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Tribunal do Equador declara culpado ex-presidente Lenín Moreno em caso de corrupção

Tribunal do Equador declara culpado ex-presidente Lenín Moreno em caso de corrupção

Reuters

28/08/2026

Placeholder - loading - Lenín Moreno, quando presidente do Equador, em visita à Casa Branca 12 de fevereiro de 2020 REUTERS/Tom Brenner
Lenín Moreno, quando presidente do Equador, em visita à Casa Branca 12 de fevereiro de 2020 REUTERS/Tom Brenner

Atualizada em  28/08/2026

QUITO, 28 Ago (Reuters) - Um tribunal do ​Equador declarou a responsabilidade do ex-presidente Lenín Moreno como autor direto do crime de suborno, em um caso de corrupção relacionado à construção de uma usina hidrelétrica, informou nesta sexta-feira a Procuradoria do país.

Durante a investigação, Moreno, de 73 anos, membros de sua família e parceiros comerciais locais e chineses foram associados a uma rede de corrupção ligada à construção da usina Coca Codo Sinclair, que começou a operar ⁠em ⁠2016 e vem enfrentando problemas ​técnicos desde ‌então.

O tribunal determinou que Moreno, valendo-se de sua condição de vice-presidente na época, tomou medidas para garantir a adjudicação do contrato para a construção da usina hidrelétrica — a maior do ⁠país andino — à empresa chinesa Sinohydro.

“A conduta de Lenín Moreno ​Garcés se enquadra nos termos da acusação formulada pela Procuradoria, ​crime de suborno atribuído ao servidor público ‌na qualidade de ​autor direto”, ⁠afirmou o juiz relator Manuel Cabrera, durante a leitura da sentença.

A Procuradoria afirma, em sua investigação, que Moreno, em sua função de vice-presidente ​entre 2007 e 2013, juntamente com membros de sua família e amigos teriam recebido mais de US$1 milhão em propinas, configurando o crime de suborno.

A Sinohydro teria pago subornos no valor de US$76,1 ​milhões entre 2009 e 2018, que supostamente foram entregues em troca de falsos serviços de consultoria, segundo a investigação.

Posteriormente, segundo a Procuradoria, os pagamentos foram canalizados a partir de contas bancárias no exterior, por meio de uma “divisão percentual”, e transferidos para diversos paraísos fiscais e empresas de fachada ligadas ao mesmo núcleo familiar e empresarial.

“Não recebi nem ​um centavo da Sinohydro, então, por favor, não venham me dizer que ‌sou acusado”, disse Moreno aos ⁠jornalistas. “Vim aqui para assumir minha responsabilidade, como homem de honra que sou, para provar minha inocência e a da minha família.”

Moreno, que ⁠também ocupou a Presidência do país entre ⁠2017 e 2021, voltou ao ⁠país vindo do ⁠Paraguai, ​onde morou nos últimos anos, para enfrentar o julgamento.

(Reportagem de Alexandra Valencia)

Reuters

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