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Taxas dos DIs têm ganhos firmes após novos ataques do Irã

Taxas dos DIs têm ganhos firmes após novos ataques do Irã

Reuters

04/05/2026

Placeholder - loading - Notas de 200 reais retratadas em Brasília, em 2 de setembro de 2020. REUTERS/Adriano Machado
Notas de 200 reais retratadas em Brasília, em 2 de setembro de 2020. REUTERS/Adriano Machado

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 4 Mai (Reuters) - As taxas ​dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) fecharam a segunda-feira com ganhos firmes, próximos de 20 pontos-base em vários vencimentos, após novos ataques do Irã relacionados ao Estreito de Ormuz, em meio a esforços dos EUA para liberar a hidrovia.

A reescalada do conflito no Oriente Médio também deu força aos rendimentos dos Treasuries e aos preços do petróleo tipo Brent, que voltaram a superar os US$114 o barril.

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,965%, em alta de 21 pontos-base ante o ajuste de 13,791% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,905%, com elevação de 21 pontos-base ante ⁠o ajuste ⁠de 13,698%.

Informações desencontradas vindas de Irã e EUA ​permearam as ‌mesas de operação em todo o mundo nesta segunda-feira.

Os EUA afirmaram que alguns de seus destróieres estavam dentro do Golfo Pérsico e que dois navios mercantes com bandeira norte-americana cruzaram o estreito em segurança, o que foi negado pelos iranianos. O Irã disse ter disparado contra um navio de guerra norte-americano ⁠que se aproximava do estreito, forçando-o a retornar.

As autoridades iranianas divulgaram ainda um mapa com ​uma área marítima expandida agora sob seu controle, que se estende muito além do Estreito de Ormuz ​para incluir vastas áreas de águas internacionais, incluindo longos trechos do ‌litoral dos Emirados Árabes Unidos -- ​que ⁠sofreram ataques do Irã com drones e mísseis.

Conforme a Coreia do Sul, houve ainda uma explosão e um incêndio em um de seus navios mercantes, mas não estava claro se a embarcação foi alvo de um ataque.

O noticiário sobre a ​guerra no Oriente Médio, que se intensificou durante o dia, deu força ao dólar e aos rendimentos dos Treasuries, com reflexos na curva a termo brasileira.

Às 15h21, a taxa do DI para janeiro de 2035 atingiu a máxima de 13,920%, em alta de 22 pontos-base.

Na agenda doméstica, destaque para evento em que o presidente Luiz Inácio ​Lula da Silva assinou a medida provisória do Novo Desenrola -- programa do governo federal para negociação de dívidas de pessoas físicas, micro e pequenas empresas e pequenos produtores rurais. Até R$15 bilhões em garantias da União serão usados para viabilizar juros mais baixos aos devedores, com um impacto fiscal de até R$5 bilhões.

O anúncio, no entanto, pouco sensibilizou a curva brasileira, mais influenciada pelo cenário negativo no exterior.

No boletim Focus divulgado no início do dia pelo Banco Central, a mediana das projeções dos economistas para a inflação brasileira em 2026 subiu de 4,86% para ​4,89% e em 2027 seguiu em 4,00%. A taxa básica Selic projetada para o fim deste ano permaneceu em 13,00% ‌e para o final do próximo ano seguiu ⁠em 11,00%. Atualmente a Selic está em 14,50% ao ano, após corte de 25 pontos-base pelo BC na semana passada.

Na quinta-feira antes do feriado do Dia do Trabalho, as opções de Copom negociadas na B3 precificavam ⁠55% de probabilidade de novo corte de 25 pontos-base em junho, contra ⁠30% de chance de manutenção em 14,50% e 12% ⁠de possibilidade de redução ⁠de ​50 pontos-base.

Às 16h37, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 6 pontos-base, a 4,438%.

Reuters

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