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Taxas dos DIs sobem antes de decisão sobre juros do Copom

Taxas dos DIs sobem antes de decisão sobre juros do Copom

Reuters

29/04/2026

Placeholder - loading - Notas de 200 retratadas em Brasília, 2 de setembro de 2020. REUTERS/Adriano Machado
Notas de 200 retratadas em Brasília, 2 de setembro de 2020. REUTERS/Adriano Machado

Por Igor Sodre

SÃO PAULO, 29 Abr (Reuters) - As ​taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) exibem alta nesta quarta-feira, enquanto os investidores aguardam o anúncio da decisão de juros do Banco Central previsto para o início da noite.

Às 10h40, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,835%, ante o ajuste de 13,743% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,745%, ante 13,631%.

A aposta majoritária do mercado é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduzirá a Selic ⁠em 0,25 ⁠ponto percentual, para 14,5% ao ano, ​em meio ‌à cautela com a guerra entre Estados Unidos e Irã e seus impactos nos preços, que segue sem um fim à vista e elevando os preços do petróleo.

'A inflação mostra sinais de persistência e a atividade ⁠segue resiliente, o que reduz a margem para uma flexibilização mais ​agressiva da Selic', disse Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil.

O anúncio ​da decisão do Copom será feito a ‌partir das 18h30.

A decisão ​do Copom ⁠sai após o anúncio do Federal Reserve, que divulga sua decisão de juros às 15h, com expectativa de manutenção da taxa na atual faixa de 3,50% a 3,75% ​ao ano, no que pode ser a última reunião de Jerome Powell como presidente da autarquia. Dessa forma, os agentes ficarão atentos à coletiva de imprensa do chairman às 15h30.

Na agenda local doméstica, mais cedo, dados divulgados pelo Instituto ​Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que os preços ao produtor no Brasil subiram 2,37% em março, deixando para trás a queda de 0,16% de fevereiro, impulsionados pelo maior aumento em cerca de cinco anos dos preços da indústria extrativa, e sob o impacto do conflito no Oriente Médio. No acumulado em 12 meses, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) ainda registra queda, de 1,54%, mas essa é ​a menor taxa de deflação desde setembro de 2025.

Na geopolítica, o presidente dos EUA, Donald ‌Trump, pediu que o Irã 'fique esperto ⁠logo' e assine um acordo, depois de dias de impasse nos esforços para acabar com o conflito e de uma reportagem na mídia noticiar que ⁠os EUA vão estender seu bloqueio aos portos iranianos. ⁠A falta de definição leva a ⁠mais um dia de ⁠alta ​no petróleo, com o Brent atingindo a maior cotação em um mês.

(Por Igor Sodré)

Reuters

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