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Gastos online nos EUA no fim do ano atingem níveis recordes apesar de crescimento mais lento, diz Adobe

Gastos online nos EUA no fim do ano atingem níveis recordes apesar de crescimento mais lento, diz Adobe

Reuters

07/01/2026

Placeholder - loading - Trabalhadores organizam produtos durante a Cyber Monday no centro de distribuição da Amazon em Robbinsville, EUA 01/12/2025. REUTERS/Eduardo Munoz/File Photo
Trabalhadores organizam produtos durante a Cyber Monday no centro de distribuição da Amazon em Robbinsville, EUA 01/12/2025. REUTERS/Eduardo Munoz/File Photo

7 Jan (Reuters) - O crescimento dos gastos online ⁠no fim do ano nos Estados Unidos desacelerou na temporada de 2025, mostraram dados da Adobe Analytics nesta quarta-feira, mesmo com os compradores estabelecendo um recorde devido aos grandes descontos e ao uso de planos 'compre agora e pague depois'.

Os gastos online de 1º de novembro a 31 de dezembro aumentaram 6,8%, para US$257,8 bilhões, informou a Adobe, contra alta de 8,7% durante o mesmo período do ano passado.

A ​Adobe disse que os gastos superaram ⁠sua ⁠previsão anterior de US$253,4 bilhões em vendas online para a temporada.

A inflação e as consequências econômicas das políticas comerciais do presidente Trump tornaram os compradores preocupados com o orçamento mais cautelosos em relação às compras discricionárias, pressionando o crescimento ‌das vendas de fim de ano.

A Cyber Week impulsionou grande parte ​do crescimento, com os consumidores de ‌renda mais alta ​continuando a ​gastar, enquanto as pechinchas e as opções de pagamento flexível atraíram os compradores preocupados com o orçamento online.

'Descontos competitivos e opções de pagamento ​flexível, como o Compre Agora Pague Depois, também contribuíram para impulsionar os gastos recordes', disse Vivek Pandya, analista líder da Adobe Digital Insights.

O Compre Agora Pague Depois foi responsável por US$20 bilhões em gastos online durante a temporada, um aumento de 9,8% em relação ao período de festas anterior, segundo a Adobe.

A demanda impulsionada por descontos aumentou as compras de itens mais caros, incluindo eletrônicos, artigos esportivos e eletrodomésticos, disse a Adobe. A empresa baseia suas estimativas em transações online diretas e analisa mais de 1 trilhão ⁠de visitas a sites de varejo dos EUA.

Os smartphones foram responsáveis por ‌56,4% das transações de compras ⁠online, acima dos 54,5% registrados no ano anterior, informou a Adobe.

Os sites de varejo também registraram um salto de 693,4% no ‍tráfego vinculado a assistentes de compras e chatbots alimentados por IA, disse a Adobe, após ​um ‌aumento de 1.300% no ano anterior.

(Reportagem de Neil J Kanatt em Bengaluru)

Reuters

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