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Telegram rejeita alegação russa de que espiões estrangeiros podem ler mensagens de soldados

Telegram rejeita alegação russa de que espiões estrangeiros podem ler mensagens de soldados

Reuters

19/02/2026

Placeholder - loading - Logo do Telegram em foto de ilustração 27/08/2024 REUTERS/Dado Ruvic
Logo do Telegram em foto de ilustração 27/08/2024 REUTERS/Dado Ruvic

MOSCOU, 19 Fev (Reuters) - O Telegram ​afirma não ter encontrado nenhuma violação de sua criptografia, rejeitando a alegação do governo da Rússia de que serviços de inteligência estrangeiros podem ver as mensagens enviadas por soldados russos através do aplicativo de mensagens.

O órgão regulador das comunicações da Rússia introduziu restrições ao Telegram, uma importante plataforma de comunicações públicas ⁠e ⁠privadas no país, alegando que ​a ‌empresa não excluiu conteúdos extremistas.

O ministro do Desenvolvimento Digital, Maksud Shadayev, afirmou na quarta-feira que os serviços de inteligência estrangeiros conseguiam ver ⁠as mensagens enviadas pelo Telegram pelas tropas russas ​que combatem na Ucrânia.

Soldados russos, correspondentes de guerra ​e políticos afirmaram que o ‌aplicativo é ​amplamente utilizado ⁠pelas tropas -- não apenas para se comunicar com suas famílias em casa, mas também, às vezes, para ​fins operacionais.

Em resposta a um pedido de comentário da Reuters, a empresa afirmou: 'Nunca foram encontradas violações da criptografia do Telegram'.

'A alegação do governo ​russo de que nossa criptografia foi comprometida é uma invenção deliberada com o objetivo de justificar a proibição do Telegram e forçar os cidadãos a usar uma plataforma de mensagens controlada pelo Estado, projetada para vigilância em massa e censura', acrescentou.

A Rússia também ​bloqueou ou restringiu outras plataformas de mensagens estrangeiras, como ‌o WhatsApp, da Meta, ⁠e o FaceTime, da Apple. As autoridades instaram as pessoas a mudarem para um novo aplicativo ⁠apoiado pelo Estado chamado MAX, ⁠rejeitando as alegações de ⁠que ele ⁠foi ​projetado como uma ferramenta de vigilância.

(Reportagem de Gleb Stolyarov)

Reuters

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