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    Temores de coronavírus atingem Coreia do Sul; China tem queda em novas infecções

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    Homem com máscara de proteção caminha no metrô de Seul, Coreia do Sul 20/02/2020 REUTERS/Heo Ran

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    Por Hyonhee Shin e Ryan Woo

    SEUL/PEQUIM (Reuters) - Uma série de casos de infecção pelo novo coronavírus e uma primeira morte na Coreia do Sul geraram temores nesta quinta-feira de uma disseminação global da doença, ao passo que pesquisas sinalizaram que ela pode ser mais contagiosa do que se imaginava e a China fez um apelo a seus vizinhos no sudeste asiático por solidariedade.

    A China, onde o vírus surgiu em dezembro, registrou uma forte queda no número de novos casos, mas os dados são parcialmente atribuídos a uma mudança na forma que o vírus é diagnosticado e a informação pode não amenizar os crescentes alertas sobre sua disseminação.

    Enquanto a China reduziu as taxas de juros para amenizar o impacto nas empresas, as preocupações com o impacto do coronavírus sobre a segunda maior economia do mundo levaram investidores a saírem de diversos ativos e procurar aqueles denominados em dólares.

    'As pessoas estão tentando ao máximo se afastar da desaceleração econômica que podemos ver por causa do coronavírus. Você quer o seu capital o mais longe da China possível', disse Chris Weston, da corretora Pepperstone, em Melbourne.

    O coronavírus surgiu na cidade de Wuhan, região central da China, no ano passado, aparentemente em um mercado de animais silvestres, e até agora já infectou cerca de 75 mil pessoas e matou cerca de 2.100.

    A vasta maioria das infecções e das mortes aconteceram na China e, mais especificamente, na província de Hubei, cuja capital é Wuhan, mas a disseminação global parece inevitável.

    A Coreia do Sul registrou a primeira morte por causa do vírus no país, depois de o prefeito da quarta maior cidade sul-coreana fazer um apelo para que os moradores permaneçam em locais fechados depois de um salto de 53 novas infecções, a maioria rastreada para uma igreja a qual comparecia uma mulher de 61 anos, conhecida como 'Paciente 31', que testou positivo para o vírus.

    Shoppings e cinemas de Daegu, uma cidade de 2,5 milhões de pessoas, estavam fechados e as ruas do centro, geralmente lotadas, eram um deserto.

    'É como se alguém tivesse jogado uma bomba no meio da cidade. Parece um apocalipse zumbi', disse Kim Geun-woo, morador da cidade de 28 anos, à Reuters por telefone.

    A Coreia do Sul tem agora 104 casos confirmados do vírus, semelhante ao da gripe.

    A China pediu solidariedade em uma reunião especial no Laos para discutir a epidemia com os países do sudeste asiático, que receberam bilhões de dólares de investimentos chineses nos últimos anos.

    'O medo é mais ameaçador do que o vírus e a confiança é mais preciosa que ouro', disse o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, em entrevista coletiva após o encontro.

    A província chinesa de Hubei registrou uma queda nas novas infecções depois que parou de diagnosticar as pessoas usando exames de Raio-X do peitoral e passou a contar somente aqueles que testaram positivo para traços genéticos do coronavírus.

    A mudança de metodologia e nos números, a segunda feita pela China em pouco mais de uma semana, levantou dúvidas sobre em que extensão os dados oficiais refletem precisamente o estado do surto.

    Hubei registrou 349 novos casos confirmados na quarta-feira, ante 1.693 um dia antes e o menor número desde 25 de janeiro. O número de mortos na província subiu em 108.

    Excluindo Hubei, o número de novos casos confirmados na China continental caiu pelo 16º dia seguido, para 45.

    Escrito por Reuters

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