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Taxas dos DIs fecham em alta em meio a dificuldades para acordo entre EUA e Irã

Taxas dos DIs fecham em alta em meio a dificuldades para acordo entre EUA e Irã

Reuters

07/05/2026

Placeholder - loading - Notas de 200 reais retratadas em Brasília, Brasil, em 2 de setembro de 2020. REUTERS/Adriano Machado
Notas de 200 reais retratadas em Brasília, Brasil, em 2 de setembro de 2020. REUTERS/Adriano Machado

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 7 Mai (Reuters) - ​As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) ganharam força ao longo da sessão e fecharam a quinta-feira em alta, em sintonia com o fortalecimento dos rendimentos dos Treasuries, após notícias sugerindo dificuldades para um acordo entre EUA e Irã para reabertura do Estreito de Ormuz.

O petróleo Brent, que exibiu perdas firmes pela manhã, reduziu boa parte da queda e voltou a ser cotado acima dos US$100 o barril durante a tarde, em um sinal de piora dos mercados globais.

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de ⁠2028 ⁠estava em 13,67%, com alta de ​7 pontos-base ‌ante o ajuste de 13,599% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,805%, com elevação de 10 pontos-base ante 13,701%.

Reportagem do Wall Street Journal afirmou que o governo ⁠dos EUA está buscando retomar o Projeto Freedom -- operação que busca guiar ​navios comerciais pelo Estreito de Ormuz. Neste contexto, a Arábia Saudita e o ​Kuweit suspenderam restrições de acesso militar dos EUA ‌a bases e espaço ​aéreo.

Um ⁠operador de renda fixa ouvido pela Reuters afirmou que a notícia sobre a retomada do Projeto Freedom estressou os mercados, impulsionando as taxas dos DIs. O movimento ocorreu em sintonia ​com o avanço dos rendimentos dos Treasuries e a recuperação do petróleo.

Após atingir a mínima de 13,660% às 9h52 (-4 pontos-base), a taxa do DI para janeiro de 2035 marcou a máxima de 13,830% (+13 pontos-base) às 14h26, em um momento em que ​os rendimentos dos títulos norte-americanos de dez anos também estavam próximos dos picos do dia.

O noticiário sobre o Estreito de Ormuz colocou em dúvida a capacidade de Irã e EUA de fato chegarem a um acordo -- algo que justificou pela manhã certo otimismo entre os investidores.

Fontes e autoridades haviam dito mais cedo nesta quinta-feira que Irã e EUA estariam se aproximando de um acordo limitado e temporário para paralisar a guerra, com ​um esboço de estrutura que interromperia os combates, mas deixaria as questões mais controversas sem ‌solução.

No Brasil, investidores também monitoraram a ⁠visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington. De acordo com Trump, o encontro com Lula foi 'muito bom' e ⁠os dois discutiram comércio e tarifas.

No exterior, em meio ⁠ao cenário ainda nebuloso no Oriente Médio, ⁠às 16h33 o ⁠rendimento ​do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 4 pontos-base, a 4,392%.

Reuters

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