 'deve ficar ainda mais desafiador', mas ressaltou em nota que a Vale tem adotado novas tecnologias que 'estão sendo utilizadas e aprimoradas, o que deve mitigar o risco ao longo do tempo'.

    Eles mantiveram recomendação de compra das ações da mineradora com horizonte de médio-longo prazo, mas ressaltaram que 'incertezas em relação ao impacto no curto prazo permanecem', o que sugere 'cautela' em relação à companhia.

    (Por Luciano Costa; reportagem adicional de Paula Arend Laier e Tatiana Bautzer)

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    Produção industrial no Brasil sobe e interrompe 4 meses de queda, mas tem pior novembro em 3 anos

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A produção da indústria brasileira avançou em novembro e interrompeu quatro meses de queda impulsionada pelos bens intermediários, mas registrou o resultado mais fraco para o mês em três anos.

    Em novembro, a produção industrial teve alta de 0,1 por cento em relação a novembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

    Ainda assim, o resultado é o mais fraco para novembro desde 2015, quando houve queda de 2 por cento.

    Sobre novembro de 2017, a produção teve queda de 0,9 por cento, leitura mais baixa para o mês desde o recuo de 1,2 por cento registrado em 2016.

    'O ano vai fechar positivo, mas com uma taxa menor do que se esperava. Será o segundo ano seguido de alta, mas não se repõe a perda acumulada de 16,7 por cento nos anos de 2014, 2015 e 2016', avaliou o gerente da pesquisa, André Macedo.

    'Isso tem a ver com a greve dos caminhoneiros, dificuldades no mercado de trabalho, crise na Argentina, instabilidade causada pelo período eleitoral', completou.

    De acordo com o IBGE, entre as categorias pesquisadas, somente Bens Intermediárias teve avanço na produção no mês, de 0,7 por cento, após três meses de perdas.

    Por outro lado, a fabricação de Bens de Capital, uma medida de investimento, recuou 2,7 por cento, enquanto Bens de Consumo teve perdas de 0,4 por cento.

    Entre as atividades, a principal influência positiva partiu dos produtos alimentícios, com avanço de 5,9 por cento, interrompendo quatro meses consecutivos de queda. Também se destacaram as altas de 7,1 por cento de produtos farmoquímicos e farmacêuticos e de 0,5 por cento de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis.

    Já entre as quedas, destacou-se a de 4,2 por cento entre veículos automotores, reboques e carrocerias, eliminando o ganho de 2,8 por cento de outubro.

    A confiança da indústria brasileira terminou o ano registrando sua segunda alta consecutiva em dezembro, com melhora da percepção sobre a demanda interna, embora ainda sinalize um ritmo moderado de atividade do setor na virada para o próximo ano, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

    A pesquisa Focus do Banco Central mais recente mostra que a expectativa dos economistas é de que a indústria tenha terminado 2018 com crescimento de 1,91 por cento, e acelere para 3,04 por cento em 2019.[nL1N1Z7084]

    Veja abaixo os resultados da produção industrial(%):

    Categorias de Uso Mensal Anual Acumulado em

    12 meses

    .Bens de Capital -2,7 +3,5 +8,3

    .Bens Intermediários +0,7 -1,4 +0,9

    .Bens de Consumo -0,4 -0,9 +2,1

    ..Duráveis -3,4 -3,4 +10,3

    ..Semiduráveis e Não Duráveis 0,0 -0,3 +0,1

    .Indústria Geral +0,1 -0,9 +1,8

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    Indústria do Brasil interrompe 3 meses de queda em outubro, mas cresce abaixo do esperado

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A produção de bens de capital e de bens de consumo duráveis ajudou a indústria do Brasil a interromper três meses de queda e a registrar crescimento em outubro, porém abaixo do esperado, indicando um final de ano desafiador.

    A produção industrial brasileira avançou 0,2 por cento em outubro na comparação com setembro, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Esse é o melhor resultado para outubro desde 2014 (+0,6 por cento), porém ficou bem abaixo da expectativa de crescimento de 1,2 por cento em pesquisa da Reuters.

    'Crescer 0,2 por cento interrompe um sequência de queda mas está longe de representar uma reversão na trajetória da indústria nos últimos meses', afirmou o gerente da pesquisa, André Macedo.

    Em relação ao mesmo mês de 2017, a produção apresentou ganho de 1,1 por cento, contra expectativa de alta de 2,3 por cento.

    Os dados do IBGE mostraram que, no mês, a produção de Bens de Capital, uma medida de investimento, aumentou 1,5 por cento sobre setembro, enquanto a de Bens de Consumo Duráveis subiu 4,4 por cento, alavancada por automóveis.

    Por outro lado, a fabricação de Bens Intermediários recuou 0,3 por cento no mês, enquanto a de Bens de Consumo Seminduráveis e não Duráveis caiu 0,2 por cento. Ambas as categorias representam cerca de 80 por cento da produção industrial.

    Entre os ramos pesquisados, o lado positivo ficou para as altas de indústrias extrativas (3,1 por cento), máquinas e equipamentos (8,8 por cento), veículos automotores, reboques e carrocerias (3,0 por cento) e bebidas (8,6 por cento).

    Mas pesaram as quedas na produção de produtos alimentícios (-2,0 por cento), metalurgia (-3,7 por cento) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,2 por cento).

    'No caso dos alimentos há um deslocamento da produção de cana este ano para produção de álcool e menos produção de açúcar', explicou Macedo.

    De acordo com os dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados pelo IBGE na semana passada, a indústria apresentou no terceiro trimestre crescimento de 0,4 por cento sobre os três meses anteriores. [nL2N1Y50H5]

    'Em 2018, a expansão é positiva mas em desacelaração. Houve impacto político eleitoral que afetou o apetite dos empresários por investimentos e, combinado a isso, o mercado doméstico ainda tem um grande contigente de trabalhadores desempregados', afirmou Macedo.

    '2018 é um ano que não recuperou as perdas como se esperava', completou o gerente da pesquisa, lembrando que a indústria fechou o ano passado com um crescimento de 2,6 por cento após três anos seguidos de queda.

    A mais recente pesquisa Focus realizada pelo Banco Central com uma centena de economistas aponta que a expectativa é de um crescimento da indústria neste ano de 2,16 por cento, com o PIB expandindo 1,32 por cento.

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    Produção de petróleo do Brasil cai pela 4ª vez consecutiva em setembro

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção média de petróleo do Brasil caiu em setembro pela quarta vez consecutiva ante o mês anterior, para 2,486 milhões de barris por dia (bpd), apontaram dados da agência reguladora do setor de petróleo nesta segunda-feira, em meio a paradas para manutenção realizadas pela Petrobras.

    No nono mês do ano, o volume de petróleo produzido pelo país recuou 1,4 por cento ante agosto e caiu 5,9 por cento ante o mesmo mês de 2017, mostraram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira.

    O recuo ocorreu apesar do avanço de importantes áreas do pré-sal, nas bacias de Campos e Santos, que representaram 57 por cento da produção de petróleo nacional em setembro, ou 1,419 milhão de bpd, alta de 3,3 por cento ante agosto.

    A queda da produção brasileira em setembro teve a contribuição de paradas programadas para manutenção das plataformas P-57, no campo de Jubarte, e P-52, no campo de Roncador, ambas na Bacia de Campos, conforme havia informado anteriormente a Petrobras, operadora das áreas.

    Nos meses anteriores, a estatal também vinha registrando quedas na extração de petróleo. Em agosto, por exemplo, verificou um tombo devido a paradas para manutenção em plataformas no campo de Lula, o maior do país, no pré-sal da Bacia de Santos. Houve ainda paradas para manutenção em outras unidades da Bacia de Campos.

    Já produção média de gás natural do Brasil em setembro atingiu 113 milhões de metros cúbicos por dia, queda de 0,9 por cento na comparação anual e alta de 6,1 por cento ante agosto, informou a ANP.

    Segundo a ANP, a produção média de petróleo da Petrobras, como concessionária, em setembro, foi de aproximadamente 1,794 milhão de bpd, ante 1,827 milhão de bpd no mês anterior.

    Já a Shell, empresa privada com maior produção no Brasil e forte presença no pré-sal, produziu em 329.917 bpd em setembro.

    Veja na tabela abaixo detalhes dos volumes produzidos pelas dez principais empresas no Brasil em setembro, por concessionário, com dados comparativos do mesmo mês de 2017.

    Produção Produção

    Total set/18 Total set/17

    (boe/d) (boe/d)

    Petrobras 1.793.811 78.479 2.287.426 2.593.049

    Shell Brasil 329.917 13.132 412.514 394.020

    Petrogal Brasil 85.257 3.630 108.091 101.474

    Repsol Sinopec 77.978 2.961 96.602 93.932

    Parnaíba Gás 81 7.909 49.831 36.151

    Natural

    Equinor Energy 41.403 966 47.480 -

    Equinor Brasil 35.737 65 36.146 43.043

    Total E&P do 21.758 1.035 28.270 -

    Brasil

    Sinochem 23.825 43 24.098 28.695

    Petróleo

    Queiroz Galvão 3.999 2.426 19.259 14.539

    *Equinor é o novo nome da petroleira norueguesa Statoil. A Equinor Brasil é a operadora do campo de Peregrino, com 60 por cento por cento da participação, e a Equinor Energy detém 25 por cento da participação do campo de Roncador.

    Fonte: ANP

    (Por Marta Nogueira)

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    Produção de automóveis pressiona e indústria do Brasil recua mais que o esperado em setembro

    Por Camila Moreira

    SÃO PAULO (Reuters) - A produção industrial do Brasil terminou o terceiro trimestre com queda acima do esperado em setembro, depois de a fabricação de automóveis pressionar com força o setor no mês.

    Em setembro, a produção da indústria registrou perdas de 1,8 por cento em relação a agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

    Esta foi a terceira queda seguida, período em que a produção acumulou redução de 2,7 por cento. O dado veio bem pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters de recuo de 0,8 por cento.

    Na comparação com setembro de 2017, houve queda de 2,0 por cento, ante projeção na pesquisa de recuo de 0,4 por cento.

    O resultado mensal da produção industrial apresentou perdas de forma generalizada entre as categorias econômicas, tendo como destaque o recuo de 5,5 por cento na fabricação de Bens de Consumo Duráveis.

    Esse resultado foi influenciado, em grande parte, pela queda de 5,1 por cento na produção de automóveis, veículos automotores, reboques e carrocerias.

    “A redução nas exportações de veículos, especialmente para a Argentina devido à crise econômica naquele país, combinada a um ambiente de incerteza política e econômica que freia o investimento do empresário e as decisões do consumidor brasileiro” contribuíram para a queda na produção de veículos, explicou o gerente da pesquisa, André Macedo, em nota.

    De acordo com o IBGE, foi verificado um grande número de fábricas de automóveis com paralisações ou férias coletivas no mês de setembro.

    Entre as outras categorias econômicas, os Bens de Capital, uma medida de investimento, apresentaram retração de 1,3 por cento, enquanto os Bens Intermediários tiveram queda de 1,0 por cento.

    As eleições presidenciais marcadas por fortes incertezas e associadas ao ritmo fraco da atividade vinham afetando o consumo e o ímpeto de investimentos no país. Os sinais ainda indicam fraqueza à frente, uma vez que em outubro a confiança da indústria recuou pela terceira vez seguida diante da piora no cenário de negócios.

    Na mais recente pesquisa Focus realizada pelo Banco Central com economistas, a projeção é de uma expansão da indústria em 2018 de 2,71 por cento, com uma expectativa de crescimento do PIB de 1,36 por cento.

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