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Taxas dos DIs caem acompanhando exterior com dados de emprego dos EUA e guerra no radar

Taxas dos DIs caem acompanhando exterior com dados de emprego dos EUA e guerra no radar

Reuters

08/05/2026

Placeholder - loading - Notas de 200 reais retratadas em Brasília, 2 de setembro de 2020. REUTERS/Adriano Machado
Notas de 200 reais retratadas em Brasília, 2 de setembro de 2020. REUTERS/Adriano Machado

Por Igor Sodre

SÃO PAULO, 8 Mai (Reuters) - ​As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) corrigem os ganhos da véspera e exibiam recuo no final da tarde desta sexta-feira, em linha com a queda dos rendimentos dos Treasuries, impulsionada por dados fortes de emprego dos Estados Unidos, em meio a um cenário geopolítico ainda indefinido.

A taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,605%, ante o ajuste de 13,644% da sessão anterior, ao fim da ⁠tarde ⁠desta sexta. Na ponta longa ​da curva ‌a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,71%, ante o ajuste de 13,782%.

O rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de ⁠investimento -- cedia 3 pontos-base, a 4,364%.

Relatório oficial de empregos ​dos EUA divulgado pela manhã veio acima do esperado, reduzindo as ​expectativas de aumento da taxa de ‌juros pelo Federal ​Reserve ⁠neste ano entre os analistas, o que impulsionou queda dos rendimentos dos Treasuries.

Os EUA abriram 115.000 postos de trabalho fora do setor agrícola ​em abril, quase o dobro dos 62.000 estimados por economistas em pesquisa da Reuters, enquanto a taxa de desemprego permaneceu em 4,3%.

O mercado também avaliou a possibilidade de um cessar-fogo entre ​os EUA e o Irã se manter, apesar da intensificação dos combates depois que as forças dos dois países entraram em confronto no Golfo Pérsico e os Emirados Árabes Unidos sofreram novos ataques.

Nesse contexto, os ativos de risco acabaram sendo favorecidos mundo afora, impulsionando os ativos domésticos como um todo, com o dólar caindo contra ​o real e a bolsa brasileira registrando ganhos, com as ações também ‌respondendo à divulgação de balanços ⁠corporativos.

'Os sinais são mistos em relação ao cenário externo, com o mercado ainda atento aos sinais de novas tensões. A soma ⁠de incerteza global em relação a ⁠guerra com o cenário de dólar ⁠mais fraco ⁠favoreceu ​o DI e o real', disse Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez.

Reuters

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