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Taxas caem após Galípolo falar em 'calibragem' e 'serenidade' na política monetária

Taxas caem após Galípolo falar em 'calibragem' e 'serenidade' na política monetária

Reuters

11/02/2026

Placeholder - loading - Notas de 200 reais 02/09/2020. REUTERS/Adriano Machado
Notas de 200 reais 02/09/2020. REUTERS/Adriano Machado

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 11 Fev (Reuters) - As ​taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) oscilam em baixa nesta quarta-feira, em paralelo à leve queda dos rendimentos dos Treasuries no exterior, com os investidores no Brasil digerindo declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento em São Paulo.

Às 10h14, a taxa dos DIs para janeiro de 2028 estava em 12,64%, em baixa de 5 pontos-base ante o ajuste de 12,687% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 13,445%, ante o ajuste de 13,455%.

Durante evento do BTG Pactual, Galípolo repetiu nesta ⁠manhã ⁠que a instituição pretende começar a 'calibragem' ​da taxa ‌de juros a partir de março, mas evitou dar sinais sobre o que será feito no restante do ano. O rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- caía 2 pontos-base, a 4,129%.

'A ⁠partir de janeiro, a gente decide sinalizar que antevê, em se ​confirmando o cenário, essa calibragem da política monetária, a partir de março, justamente ​para que a gente consiga reunir mais confiança ‌para iniciar este ​ciclo', comentou ⁠Galípolo em referência à sinalização, dada no último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), de que o ciclo de cortes da Selic começará no próximo mês.

Ele também defendeu que ​a instituição tenha 'serenidade' em suas decisões para o restante do ano, que serão tomadas a partir dos dados econômicos, sob pena de prejudicar a própria política monetária.

No fim de janeiro, o BC manteve a Selic em 15% ao ano, ​mas sinalizou a intenção de iniciar o ciclo de cortes em março.

Na B3, as opções de Copom precificavam na última segunda-feira -- dado mais recente -- 66,04% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic em março, 24% de chance de redução de 25 pontos-base e 4,25% de possibilidade de baixa de 75 pontos-base. Para a reunião seguinte, de abril, a precificação é de 63,71% de chance para corte de ​50 pontos-base, contra 21,00% de probabilidade de 75 pontos-base.

Durante o evento, Galípolo também elogiou o ‌secretário de Política Econômica do Ministério ⁠da Fazenda, Guilherme Mello, que vem sendo apontado como possível indicação do governo para comandar a diretoria de Política Econômica do BC. Ao mesmo tempo, Galípolo ⁠salientou que a decisão cabe a Lula.

O nome de ⁠Mello foi mal recebido pelo mercado ⁠em um primeiro ⁠momento.

No ​exterior, os agentes esperam pela divulgação do relatório de empregos payroll, dos EUA, às 10h30.

Reuters

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