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    Após meses de espera, Amazon.com inicia vendas diretas no Brasil com 11 categorias de produtos

    Por Gabriela Mello

    SÃO PAULO (Reuters) - A varejista norte-americana Amazon.com inicia nesta terça-feira as vendas diretas de 11 categorias de produtos a partir do seu novo centro de distribuição em Cajamar (SP), em mais um passo da tão aguardada expansão das operações na maior economia da América Latina.

    O lançamento ocorre após vários meses de espera e confirma reportagens veiculadas pela Reuters no último ano sobre os esforços da gigante para superar os desafios logísticos inerentes a um país tão extenso quanto o Brasil e avançar com o chamado Fulfillment by Amazon (FBA).

    'Lançamos com 320 mil produtos diferentes em inventário, sendo 200 mil livros... Nossa obsessão é sempre aumentar esse catálogo e ter tudo aquilo que o brasileiro procura e quer comprar na internet', afirmou à Reuters o presidente da Amazon no Brasil, Alex Szapiro.

    Ainda segundo o executivo, embora o momento coincida com o início de um novo governo, a decisão nada tem a ver com política ou macroeconomia. 'Temos sido otimistas no Brasil há anos... Eram outros governos quando tomamos decisões lá atrás, então para nós não influencia em nada', explicou.

    A Amazon.com desembarcou no Brasil em 2012, concentrando-se inicialmente na venda de livros digitais e físicos, e começou a adicionar novas categorias a partir de 2017 por meio da venda de produtos de terceiros.

    A companhia não informa o tamanho da base de vendedores do marketplace, que ganhará quatro novas verticais a partir desta terça-feira: bebês, brinquedos, beleza e cuidado pessoal. Essas e outras sete estarão disponíveis na plataforma de venda direta, amplamente conhecida como 1P dentro o jargão de varejo.

    'Temos mais de 800 fornecedores/marcas distintos para venda direta', acrescentou Szapiro, sem entrar em detalhes sobre as negociações.

    Em novembro, a Reuters noticiou que os esforços da Amazon para iniciar a venda direta no Brasil esbarravam em um complexo sistema tributário, logística complicada e relações árduas com fornecedores. Na ocasião, fontes citaram a pouca flexibilidade por parte da gigante varejista como um dos principais entraves.

    'Como toda boa negociação, você se senta e quer ter as melhores condições para oferecer ao cliente... Nunca tem uma em que não haja discussão sobre os termos', comentou o executivo ao ser questionado sobre o tom das conversas.

    Exceto livros, cuja distribuição seguirá sob os cuidados da operadora logística Luft em Barueri (SP), os demais itens para venda direta serão despachados a partir do galpão logístico em Cajamar, segundo ele.

    Com 47 mil metros quadrados, o equivalente a 10 campos de futebol, a instalação é fruto de uma parceria com a também norte-americana Prologis, conforme antecipou a Reuters mais de 11 meses atrás.

    Szapiro não revelou o investimento nem o número de pessoas contratadas para o lançamento da plataforma 1P, mas disse que a Amazon emprega mais de 1.400 pessoas direta e indiretamente somadas todas as operações no Brasil.

    Em relatório divulgado na segunda-feira, os analistas do BTG Pactual Fabio Monteiro e Luiz Guanais destacaram que o foco maior da Amazon no segmento de venda direta significa que a empresa está pronta para fortalecer os investimentos, potencialmente via parcerias com operadores e transportadoras que atuam no regime conhecido como 'última milha', em que produtos comprados pela internet são entregues em poucas horas.

    Eles ponderaram, contudo, que a companhia deverá adotar uma 'abordagem gradual', dada a concorrência acirrada de varejistas já bem estabelecidas no mercado brasileiro. 'Esse cenário deve impedir a Amazon de crescer rápido no Brasil. Em nosso estudo, ela compete por uma participação de mercado de duplo dígito baixo', escreveram.

    Mesmo assim, as ações de empresas de comércio eletrônico reagiram negativamente à expectativa de lançamento da plataforma 1P da Amazon, com B2W, Magazine Luiza e Lojas Americanas entre os destaques negativos do Ibovespa na segunda-feira.

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    Varejo no Brasil tem melhor novembro em 18 anos aquecido pela 'Black Friday'

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - As vendas no varejo do Brasil registraram o melhor resultado para novembro em 18 anos aquecidas pela 'Black Friday' e recuperaram as perdas do mês anterior com ganhos generalizados entre as atividades.

    Em novembro, as vendas varejistas cresceram 2,9 por cento na comparação com outubro, quando houve queda de 1,1 por cento em dado revisado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

    Esse resultado representa o ritmo mais forte para o mês desde o início da série histórica do IBGE, em 2000. Também é a maior taxa desde janeiro de 2017, quando houve alta de 4 por cento.

    Anteriormente, o IBGE havia divulgado queda de 0,4 por cento em outubro.

    Na comparação com o mesmo mês de 2017, houve avanço de 4,4 por cento nas vendas.

    'O eixo do comércio tem se deslocado no fim do ano de dezembro para novembro. Há uma antecipação de compras de Natal aproveitando as promoções da 'Black Friday'. Nos últimos anos, novembro tem sido um mês até mais forte que dezembro', disse a gerente da pesquisa do IBGE, Isabella Nunes.

    Entre as oito categorias pesquisadas, seis tiveram alta em novembro, principalmente entre aquelas ligadas à 'Black Friday'. Os destaques foram o aumento nas vendas de Outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,9 por cento), Móveis e eletrodomésticos (5,0 por cento) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,8 por cento).

    'Os setores que têm um venda online forte na 'Black Friday'... são os que têm o melhor desempenho por serem fortes nessa data', acrescentou.

    Apresentaram queda na comercialização somente Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,9 por cento) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação

    (-0,2 por cento).

    No varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, as vendas subiram 1,5 por cento em novembro sobre o mês anterior.

    Após um ano de altos e baixos marcado por uma economia sem fôlego expressivo e alto nível de desemprego, coube à Black Friday, entre 23 e 25 de novembro, as expectativas de um final de ano mais forte para o varejo brasileiro, com o Natal ainda suscitando perspectivas de mais ganhos para o setor.

    Em dezembro, a confiança do comércio apurada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou melhora significativa tanto na percepção dos empresários em relação à situação atual quanto nas expectativas, terminando o ano em seu maior valor em quase seis anos.

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    Vendas do setor supermercadista no Brasil sobem 3,3% em novembro, diz Abras

    Por Gabriela Mello

    SÃO PAULO (Reuters) - As vendas de supermercados no Brasil em novembro cresceram 3,33 por cento em termos reais ante igual período de 2017 e 5,36 por cento sobre outubro, informou nesta sexta-feira a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

    No ano até novembro, o setor apurou crescimento real de 1,97 por cento em relação aos 11 primeiros meses de 2017, de acordo com o levantamento.

    O desempenho acumulado fica aquém da alta de 2,53 por cento anteriormente projetada pela Abras para 2018, e a associação já considera que o resultado final do ano deverá ficar em torno de 2 por cento.

    'Mesmo assim, um resultado positivo sempre é bom, e será acima do PIB, que de acordo com as últimas projeções do mercado financeiro deverá encerrar o ano em torno de 1,3 por cento', disse o presidente da Abras, João Sanzovo Neto, em nota.

    Em termos nominais, as vendas supermercadistas em novembro cresceram 5,14 por cento sobre outubro e 7,51 por cento ante o mesmo mês de 2017. No acumulado, a variação nominal é de 5,58 por cento sobre os 11 primeiros meses do ano passado.

    PREÇOS

    Em novembro, a cesta de produtos Abrasmercado teve alta nominal de 3,81 por cento sobre igual mês de 2017, mas caiu 0,52 por cento sobre outubro, para 461,48 reais.

    Conforme a pesquisa, os itens que mais encareceram em relação ao mês anterior foram cebola (+42,3 por cento), batata (+23,5 por cento), tomate (+12,8 por cento) e refrigerante pet (+2,04 por cento).

    Na outra ponta, leite longa vida, xampu, arroz e pernil foram os que registraram as maiores quedas de preço.

    Ainda segundo a Abras, todas as regiões tiveram queda no valor da cesta Abrasmercado, com o Nordeste em destaque, com recuo de 1,93 por cento. Na sequência vieram Norte (-1,61 por cento), Sudeste (-1,12 por cento), Centro-Oeste (-1,07 por cento) e Sul (-0,4 por cento).

    (Por Gabriela Mello)

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    Vendas no varejo do Brasil frustram expectativa e recuam em outubro pelo 2º mês seguido

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - As vendas de livros, móveis e eletrodomésticos e de vestuário pressionaram e as vendas no varejo frustraram as projeções e recuaram em outubro no país, deixando para a 'Black Friday' e o Natal as expectativas de um final de ano mais forte para o setor.

    As vendas varejistas tiveram em outubro recuo de 0,4 por cento na comparação com o mês anterior, de acordo com dado divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na segunda queda seguida.

    O resultado frustrou a expectativa em pesquisa da Reuters de ganho de 0,1 por cento.

    'As atividades que mais têm crescido são as de primeira necessidade, como supermercados e farmacêuticos. Já aquelas que dependem de crédito e financiamento andam patinando', disse a gerente da pesquisa do IBGE, Isabella Nunes.

    Sobre outubro de 2017, as vendas tiveram avanço de 1,9 por cento, contra projeção dos economistas consultados no levantamento de alta de 3,2 por cento.

    Das oito categorias pesquisadas, cinco tiveram queda nas vendas no mês. A comercialização de livros, jornais, revistas e papelaria caiu 7,4 por cento; as vendas de móveis e eletrodomésticos recuaram 2,5 por cento, e as de tecidos, vestuário e calçados tiveram queda de 2,0 por cento.

    As vendas de combustíveis e lubrificantes recuaram 1,2 por cento e as de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação caíram 0,8 por cento.

    Somente as atividades hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,3 por cento), outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,7 por cento) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,9 por cento) apresentaram avanço.

    No varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, as vendas apresentaram perda de 0,2 por cento, embora material de construção tenha subido 1,3 por cento.

    As vendas varejistas apresentaram altos e baixos ao longo de todo o ano, em meio a uma economia que enfrentou dificuldades para imprimir um ritmo forte com nível alto de desemprego.

    No terceiro trimestre, o consumo das famílias avançou 0,6 por cento na comparação com os três meses anteriores, em um cenário de juros e inflação mais baixos.

    'Ainda temos dois meses fortes para o comércio, com Black Friday e Natal. São dois meses em que se espera mais do comércio ainda, mais com o emprego crescendo um pouco, mesmo pela informalidade', disse Isabella.

    Em novembro, quando aconteceu a 'Black Friday' entre 23 e 25 de novembro, o otimismo causado pelo fim do período eleitoral aumentou e a confiança do comércio no Brasil registrou o maior nível em mais de quatro anos e meio, de acordo com pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV).

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    Vendas no varejo do Brasil têm pior setembro em 18 anos e fecham 3º tri estagnadas

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - As vendas no varejo do Brasil recuaram mais do que o esperado e registraram o pior desempenho para setembro em 18 anos, devido às perdas em supermercados e combustíveis, indicando incertezas para os últimos meses de 2018 após encerrarem o terceiro trimestre com estagnação.

    Em setembro, as vendas no varejo caíram 1,3 por cento em relação a agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

    Este foi o pior resultado para o mês na série histórica iniciada em 2000 e bem pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 0,2 por cento.

    Em relação ao mesmo mês de 2017, as vendas apresentaram ganho 0,1 por cento, também bem abaixo da projeção na pesquisa de alta de 1,6 por cento.

    Ao encerrarem o terceiro trimestre com estabilidade sobre os três meses anteriores, as vendas do varejo mostram enfraquecimento ao longo do ano, após alta de 0,8 por cento no segundo trimestre e de 1 por cento nos primeiros três meses do ano.

    Em setembro, seis das oito categorias pesquisadas mostraram queda nas vendas, sendo que a comercialização de combustíveis e lubrificantes caiu 2 por cento no mês na comparação com agosto, registrando também o pior resultado para setembro na série histórico.

    Com forte peso no bolso dos consumidores, o setor de hiper e supermercados viu suas vendas contraírem 1,2 por cento em setembro, o pior resultado para o mês desde 2002.

    O movimento, de acordo com o IBGE, se deu por conta do aumento dos preços --em setembro, a inflação de alimentos e bebidas foi de 0,10 por cento, após uma queda nos preços de 0,34 por cento em agosto. Já os preços dos combustíveis subiram em setembro 4,18 por cento, após queda de 1,86 por cento no período anterior.

    'A inflação de combustíveis e hipermercados teve efeito negativo sobre as vendas. A alta dos combustíveis tem a ver com elevações promovidas pela Petrobras e, no caso dos alimentos, houve alta na alimentação domiciliar', explicou a gerente da pesquisa do IBGE, Isabella Nunes.

    As vendas no varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, tiveram recuo de 1,5 por cento no período, pressionadas principalmente pela queda de 1,7 por cento em material de construção na comparação com agosto.

    A atividade econômica brasileira vem apresentando um ritmo fraco, o que associado às incertezas ligadas às eleições presidenciais vinham contendo o consumo no país.

    Tanto a confiança do comércio quanto do consumidor indicaram melhora em outubro, mas alto nível de desemprego e a informalidade ainda são fatores limitantes.

    'Temos uma grande informalidade no Brasil, e isso afeta o poder de compra de consumo dos brasileiros. O mercado de trabalho tem sido um freio para o consumo', completou Isabella.

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    ENFOQUE-Negociações duras, desafios logísticos e tributários retardam avanço da Amazon no Brasil

    Por Gabriela Mello e Gram Slattery

    SÃO PAULO (Reuters) - A norte-americana Amazon.com se depara com algumas dificuldades para expandir suas operações no Brasil, um promissor mercado que vem se mostrando desafiador para a maior varejista online do mundo, disseram quase vinte fontes com conhecimento do assunto.

    Os desafios incluem um complexo sistema tributário no país, logística complicada e relações árduas com alguns dos principais fornecedores, que afirmam que a gigante de Seattle age com pouca flexibilidade nas negociações de preços, embora ainda seja pequena no comércio eletrônico brasileiro.

    Várias companhias reconhecidas no país, incluindo a varejista de moda AMARO e a fabricante de calçados e acessórios Arezzo, recusaram as ofertas da Amazon para vender seus produtos na plataforma, afirmaram sete das fontes ouvidas.

    Outros grandes grupos de eletrônicos --como a Lenovo, uma das maiores fabricantes de computadores do mundo-- assinaram contratos só nas últimas semanas, depois de vários meses de intensas conversas.

    Mas a varejista norte-americana continua avançando com os planos de construir sua própria rede para venda direta, entrega e atendimento no Brasil, tarefas atualmente conduzidas por vendedores que usam a plataforma de marketplace da Amazon.

    Ainda assim, a expansão da operação no Brasil está levando mais tempo que o esperado e, quando finalmente lançada, deve ser modesta em comparação com a de outros mercados emergentes, como Índia e México, conforme entrevistas conduzidas com ex e atuais funcionários, fabricantes, consultores e outras pessoas a par dos esforços da Amazon no país.

    Em resposta a uma série de perguntas feitas pela Reuters, a Amazon disse que 'não comenta sobre rumores ou especulações'. A Amaro não quis se manifestar, enquanto Arezzo e Lenovo não responderam imediatamente ao pedido de comentário.

    A dificuldade na expansão da Amazon no Brasil surge num momento em que a varejista encontra-se sob pressão para aumentar as vendas fora do mercado norte-americano. Na semana passada, as ações da companhia perderam força, depois que o balanço do terceiro trimestre mostrou vendas internacionais decepcionantes e uma desaceleração do crescimento em geral.

    Ainda que tenha crescido rapidamente em alguns mercados emergentes, a Amazon continua se empenhando para alcançar o mesmo resultado no Brasil, onde forte competidores locais dominam o mercado de comércio eletrônico.

    Só em 2018, as ações da B2W negociadas na bolsa paulista já subiram pouco mais de 70 por cento, enquanto as da Magazine Luiza acumulam valorização de quase 109 por cento desde o começo do ano.

    Para o gestor de ativos Alexandre Silvério, cuja empresa detém posições consideráveis em algumas das maiores empresas de ecommerce do Brasil, a Amazon terá que lutar para avançar no mercado brasileiro.

    'O Brasil é muito diferente de outros mercados. Você precisa conhecer questões logísticas, tributárias', disse Silvério, diretor de investimentos da AZ Quest Investimentos. 'Eu não sei como estará o mercado de comércio eletrônico em 10 anos. Mas, no curto prazo, não estou preocupado' com o impacto da entrada da Amazon no Brasil sobre rivais, acrescentou.

    IMPOSTOS, LOGÍSTICA E BUROCRACIA

    A Amazon está presente no varejo brasileiro desde 2012, tendo concentrado sua atuação principalmente na venda de livros durante boa parte do tempo.

    A empresa não informa os números de venda no Brasil, mas analistas estimam que a receita da Amazon no país seja uma fração do faturamento da B2W e do Magazine Luiza. Juntas, as duas venderam mais de 17 bilhões de reais em 2017.

    Em outubro do ano passado, a Amazon ampliou o escopo das operações brasileiras para além da venda de livros, abrindo a plataforma para terceiros venderem eletrônicos. Com o Amazon Marketplace, vendedores são responsáveis pela venda e entrega dos produtos comercializados.

    Nos últimos meses, a companhia lentamente expandiu as categorias de produtos negociados no marketplace, incluindo roupas e itens esportivos.

    Mas uma estratégia central para a Amazon nos mercados que domina é internalizar todas as funções para garantir entrega rápida e atendimento de primeira linha ao cliente. No jargão do varejo esse formato é conhecido como '1P'.

    No Brasil, a empresa estabeleceu as bases no último ano para o lançamento da operação 1P, alugando um grande galpão próximo a São Paulo, fazendo várias contratações e discutindo parcerias logísticas com grupos como a companhia aérea Azul, de acordo com pessoas familiarizadas com os esforços.

    A Amazon planejava em determinado momento lançar a operação 1P no Brasil em setembro, disse uma fonte com conhecimento direto do assunto. Desde então, diversos parceiros da companhia reportaram repetidos atrasos no lançamento do negócio de venda direta.

    Alguns chegaram a questionar se a nova plataforma estaria pronta a tempo da Black Friday, em 23 de novembro, a data mais importante para o varejo brasileiro depois do Natal.

    Montar uma infraestrutura logística tem sido um dos passos mais desafiadores para Amazon, afirmaram duas pessoas a par das operações no Brasil, destacando as rodovias muitas vezes congestionadas e frequentes roubos de cargas.

    A Amazon também tem tido dificuldades para lidar com o complexo sistema tributário brasileiro, disseram outras três fontes. Muitas varejistas online nacionais dispõem de extensos departamentos exclusivamente dedicados a questões fiscais.

    Atualmente, a varejista está com diversas vagas abertas no Brasil em áreas envolvendo funções de contabilidade, tributação e marketing, incluindo analista fiscal, gerente de desenvolvimento de parcerias, especialista de catálogos, entre outros.

    Um executivo de uma fabricante de eletrodomésticos afirmou que representantes da Amazon adiaram as previsões de lançamento da plataforma 1P várias vezes, citando dificuldades para tratar de impostos.

    FALANDO GROSSO

    Talvez o ponto mais significativo dos percalços para lançar a operação 1P tenha sido o tom das negociações entre a Amazon e potenciais fornecedores.

    A varejista se reuniu no início de março com fabricantes de eletrônicos, perfumaria e outros produtos em um hotel na cidade de São Paulo para introduzir o serviço 1P no país, de acordo com pessoas que participaram do encontro.

    Na ocasião, representantes da Amazon ficaram surpresos com o nível de ceticismo entre os potenciais fornecedores, contou uma das fontes.

    A varejista 'tentava negociar com as marcas pensando ser a Amazon U.S.', disse a pessoa, que tinha conhecimento direto das conversas. 'Mas você está em um mercado no Brasil com muitos concorrentes' que são significativamente maiores, acrescentou.

    Participantes da reunião se depararam com uma postura inflexível da Amazon para negociar, segundo dois representantes de fabricantes de eletrodomésticos. Eles disseram que a situação pouco melhorou nos encontros individuais feitos posteriormente com a varejista.

    Muitos dos fornecedores presentes na reunião disseram sentir que a Amazon tentava evitar uma adaptação dos termos do contrato à realidade do mercado varejista brasileiro. Um executivo de uma fabricante de eletrônicos, por exemplo, citou desentendimentos com a Amazon sobre como separar o custo de lidar com possíveis reclamações de clientes junto aos órgãos municipais e estaduais de proteção ao consumidor.

    Vendedores que concordaram em participar da plataforma 1P disseram que a iniciativa não se desenvolve a ponto de tornar-se um sucesso na temporada de compras de fim de ano. Entre eles, a Lenovo assinou um acordo só na última semana e está entre um número de fornecedores que ainda precisam entregar os produtos para Amazon, enquanto o Natal se aproxima rapidamente, disse uma pessoa a par do assunto.

    Três outras empresas, incluindo a chinesa Midea, uma grande fabricante de eletrodomésticos e aparelhos de ar condicionado no Brasil, venderão apenas uma pequena seleção de produtos por meio da operação 1P da Amazon, disseram duas pessoas familiarizadas com a situação. Elas descreveram os esforços como uma modesta 'fase de testes' para identificar eventuais falhas no sistema da varejista.

    Representantes da Midea não comentaram imediatamente o assunto.

    Silvério, enquanto isso, continuará apostando nos rivais brasileiros da Amazon. 'Havia medo quando a Amazon começou a olhar para o Brasil', disse ele. 'Mas ela tem feito as coisas muito cautelosamente.'

    (Reportagem adicional de Julia Love na Cidade do México e Jeffrey Dastin, em São Francisco)

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    Via Varejo tem prejuízo R$79 mi no 3º tri apesar de alta nas vendas; margens recuam

    SÃO PAULO (Reuters) - A Via Varejo encerrou o terceiro trimestre com prejuízo 79 milhões de reais, revertendo lucro de 46 milhões de reais um ano antes, apesar do aumento de vendas físicas e online que vieram, contudo, ao custo de margens menores diante de uma demanda ainda fraca e ambiente competitivo no setor.

    A rede de varejo dona das marcas Casas Bahia e Pontofrio registrou receita líquida de 6,377 bilhões de reais de julho a setembro, um acréscimo de 4,4 por cento em relação ao mesmo período de 2017. As vendas 'mesmas lojas' subiram 4,2 por cento. A receita contábil das lojas físicas aumentou em 5,2 por cento.

    A companhia destacou que o desempenho foi resultado de importante ganho de participação de mercado no período.

    No segmento online, o Gross Merchandise Value (GMV)- montante transacionado em reais no site, incluindo operações do marketplace - faturado subiu 13,6 por cento. O marketplace respondeu por 26,2 por cento do total, com alta de 19,5 por cento.

    A margem bruta no terceiro trimestre, porém, ficou em 29,2 por cento, queda de 3,56 pontos percentuais frente ao mesmo período do ano passado, 'em função de um ambiente de vendas mais desafiador e menor penetração de produtos rentáveis como o crediário e serviços', disse a empresa.

    A Via Varejo também afirmou que, no três meses encerrados em setembro, reclassificou algumas despesas trabalhistas para custo.

    O Ebitda ajustado atingiu 161 milhões de reais, com queda de 61,6 por cento. A margem Ebitda ajustada caiu 4,33 pontos, para 2,5 por cento no período.

    'Vale ressaltar que esse último período foi marcado por importantes implementações em sistemas críticos da companhia. São mudanças profundas, essenciais para a empresa reestruturar suas fundações. Uma vez superado o processo natural de curva de adoção e aprendizado, acreditamos que essa decisão estratégica trará evoluções significativas em produtividade e na experiência dos nossos clientes', disse a Via Varejo.

    A companhia fechou o terceiro trimestre com caixa líquido ajustado de 1,625 bilhão de reais, incluindo a carteira de recebíveis não descontados no valor de 1,714 bilhão de reais.

    A rede também encerrou o período com uma variação de capital de giro positiva em relação ao terceiro trimestre de 2017, de 2,462 bilhões de reais. 'Estrategicamente, seguimos com estoques elevados (financiado por nossos fornecedores) uma vez que entramos no período de maior venda da Companhia, com a Black Friday e Natal.'

    O período de julho a setembro também foi marcado por aumento nas despesas com vendas, gerais e administrativas em relação a receita líquida, para 27,1 por cento versus 26,3 por cento no terceiro trimestre de 2017, com aumento das despesas judiciais e maiores despesas de marketing.

    NOVAS LOJAS

    A Via Varejo abriu 15 novas lojas no terceiro trimestre, sendo 11 no formato Smart e 4 quiosques, enquanto encerrou as operações de 23 lojas no período citando fraco desempenho operacional e financeiro. No caso dos quiosques, a empresa pretende acelerar a expansão do modelo e espera finalizar o ano com 20 unidades em função do desempenho obtido.

    Também no terceiro trimestre foram abertas 44 novas Lojas Hub, totalizando 62 unidades do modelo.

    (Por Paula Arend Laier)

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    Varejo do Brasil tem melhor agosto em 4 anos mas resultado não indica aceleração, diz IBGE

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - As vendas varejistas subiram em agosto bem acima do esperado e registraram o melhor resultado para o mês em quatro anos, porém em um desempenho que ainda não indica aceleração do setor devido ao ambiente de atividade econômica lenta e desemprego elevado no país.

    Em agosto, as vendas no varejo subiram 1,3 por cento na comparação com o mês anterior e interromperam sequência de três meses de perdas, de acordo com os dados informados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O resultado ficou bem acima da expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas de alta de 0,3 por cento e representou a melhor leitura para o mês de agosto desde 2014 (1,7 por cento), além de ser a melhor taxa do ano.

    Na comparação com agosto de 2017, houve aumento de 4,1 por cento, contra expectativa de avanço de 1,5 por cento, no resultado mais forte para agosto desde 2013 (6,2 por cento).

    Apesar do resultado elevado, a atividade econômica no Brasil continua encontrando dificuldades em imprimir um ritmo mais forte, em um ambiente de incertezas com as eleições presidenciais que vem mantendo o desemprego alto e contendo o ímpeto de compras.

    'O resultado não é reversão de tendência ou virada. O que houve em agosto foi uma recuperação de perdas para o comércio depois de desempenhos afetados pela greve dos caminheiros', explicou a gerente da pesquisa, Isabella Nunes.

    'Foi um resultado importante, mas não quer dizer que o comércio vai deslanchar', completou.

    O mês teve um perfil disseminado de alta entre as atividades pesquisadas, com sete das oito categorias apresentando avanços. Os destaques ficaram para Tecidos, vestuário e calçados (5,6 por cento), Combustíveis e lubrificantes (3,0 por cento), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,5 por cento) e Móveis e eletrodomésticos (2,0 por cento).

    'Vestuários e calçados e artigos domésticos são atividades ligadas ao dia dos pais, e também houve baixa temperatura em agosto, em que normalmente o comércio faz promoções. Isso estimulou as vendas', completou Isabella.

    A única atividade a apresentar contração nas vendas foi Livros, jornais, revistas e papelaria, com queda de 2,5 por cento.

    As vendas no varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, tiveram expansão de 4,2 por cento sobre julho, com alta de 5,4 por cento em Veículos, motos, partes e peças e de 4,6 por cento em Material de construção.

    (Edição de Marcela Ayres)

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    Casino rejeita tentativa de fusão que Carrefour nega ter feito

    Por Sudip Kar-Gupta e Pascale Denis

    PARIS (Reuters) - Dois dos maiores grupos supermercadistas da França entraram em uma disputa nesta segunda-feira, depois que o Casino anunciou ter rejeitado uma tentativa de fusão do maior rival Carrefour, que o Carrefour negou ter feito.

    Duas fontes com conhecimento do assunto disseram à Reuters que houve uma reunião em 12 de setembro entre o presidente-executivo do Carrefour, Alexandre Bompard, e o presidente-executivo do Casino, Jean-Charles Naouri, para discutir uma ampla gama de tópicos sobre oportunidades para os dois.

    No entanto, uma fonte do governo francês disse que o governo - que normalmente se espera que poderia ser notificado - não estava ciente de qualquer negociação de fusão entre as empresas.

    Os grupos de supermercados da França estão procurando maneiras de aumentar os lucros depois de uma prolongada guerra de preços em casa, e também estão sob pressão para se modernizarem para combater os movimentos da gigante online Amazon e outros no setor.

    Analistas disseram que qualquer fusão entre o Carrefour e o Casino deve atrair um exame minucioso de órgãos reguladores da concorrência, já que o Carrefour é a segunda maior rede da França, com 20 por cento de participação de mercado, e o Casino tem quase 12 por cento.

    O Casino, cujas ações caíram este ano devido a preocupações com sua dívida, disse que foi contatado pelo Carrefour nos últimos dias sobre uma possível união, acrescentando que seu conselho de diretores se reuniu no domingo e 'unanimemente' decidiu rejeitar a abordagem.

    'O conselho de administração também reconheceu as barreiras, na França e no Brasil, a uma combinação com o Carrefour, especialmente em termos de concorrência e emprego', disse o dono dos supermercados Monoprix e Geant em um comunicado.

    No entanto, o Carrefour - que, como o Casino, tem um grande negócio no Brasil - negou qualquer abordagem, dizendo em um comunicado que estava surpreso de que o conselho de administração do Casino poderia considerar 'uma proposta de fusão que não existe'.

    'As dificuldades enfrentadas pelo Casino e seu acionista controlador não justificam as comunicações inoportunas, enganosas e infundadas', afirmou o Carrefour.

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    Vendas do varejo no Brasil crescem 4,7% em agosto, mostra índice da Cielo

    SÃO PAULO (Reuters) - As vendas do varejo no Brasil avançaram 4,7 por cento em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado, descontada a inflação, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), divulgado nesta segunda-feira pela companhia de meios de pagamento Cielo.

    O número indica um avanço após dois meses seguidos de desaceleração na comparação anual, com o desempenho favorecido pelo efeito calendário. Neste ano, agosto teve uma sexta-feira a mais, dia da semana geralmente mais forte para o varejo, e uma terça-feira a menos, que, segundo a Cielo, tem como característica ser mais um dia fraco em faturamento para o setor varejista.

    Em termos nominais, a alta foi de 7,8 por cento em relação a agosto do ano passado.

    Ajustados aos impactos do calendário, o índice deflacionado mostraria alta de 4,1 por cento, uma aceleração em relação ao avanço de 1,4 por cento verificado em julho. Já o ICVA nominal com ajuste calendário subiu 7,2 por cento na comparação com o mesmo período de 2017.

    'O desempenho de agosto surpreende positivamente, mesmo descontando o efeito de calendário. O grande destaque foi o setor de Vestuário, que puxou a alta. Além disso, tivemos neste mês o início do período de saque do PIS, o que aumenta o poder de compra do consumidor e ajuda a explicar este resultado', disse Gabriel Mariotto, diretor de inteligência da Cielo, em comunicado.

    No mês passado, a maior aceleração foi verificada em bens duráveis e semiduráveis, sendo que o destaque neste segmento foi vestuário. O setor de alimentação também se sobressaiu positivamente, puxando o grupo de serviços. O grupo de supermercados/hipermercados e drogarias/farmácias também colaborou para o crescimento no mês de agosto.

    (Por Flavia Bohone)

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    Vendas no varejo do Brasil têm queda inesperada e pior julho em 2 anos

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - As vendas no varejo do Brasil caíram inesperadamente em julho e registraram o pior resultado para o mês em dois anos pressionadas principalmente por móveis e eletrodomésticos, enfatizando a cautela e incertezas dos consumidores em meio ao cenário de atividade econômica mais fraca.

    As vendas varejistas caíram 0,5 por cento em julho sobre junho, terceiro resultado negativo seguido, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

    Essa foi a leitura mais fraca para julho desde a queda de 0,9 por cento das vendas em 2016 e contrariou as expectativas em pesquisa da Reuters de alta de 0,3 por cento.

    Na comparação com o mesmo mês do ano passado, as vendas tiveram queda de 1,0 por cento, também o pior julho desde 2016 (-5,6 por cento) e interrompendo 15 resultados positivos seguidos, com projeção de avanço de 1,2 por cento.

    Em meio ao cenário de atividade econômica lenta e desemprego ainda alto, embora a inflação no Brasil permaneça em níveis baixos, o setor varejista viu em julho queda no volume de vendas em cinco das oito atividades pesquisadas sobre o mês anterior.

    'O mercado de trabalho continua complicado, o ambiente eleitoral também é marcado por incertezas e tudo isso faz com que o consumidor fique conservador e cauteloso, especialmente nos bens que pode adiar e evitar', explicou a gerente da pesquisa, Isabella Nunes.

    Os destaques negativos ficaram para as perdas de 4,8 por cento em Móveis e eletrodomésticos, de 2,5 por cento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico e de 1,0 por cento em Tecidos, vestuário e calçados. Segundo o IBGE, esses setores juntos pesam 30 por cento do total do varejo.

    'Móveis e eletrodomésticos e Outros foram as principais âncoras devido ao bom desempenho em junho com a promoção de vendas de TVs em razão da Copa do Mundo', completou Isabella.

    Na outra ponta, as vendas de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com importante peso sobre o bolso do consumidor, aumentaram 1,7 por cento em julho.

    As vendas no varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, encolheram 0,4 por cento em julho na comparação com o mês anterior, pressionado principalmente pelas perdas de 2,7 por cento de Materiais de construção.

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    Walmart tem maior alta em vendas comparáveis nos EUA em uma década e ações disparam

    Por Nandita Bose

    NOVA YORK (Reuters) - O Walmart reportou nesta quinta-feira lucro trimestral e vendas que superaram as estimativas, conforme mais clientes visitaram suas lojas e um website repaginado impulsionou vendas online.

    O maior varejista do mundo também elevou suas projeções para lucro e vendas no ano, excluindo qualquer impacto da aquisição da empresa indiana de comércio eletrônico Flipkart, que ainda está em processo de conclusão.

    As vendas comparáveis do Walmart nos Estados Unidos tiveram a maior alta em uma década, impulsionadas pelo forte desempenho em mercearia, vestuário e produtos sazonais, que se recuperaram no segundo trimestre após um início fraco em abril.

    O Walmart tem quatro anos seguidos de crescimento nos EUA, marca que não foi alcançada por nenhum outro varejista.

    O crescimento de seu comércio eletrônico nos EUA também ficou acima dos trimestres anteriores, impulsionado por mudanças como um novo formato do website e expansão continuada das ofertas de produtos de mercearia online. As vendas do comércio eletrônico cresceram 40 por cento, ante expansão de 33 por cento no trimestre anterior. A empresa disse que caminha para elevar as vendas online nos EUA em 40 por cento no ano.

    O desempenho das vendas ofuscou a continuidade das pressões de margem, decorrentes de corte de preços, custos mais altos de transporte de carga devido à escassez de motoristas de caminhão no país e ao investimento continuado em comércio eletrônico.

    As margens brutas caíram pelo quinto trimestre seguido, com queda de 0,17 ponto percentual.

    As ações da varejista subiam quase 10 por cento por volta das 12:30 (horário de Brasília).

    ESTRATÉGIA INTERNACIONAL

    As vendas internacionais subiram 3,1 por cento, para 29,2 bilhões de dólares em moeda constante, ajudadas por fortes vendas comparáveis em quatro de seus maiores mercados fora dos EUA -- México, Reino Unido, Canadá e China.

    A empresa tem buscado ajustar seu portfólio internacional. Em junho, o Walmart informou a venda de uma participação de 80 por cento nas operações no Brasil para a empresa de private equity Advent International.

    O Walmart recentemente também vendeu uma fatia majoritária em sua unidade britânica ASDA para o J Sainsbury e pagou 16 bilhões de dólares por uma participação majoritária a empresa de comércio eletrônico indiana Flipkart.

    O varejista também fechou acordos para vender as operações bancárias do Walmart Canada e Walmart Chile.

    As vendas em lojas dos EUA abertas há pelo menos um ano cresceram 4,5 por cento, excluindo flutuações de preços de combustíveis, acima das projeções de analistas, de alta de 2,38 por cento, de acordo com dados da Thomson Reuters I/B/E/S.

    O Walmart reportou prejuízo líquido para o trimestre encerrado em 31 de julho de 861 milhões de dólares, ou 0,29 dólar por ação, ante lucro líquido de 2,9 bilhões de dólares, ou 0,96 dólar por ação, um ano antes.

    Excluindo itens não recorrentes, como a perda relacionada à venda da fatia no Walmart Brasil, o varejista lucrou 1,29 dólar por ação, acima das expectativas de analistas de 1,22 dólar por ação, de acordo com dados da Thomson Reuters I/B/E/S.

    A receita total subiu 3,8 por cento, para 128 bilhões de dólares, superando as estimativas dos analistas, de 125,97 bilhões de dólares.

    Para o ano, o Walmart agora espera lucrar entre 4,90 dólares e 5,05 dólares por ação, acima da estimativa anterior de 4,75 a 5 dólares por ação, e excluindo qualquer impacto de sua aquisição da Flipkart.

    As vendas no conceito mesmas lojas nos EUA devem subir cerca de 3 por cento no ano fiscal 2019, acima da estimativa anterior, de pelo menos 2 por cento de alta.

    (Por Nandita Bose)

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