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Taxas dos DIs sobem com avanço firme dos rendimentos dos Treasuries

Taxas dos DIs sobem com avanço firme dos rendimentos dos Treasuries

Reuters

01/07/2026

Placeholder - loading - Notas de 200 reais retratadas em Brasília, 2 de setembro de 2020. REUTERS/Adriano Machado
Notas de 200 reais retratadas em Brasília, 2 de setembro de 2020. REUTERS/Adriano Machado

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 1 Jul (Reuters) - ​As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) avançavam nesta manhã de quarta-feira, em sintonia com a alta firme dos rendimentos dos Treasuries no exterior, com o mercado no Brasil digerindo ainda uma nova pesquisa eleitoral.

Às 10h01, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,05%, em alta de 7 pontos-base ante o ajuste de 13,983% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,255%, com elevação de 8 pontos-base ante o ajuste de ⁠14,171%.

No ⁠mesmo horário, o rendimento do Treasury de ​dez ‌anos -- referência global para decisões de investimento -- subia 7 pontos-base, a 4,493%.

O avanço dos rendimentos dos Treasuries ocorre a despeito de dados mostrarem que os empregos no setor privado norte-americano cresceram menos que o esperado em junho. O ⁠indicador da ADP revelou nesta manhã a criação de 98 mil ​postos de trabalho no setor privado dos EUA no mês passado, abaixo dos ​118 mil esperados conforme pesquisa da Reuters.

O relatório ‌da ADP é publicado ​antes ⁠do relatório de emprego payroll de junho, que será divulgado na quinta-feira pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho. O indicador da ADP, porém, tem se mostrado pouco preciso para a ​estimativa do escritório sobre o número de empregos no setor privado norte-americano.

No Brasil, o destaque até o momento é a pesquisa eleitoral Atlas/Bloomberg mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa ​pelo Planalto.

Lula tem 48,8% das intenções de voto no segundo turno, contra 42,3% de Flávio. Em abril, ambos estavam empatados com 48%. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

De modo geral, Lula ainda é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que vê em sua reeleição um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, ​da inflação.

Apesar dos receios, nas últimas semanas os investidores seguem se posicionando para um novo ‌corte da taxa básica Selic pelo ⁠Banco Central.

Na última segunda-feira -- atualização mais recente -- a precificação das opções de Copom negociadas na B3 indicava 57,92% de chance de corte de 25 pontos-base da ⁠Selic em agosto, contra 37,09% de probabilidade de manutenção ⁠da taxa básica em 14,25%. Uma semana ⁠antes, em 22 ⁠de ​junho, os percentuais eram de 29% para corte de 25 pontos-base e 67% para manutenção.

Reuters

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