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    Walmart tem maior alta em vendas comparáveis nos EUA em uma década e ações disparam

    Por Nandita Bose

    NOVA YORK (Reuters) - O Walmart reportou nesta quinta-feira lucro trimestral e vendas que superaram as estimativas, conforme mais clientes visitaram suas lojas e um website repaginado impulsionou vendas online.

    O maior varejista do mundo também elevou suas projeções para lucro e vendas no ano, excluindo qualquer impacto da aquisição da empresa indiana de comércio eletrônico Flipkart, que ainda está em processo de conclusão.

    As vendas comparáveis do Walmart nos Estados Unidos tiveram a maior alta em uma década, impulsionadas pelo forte desempenho em mercearia, vestuário e produtos sazonais, que se recuperaram no segundo trimestre após um início fraco em abril.

    O Walmart tem quatro anos seguidos de crescimento nos EUA, marca que não foi alcançada por nenhum outro varejista.

    O crescimento de seu comércio eletrônico nos EUA também ficou acima dos trimestres anteriores, impulsionado por mudanças como um novo formato do website e expansão continuada das ofertas de produtos de mercearia online. As vendas do comércio eletrônico cresceram 40 por cento, ante expansão de 33 por cento no trimestre anterior. A empresa disse que caminha para elevar as vendas online nos EUA em 40 por cento no ano.

    O desempenho das vendas ofuscou a continuidade das pressões de margem, decorrentes de corte de preços, custos mais altos de transporte de carga devido à escassez de motoristas de caminhão no país e ao investimento continuado em comércio eletrônico.

    As margens brutas caíram pelo quinto trimestre seguido, com queda de 0,17 ponto percentual.

    As ações da varejista subiam quase 10 por cento por volta das 12:30 (horário de Brasília).

    ESTRATÉGIA INTERNACIONAL

    As vendas internacionais subiram 3,1 por cento, para 29,2 bilhões de dólares em moeda constante, ajudadas por fortes vendas comparáveis em quatro de seus maiores mercados fora dos EUA -- México, Reino Unido, Canadá e China.

    A empresa tem buscado ajustar seu portfólio internacional. Em junho, o Walmart informou a venda de uma participação de 80 por cento nas operações no Brasil para a empresa de private equity Advent International.

    O Walmart recentemente também vendeu uma fatia majoritária em sua unidade britânica ASDA para o J Sainsbury e pagou 16 bilhões de dólares por uma participação majoritária a empresa de comércio eletrônico indiana Flipkart.

    O varejista também fechou acordos para vender as operações bancárias do Walmart Canada e Walmart Chile.

    As vendas em lojas dos EUA abertas há pelo menos um ano cresceram 4,5 por cento, excluindo flutuações de preços de combustíveis, acima das projeções de analistas, de alta de 2,38 por cento, de acordo com dados da Thomson Reuters I/B/E/S.

    O Walmart reportou prejuízo líquido para o trimestre encerrado em 31 de julho de 861 milhões de dólares, ou 0,29 dólar por ação, ante lucro líquido de 2,9 bilhões de dólares, ou 0,96 dólar por ação, um ano antes.

    Excluindo itens não recorrentes, como a perda relacionada à venda da fatia no Walmart Brasil, o varejista lucrou 1,29 dólar por ação, acima das expectativas de analistas de 1,22 dólar por ação, de acordo com dados da Thomson Reuters I/B/E/S.

    A receita total subiu 3,8 por cento, para 128 bilhões de dólares, superando as estimativas dos analistas, de 125,97 bilhões de dólares.

    Para o ano, o Walmart agora espera lucrar entre 4,90 dólares e 5,05 dólares por ação, acima da estimativa anterior de 4,75 a 5 dólares por ação, e excluindo qualquer impacto de sua aquisição da Flipkart.

    As vendas no conceito mesmas lojas nos EUA devem subir cerca de 3 por cento no ano fiscal 2019, acima da estimativa anterior, de pelo menos 2 por cento de alta.

    (Por Nandita Bose)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Vendas no varejo do Brasil recuam 0,3% em junho e têm resultado pior que o esperado

    Vendas no varejo do Brasil recuam 0,3% em junho e têm resultado pior que o esperado

    Por Rodrigo Viga Gaier e Patrícia Duarte

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 10 Ago (Reuters) - As vendas no varejo brasileiro surpreenderam em junho ao encolherem pelo segundo mês seguido, ainda como reflexo da greve dos caminhoneiros que causou forte desabastecimento em todo o país e afetou a confiança dos agentes econômicos sobre o desempenho da economia como um todo neste ano.

    As vendas caíram 0,3 por cento em junho na comparação com o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, registrando o pior desempenho para junho desde 2015 (-1,1 por cento).

    Na comparação anual, o setor subiu 1,50 por cento em junho, ambos resultados piores do que o esperado. A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,2 por cento na comparação mensal e de avanço de 2,40 por cento sobre um ano antes.

    O cenário ficou ainda mais sombrio porque o IBGE revisou, e para muito pior, o desempenho das vendas varejistas em maio, que passaram de contração de 0,6 para queda de 1,2 por cento sobre o mês anterior.

    'A série ajustada não conhecia o evento paralisação dos caminhoneiros... é natural haver revisão mais acentuada', afirmou a gerente da pesquisa, Isabella Nunes. 'A entrada de junho transforma o dado de maio após melhor interpretação de dados novos', acrescentou.

    Maio foi marcado por desabastecimento em todo o país devido à greve dos caminhoneiros no final do mês, que abalou ainda mais a confiança tanto do empresariado quanto dos consumidores, que já estava estremecida pelas incertezas sobre a eleição presidencial.

    Segundo o IBGE, apesar da variação negativa, houve crescimento em cinco das oito atividades pesquisadas. A pressão negativa se deu nos segmentos de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-3,5 por cento), interrompendo dois meses de taxas positivas, e no de Combustíveis e lubrificantes (-1,9 por cento).

    As vendas no varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, subiram 2,5 por cento em junho sobre maio. As vendas de Veículos e motos, partes e peças saltaram 16 por cento, enquanto as de Material de construção subiram 11,6 por cento.

    Os sinais para o setor de varejo no país continuavam fracos. Em julho, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), a confiança do comércio recuou pela quarta vez consecutiva, sugerindo que o setor continuava perdendo o fôlego, pesando sobre esse cenário a vagarosa retomada do mercado de trabalho.

    Pesquisa Focus do Banco Central, que ouve uma centena de economistas todas as semanas, mostra que a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país estava em 1,5 por cento, a metade do que era projetado alguns meses antes.

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    Magazine Luiza dobra lucro do 2º tri para 140,7 mi, mas inicia 2º semestre com cautela

    Por Gabriela Mello

    SÃO PAULO (Reuters) - A Magazine Luiza quase dobrou o lucro líquido do segundo trimestre para 140,7 milhões de reais, após registrar a maior expansão trimestral de vendas em cinco anos, mas alertou que o segundo semestre demanda mais cautela em relação às perspectivas de curto prazo.

    'Poderemos ter um período mais desafiador e, certamente, teremos uma base comparativa de resultados ainda maior do que tivemos na primeira metade do ano', afirmou a companhia no material de divulgação do balanço trimestral nesta segunda-feira, destacando a recuperação mais lenta da economia, indefinições no cenário político e o aumento da cotação do dólar.

    Entre abril e junho, a Magazine Luiza vendeu, considerando todos os canais físico e online, um total de 4,6 bilhões de reais, alta de 43,3 por cento ano a ano, apoiada principalmente na aceleração do crescimento do comércio eletrônico para 66,1 por cento, ante 60,8 por cento no segundo trimestre de 2017.

    As vendas mesmas lojas físicas cresceram 27 por cento no segundo trimestre, ante 14 por cento no mesmo período do ano passado. A participação do comércio eletrônico no total vendido passou no período de 28,5 para 33 por cento.

    No final de julho, a rival Via Varejo, do grupo GPA, divulgou crescimento de vendas mesmas lojas de 5,8 por cento para o segundo trimestre.

    A receita líquida da empresa aumentou 36,9 por cento na mesma base de comparação, para 3,696 bilhões de reais, elevando o faturamento semestral a 7,31 bilhões de reais.

    Enquanto isso, as despesas com vendas cresceram 35,2 por cento no segundo trimestre, para 661,4 milhoes de reais, após investimentos em marketing na aquisição de novos clientes, logística e atendimento.

    Por outro lado, a Magazine reduziu em 18,1 por cento os gastos financeiros no período, para 112,1 milhões de reais, encerrando o mês de junho com um resultado financeiro líquido negativo de 72,6 milhões de reais, inferior aos 109,2 milhões de reais observados um ano atrás.

    Conforme o balanço, a diluição das despesas financeiras em um cenário de juros mais baixos contribuiu para uma alta de 32,5 por cento do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), para 312,4 milhões de reais.

    A Magazine Luiza tinha uma posição de caixa líquido de 1,34 bilhão de reais ao fim de junho, ante dívida líquida de 267,6 milhões de reais um ano atrás.

    Só no segundo trimestre, a companhia desembolsou 85 milhões de reais para abertura de lojas, reformas e investimentos em tecnologia. A empresa inaugurou 27 lojas lojas entre abril e junho e outras 30 devem ser abertas no terceiro trimestre, de acordo com o balanço.

    As ações da Magazine Luiza acumulam valorização de 72,5 por cento até agora em 2018, superando o desempenho de concorrentes como Via Varejo e B2W.

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    ENTREVISTA-Via Varejo se alia a plataforma de entregadores autônomos para ganhar agilidade logística

    Por Gabriela Mello

    SÃO PAULO (Reuters) - A Via Varejo começou a usar entregadores autônomos cadastrados na plataforma 'Eu Entrego' para agilizar ao cliente o recebimento de mercadorias compradas nos canais online das redes Casas Bahia e Pontofrio, em mais um esforço para contornar os desafios da infraestrutura logística do país e ganhar mais competitividade.

    Firmada em maio, a parceria com o aplicativo complementa a estratégia de construir pequenos galpões em lojas físicas, os chamados 'minihubs', a fim de reduzir em 80 por cento o tempo das entregas. A varejista de móveis e eletroeletrônicos já conta com 13 minihubs e planeja elevar esse número a 70 até o fim de agosto.

    'Quando lançamos o minihub já tínhamos a pretensão de não trabalhar com transportadoras convencionais... Conversamos com várias empresas e a Eu Entrego foi a mais compatível com o nosso negócio', disse à Reuters Diclei Remorini, diretor de distribuição e pós-venda da Via Varejo, sem fornecer detalhes financeiros do acordo.

    Criada há cerca de dois anos, a plataforma Eu Entrego tem cerca de 40 mil entregadores autônomos cadastrados, dos quais aproximadamente 10 mil estão ativos. A empresa ainda reúne cerca de 50 clientes corporativos, incluindo outros grupos grandes como a fabricante de cosméticos Natura e a empresa de alimentos BRF.

    'A operação começou com pessoas fazendo ofertas de entregas para outras e a partir do segundo ano passamos a conectar negócios a entregadores autonômos', disse Vinicius Pessin, um dos fundadores da Eu Entrego.

    As empresas que fazem uso da plataforma reduzem em 10 a 15 por cento o custo da entrega em relação às transportadoras convencionais, incluindo os Correios, afirmou Pessin. Segundo ele, a remuneração bruta do entregador autônomo pode chegar a 4.500 reais por mês.

    No caso da Via Varejo, os resultados da parceria foram positivos ainda na fase piloto, em junho, com cerca de 60 entregas por dia e prazo médio de 1,4 dia por entrega. 'O piloto já acabou, foi um sucesso, deu muito certo e agora já estamos em fase de implementação', afirmou Remorini, acrescentando que boa parte dos produtos despachados em parceria com a Eu Entrego são itens leves, como celulares e eletrônicos.

    Todas as lojas com minihubs serão integradas à Eu Entrego e a partir da próxima semana a varejista já ativará o serviço em dois minihubs por dia, segundo o executivo. Ele ressaltou que a decisão de usar a plataforma para entrega caberá exclusivamente à Via Varejo, dependendo da mercadoria e do local de entrega, e os clientes não terão cobrança diferenciada.

    O aplicativo permitirá o uso de outros modais de transporte, permitindo aos entregadores transitar durante todo o dia por cidades que antes tinham limitação de horários para caminhões. 'A entrega pode ser feita de carro, a pé, de ônibus ou bike. Incentivamos todos os modais através da Eu Entrego', comentou Remorini.

    Os esforços da Via Varejo para acelerar a integração dos canais online e offline e conquistar clientes com prazos de entrega mais rápidos ocorrem num momento em que o setor se prepara para uma concorrência mais acirrada no varejo, enquanto a gigante norte-americana Amazon se movimenta para intensificar a atuação no mercado brasileiro.

    Em 2018, as units da Via Varejo acumulam baixa de mais de 20 por cento, na contramão das rivais B2W e Magazine Luiza, que já subiram cerca de 45 e 62 por cento, respectivamente, desde o começo do ano.

    Fora o acordo com a Eu Entrego, a Via Varejo também está expandindo a parceria com os Correios para a retirada de itens comprados nos canais online e lojas físicas. Essa opção já está disponível em 1.200 agências do Brasil e o número pode chegar a 3 mil, conforme Remorini.

    O diretor de distribuição e pós-venda da Via Varejo ainda citou os planos de instalar armários em postos de combustível para expandir os pontos de retirada de mercadorias, mas ressaltou que essa não é a prioridade da companhia neste momento.

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    Vendas no varejo caem em maio por greve dos caminhoneiros, mas menos que o esperado

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - As vendas no varejo brasileiro recuaram menos do que o esperado em maio, mas marcaram a primeira contração no ano e resultado mais fraco para o mês em dois anos por conta dos reflexos da greve dos caminhoneiros, abalando ainda mais a atividade econômica.

    Em maio as vendas no varejo caíram 0,6 por cento na comparação com mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, resultado mais fraco desde a queda de 0,8 por cento em 2016.

    Expectativas em pesquisa da Reuters junto a economistas era de queda mensal de 1,2 por cento e foi a primeira contração neste ano.

    Em relação ao mesmo mês de 2017, as vendas avançaram 2,7 por cento, ante projeção de alta de 2,15 por cento.

    Em maio, seis das oito atividades pesquisadas apresentaram perdas nas vendas, lideradas por Combustíveis e lubrificantes (-6,1%) e Livros, jornais, revistas e papelarias (-6,7%).

    A única atividade que cresceu foi a de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,6 por cento), enquanto em Outros artigos de uso pessoal e doméstico as vendas ficaram estáveis.

    De acordo com a gerente da pesquisa no IBGE, Isabella Nunes, embora a greve de caminhoneiros no final de maio tenha provocado desabastecimento de alimentos no país, isso ficou restrito aos produtos hortifrutigranjeiros, e por isso as vendas em supermercados ainda conseguiram avançar no mês,

    O setor de hipermercados e mercados se mostrou no período da greve bem abastecido e teve perda com perecíveis. Os demais setores foram afetados porque as lojas não conseguiram funcionar por conta da dificuldade de deslocamento dos funcionários e porque os consumidores também se retraíram , explicou ela.

    As vendas no varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, tiveram por sua vez o pior resultado na série iniciada em 2004 ao recuarem 4,9 por cento em maio sobre abril. As vendas de Veículos e motos, partes e peças despencaram 14,6 por cento, enquanto as de Material de construção caíram 4,3 por cento.

    O varejo ampliado é quem reflete mais o efeito da greve por que está mais próximo da indústria , explicou Isabella.

    Maio foi marcado por desabastecimento em todo o país devido à greve dos caminhoneiros no final do mês, que abalou ainda mais a confiança tanto do empresariado quanto dos consumidores já estremecida pelas incertezas sobre a eleição presidencial.

    O movimento levou a produção industrial a despencar 10,9 por cento em maio sobre o mês anterior e provocou reduções nas expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, que já chegam a 1,53 por cento ante 3 por cento anteriormente.[nL1N1U00CR][nL1N1U509N]

    Em junho, a confiança do consumidor apurada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) atingiu o menor nível em 10 meses, enquanto a do comércio recuou pela terceira vez seguida.[nEMNI6K0SQ][nL1N1TT09M]

    Veja detalhes dos resultados do varejo (%):

    Atividade Abril Maio

    Comércio Varejista +0,7 -0,6

    1.Combustíveis e lubrificantes +3,7 -6,1

    2.Hipermercados, supermercados, +1,0 +0,6

    produtos alimentícios, bebidas e fumo

    3.Tecidos, vestuário e calçados -0,7 -3,2

    4.Móveis e eletrodomésticos +0,4 -2,7

    5.Artigos farmacêuticos e perfumaria +1,9 -2,4

    6.Livros, jornais e papelaria +1,2 -6,7

    7.Equipamentos, material para +4,0 -4,2

    escritório e comunicação

    8.Outros artigos de uso doméstico 0,0 0,0

    Comércio Varejista Ampliado +1,5 -4,9

    9.Veículos, motos, peças e partes +1,2 -14,6

    10.Material de construção +0,8 -4,3

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Caminhoneiros e Copa pesam sobre vendas de shoppings no 2º tri; melhora só no 4ºtri

    Caminhoneiros e Copa pesam sobre vendas de shoppings no 2º tri; melhora só no 4ºtri

    Por Gabriela Mello

    SÃO PAULO (Reuters) - Os shoppings brasileiros devem colher resultados mais fracos no segundo trimestre deste ano sobre igual período de 2017, com uma combinação de eventos que inclui a greve dos caminhoneiros e a Copa do Mundo de futebol se somando ao ritmo mais lento que o esperado da recuperação econômica do país.

    A tendência é um segundo trimestre mais negativo , disse à Reuters Gustavo Cambauva, analista do BTG Pactual. Ele destacou que, diferentemente de 2017, a Páscoa, uma das datas mais importantes para o varejo, este ano não caiu em abril, enquanto maio foi afetado pela greve de caminhoneiros e junho pela Copa do Mundo.

    Dados mais recentes divulgados pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) mostram que o fluxo de visitantes nos mais de 570 empreendimentos do país caiu 2,3 por cento em maio sobre um ano atrás, interrompendo uma sequência de altas desde o começo deste ano em decorrência da paralisação de 11 dias dos caminhoneiros.

    Somente na última quarta-feira, dia 27, a maioria das lojas em shoppings da Multiplan e do Iguatemi na região da Vila Olímpia, em São Paulo, fecharam depois do almoço para o jogo do Brasil contra a Sérvia pela Copa do Mundo, às 15h.

    O faturamento do varejo brasileiro acumulou queda média de 25 por cento nos três dias de jogos da seleção brasileira, de acordo com um levantamento divulgado na sexta-feira pela empresa de meios de pagamento Cielo.

    Somado a esses fatores, o clima também não ajudou. Esse ano, tivemos temperaturas mais altas no outono/inverno, prejudicando as vendas de vestuário de inverno que possuem um ticket (preço) mais alto , completou Cambauva.

    Representantes das principais administradoras de shopping centers do país já alertavam em teleconferências sobre os resultados do primeiro trimestre sobre os desafios que o setor teria no decorrer de 2018.

    No fim de abril, o vice-presidente financeiro da Multiplan, Armando d'Almeida Neto, destacou as distrações com a Copa do Mundo e as incertezas com o cenário eleitoral entre os obstáculos do segundo trimestre. Já o presidente-executivo da BRMalls, Ruy Kameyama, advertiu que fatores sazonais poderiam interferir no indicador de vendas em mesmas lojas do período.

    A Abrasce espera que o faturamento do setor entre abril e junho cresça menos que os 4,3 por cento apurados no primeiro trimestre. Eu ainda não apostaria em retração apesar desses impactos no fluxo (de consumidores), e sim em um crescimento mais próximo de 3 por cento , disse o presidente da entidade, Glauco Humai.

    De acordo com dele, o aumento das vendas no Dia das Mães (+6 por cento) em maio, e no Dia dos Namorados (+5 por cento) em junho, deve ajudar a minimizar os efeitos negativos da greve dos caminhoneiros e da Copa do Mundo.

    Para Cambauva, do BTG Pactual, o terceiro trimestre também deve ser difícil na comparação com 2017, quando o setor varejista se beneficiou dos saques das contas inativas do FGTS, uma medida que injetou um total de 44 bilhões de reais na economia do país.

    Em antecipação ao provável desempenho aquém do inicialmente esperado, as ações de operadores de shopping centers do país amargaram queda de dois dígitos entre abril e junho. Iguatemi caiu quase 20 por cento no segundo trimestre, enquanto Multiplan perdeu 16,2 por cento e BRMalls teve baixa de cerca de 17 por cento. O Ibovespa recuou neste mesmo intervalo aproximadamente 15 por cento.

    O terceiro trimestre ainda vai ser amarrado e o quarto tende a melhorar, dependendo do candidato eleito , concordou o presidente da Abrasce.

    Apesar da fraqueza no primeiro semestre, a entidade ainda não planeja revisar a projeção de alta de 6 a 6,5 por cento no faturamento dos shoppings do país em 2018. No ano passado, o setor cresceu 6,2 por cento, para 167,75 bilhões de reais.

    O segundo semestre é normalmente melhor para os shoppings que o primeiro, mas as incertezas desencadeadas pelas eleições em outubro devem influenciar o comportamento dos lojistas e dos consumidores, explicou um analista do setor que preferiu não se identificar.

    A base do ano passado é certamente mais forte e a confiança também piorou um pouco... Lojistas podem esperar para promover maiores ações de marketing, então a aposta maior (de crescimento) será o quarto trimestre mesmo , disse o analista.

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    Vendas varejistas no Brasil crescem acima do esperado em abril, mas greve ameaça ímpeto

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - As vendas de equipamentos para escritório e combustíveis impulsionaram o setor de varejo em abril para um resultado melhor do que o esperado, embora o impulso no início do segundo trimestre esteja ameaçado devido à paralisação dos caminhoneiros que afetou a economia no final de maio.

    As vendas no varejo subiram 1,0 por cento em abril sobre o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

    O resultado ficou bem acima da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,6 por cento na comparação mensal.

    A alta foi disseminada em todas atividades e de forma geral todo o varejo teve um movimento mais forte. Em alguns segmentos a inflação está mais baixa que a inflação geral, e também temos crédito mais farto e menor endividamento das famílias , explicou a gerente da pesquisa, Isabella Nunes.

    Entretanto, a greve dos caminhoneiros vai bater em maio. Certamente haverá influência da greve no mês e a expectativa é que ela atinja todos os segmentos , completou.

    O IBGE ainda revisou o dado de março para avanço de 1,1 por cento depois de divulgar anteriormente aumento de 0,3 por cento, após incorporar novas informações principalmente sobre hipermercados e equipamentos de informática.

    Sobre abril de 2017, as vendas cresceram 0,6 por cento, em linha com a expectativa de avanço de 0,55 por cento em pesquisa Reuters.

    A leitura do mês foi influenciada principalmente pelos aumentos de 4,8 por cento nas vendas de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação e de 3,4 por cento em Combustíveis e lubrificantes.

    A comercialização em Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com importante peso sobre o bolso dos consumidores, teve aumento de 1 por cento em abril, depois de subir apenas 0,1 por cento em março. A única atividade que não registrou ganhos foi a de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, cujas vendas ficaram estagnadas.

    No varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, o volume de vendas aumentou 1,3 por cento na comparação com março.

    Após o forte desempenho em abril, as vendas do comércio varejista devem recuar 2 por cento em maio, devido ao impacto das paralisações dos caminhoneiros , de acordo com o banco Itaú, que também projeta queda de 3,5 por cento para o varejo ampliado no mês passado.

    No segundo trimestre, o cenário para o setor varejista também é de desemprego alto e incertezas eleitorais, ao qual se soma a greve dos caminhoneiros no final de maio que afetou o abastecimento de combustíveis, alimento e outros insumos em todo o país.

    No primeiro trimestre, o Consumo das Famílias teve expansão de 0,5 por cento, contribuindo para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil expandir 0,4 por cento sobre os três meses anteriores.

    Entretanto, as contas sobre o crescimento da economia deste ano estão sendo reduzidas pelos analistas e já estão abaixo de 2 por cento, sobre cerca de 3 por cento esperados anteriormente.

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    Vendas no varejo do Brasil avançam 1,0% em abril, diz IBGE

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - As vendas de equipamentos para escritório e combustíveis impulsionaram o setor de varejo em abril para um resultado melhor do que o esperado, embora o impulso no início do segundo trimestre esteja ameaçado devido à paralisação dos caminhoneiros que afetou a economia no final de maio.

    As vendas no varejo subiram 1,0 por cento em abril sobre o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

    O resultado ficou bem acima da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,6 por cento na comparação mensal.

    A alta foi disseminada em todas atividades e de forma geral todo o varejo teve um movimento mais forte. Em alguns segmentos a inflação está mais baixa que a inflação geral, e também temos crédito mais farto e menor endividamento das famílias , explicou a gerente da pesquisa, Isabella Nunes.

    Entretanto, a greve dos caminhoneiros vai bater em maio. Certamente haverá influência da greve no mês e a expectativa é que ela atinja todos os segmentos , completou.

    O IBGE ainda revisou o dado de março para avanço de 1,1 por cento depois de divulgar anteriormente aumento de 0,3 por cento, após incorporar novas informações principalmente sobre hipermercados e equipamentos de informática.

    Sobre abril de 2017, as vendas cresceram 0,6 por cento, em linha com a expectativa de avanço de 0,55 por cento em pesquisa Reuters.

    A leitura do mês foi influenciada principalmente pelos aumentos de 4,8 por cento nas vendas de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação e de 3,4 por cento em Combustíveis e lubrificantes.

    A comercialização em Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com importante peso sobre o bolso dos consumidores, teve aumento de 1 por cento em abril, depois de subir apenas 0,1 por cento em março. A única atividade que não registrou ganhos foi a de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, cujas vendas ficaram estagnadas.

    No varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, o volume de vendas aumentou 1,3 por cento na comparação com março.

    No segundo trimestre, o cenário para o setor varejista também é de desemprego alto e incertezas eleitorais, ao qual se soma a greve dos caminhoneiros no final de maio que afetou o abastecimento de combustíveis, alimento e outros insumos em todo o país.

    No primeiro trimestre, o Consumo das Famílias teve expansão de 0,5 por cento, contribuindo para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil expandir 0,4 por cento sobre os três meses anteriores.

    Entretanto, as contas sobre o crescimento da economia deste ano estão sendo reduzidas pelos analistas e já estão abaixo de 2 por cento, sobre cerca de 3 por cento esperados anteriormente.

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