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Taiwan fica em alerta após avistar dois navios de guerra chineses perto de suas ilhas Penghu

Taiwan fica em alerta após avistar dois navios de guerra chineses perto de suas ilhas Penghu

Reuters

28/04/2026

Placeholder - loading - Ilustração mostra as bandeiras da China e de Taiwan  11 de abril de 2023   REUTERS/Dado Ruvic
Ilustração mostra as bandeiras da China e de Taiwan 11 de abril de 2023 REUTERS/Dado Ruvic

TAIPÉ, 28 Abr (Reuters) - Taiwan avistou ​dois navios de guerra chineses operando em águas próximas às ilhas Penghu, no Estreito de Taiwan, e enviou suas próprias forças navais e aéreas para manter a vigilância, informou o Ministério da Defesa de Taipé.

A China, que considera Taiwan como seu próprio território, envia seus navios de guerra e aviões de guerra para as águas e os céus ao redor da ilha ⁠quase ⁠que diariamente, para a condenação ​do governo ‌de Taiwan.

Embora o Ministério da Defesa de Taiwan ofereça atualizações diárias sobre a localização das aeronaves militares chinesas, raramente fornece detalhes sobre onde os navios de guerra ⁠chineses estão operando, geralmente apenas quando detecta porta-aviões, como ​aconteceu na semana passada.

No final da segunda-feira, o ministério ​disse que um destróier e uma ‌fragata da China ​haviam entrado ⁠em águas a sudoeste das ilhas Penghu, que abrigam importantes bases aéreas e navais de Taiwan e estão próximas ao lado ​taiwanês do estreito.

Os militares de Taiwan 'monitoraram de perto a formação e responderam adequadamente usando as forças navais e aéreas', acrescentou a pasta, sem entrar em detalhes.

O ministério mostrou fotos ​coloridas dos dois navios tiradas do ar, mas não forneceu a localização exata.

O Ministério da Defesa da China não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Neste mês, afirmou que as atividades militares regulares da China em torno de Taiwan são 'totalmente justificadas e razoáveis' e que quaisquer tensões são culpa do governo ​de Taipé.

Em discurso para oficiais da Guarda Costeira em Taipé ‌na terça-feira, o presidente de ⁠Taiwan, Lai Ching-te, disse que as operações da China na 'zona cinza' -- táticas irregulares para exaurir um inimigo sem recorrer ⁠ao combate aberto -- e a pressão psicológica ⁠têm crescido dia a ⁠dia.

'Eles buscam criar ⁠um ​novo normal que prejudique o status quo', acrescentou.

(Reportagem de Ben Blanchard)

Reuters

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