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Tribunal europeu de direitos humanos decide que casos de Ucrânia e MH-17 contra Rússia são admissíveis

Tribunal europeu de direitos humanos decide que casos de Ucrânia e MH-17 contra Rússia são admissíveis

Reuters

25/01/2023

Placeholder - loading - Plenário da Corte Europeia de Direitos Humanos em Estrasburgo 11/09/2019 REUTERS/Vincent Kessler
Plenário da Corte Europeia de Direitos Humanos em Estrasburgo 11/09/2019 REUTERS/Vincent Kessler

Por Stephanie van den Berg e Bart H. Meijer

AMSTERDÃ (Reuters) - A Corte Europeia de Direitos Humanos (CEDH) determinou que os processos movidos pela Ucrânia e Holanda contra a Rússia sobre supostas violações de direitos humanos nas regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, na Ucrânia, e a derrubada do voo MH-17, são admissíveis.

A decisão não é sobre o mérito dos casos, mas mostra que o tribunal de Estrasburgo considera que a Rússia pode ser responsabilizada por violações de direitos nas regiões separatistas.

“Entre outras coisas, o Tribunal concluiu que as áreas no leste da Ucrânia estavam nas mãos dos separatistas de 11 de maio de 2014 e até pelo menos 26 de janeiro de 2022 sob a jurisdição da Federação Russa', disse o tribunal em uma decisão na quarta-feira.

Os casos agora passarão para a fase de mérito, que deve levar de um a dois anos até que uma decisão final seja emitida.

A decisão da CEDH abre as portas para pelo menos três outros casos do Estado ucraniano contra a Rússia, bem como milhares de casos individuais, que foram suspensos enquanto se aguarda a decisão sobre a jurisdição.

“Este é um sinal claro para a Rússia', escreveu no Twitter o ministro das Relações Exteriores da Holanda, Wopke Hoekstra, dizendo que a decisão do tribunal de declarar os casos admissíveis foi 'um marco importante'.

O impacto de qualquer decisão será amplamente político, já que o parlamento da Rússia votou em junho pelo fim da jurisdição da CEDH no país e anteriormente ignorou as decisões da CEDH com as quais discordava.

(Reportagem de Ingrid Melander, Stephanie van den Berg e Bart Meijer)

Reuters

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