Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Tributação de fundos exclusivos será enviada ao Congresso como projeto de lei, diz Haddad

Tributação de fundos exclusivos será enviada ao Congresso como projeto de lei, diz Haddad

Reuters

03/08/2023

Placeholder - loading - Ministro Fernando Haddad 02/05/2023 REUTERS/Ueslei Marcelino
Ministro Fernando Haddad 02/05/2023 REUTERS/Ueslei Marcelino

Atualizada em  03/08/2023

Por Bernardo Caram

(Reuters) - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou que pretende mandar ao Congresso o texto para mudar a tributação de rendimentos de fundos exclusivos de investimento em um projeto de lei, e não como medida provisória.

Em entrevista à Globonews, o ministro afirmou que a reforma tributária como um todo buscará ser neutra, mas ponderou que medidas pontuais como essa serão adotadas para fazer com que famílias muito ricas passem a pagar impostos como o restante da população.

'Quando você fica muito rico no Brasil, você cria um fundo exclusivo e para de pagar (imposto periódico sobre rendimentos)', disse. 'Nós criamos uma espécie de paraíso fiscal dentro do Brasil.'

De acordo com o ministro, o país tem hoje 2.400 fundos exclusivos, com patrimônio de aproximadamente 800 bilhões de reais.

Ao contrário da medida provisória, um projeto de lei não tem efeito imediato e passa a valer apenas após análise e aprovação do texto pelo Congresso, além da sanção do presidente da República.

A iniciativa atende a demanda do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que defendeu publicamente que essa discussão seja feita no Congresso apenas após o fim da tramitação da reforma tributária sobre o consumo.

A proposta para que os rendimentos dos fundos exclusivos sejam tributados todo ano, e não apenas no momento do resgate, faz parte das medidas para ampliar os recursos para o Orçamento de 2024, que irá para apreciação do Congresso no final de agosto.

HERANÇAS

Na entrevista, Haddad indicou ser favorável a alterações na tributação sobre heranças ao afirmar que a alíquota que incide sobre esses recursos é de aproximadamente 4%, uma das menores do mundo, segundo ele.

De acordo com o ministro, o governo verificou casos de pessoas muito ricas que transferiram fortunas ao exterior ainda em vida e seus familiares acabaram não pagando imposto ao país pelo repasse dos recursos após o falecimento.

Ele afirmou haver uma discussão internacional sobre o tema e citou como exemplos governos que tributam essas fortunas de acordo com o número de anos em que a pessoa viveu naquele local, mencionando também casos em que a pessoa é tributada ao retirar o dinheiro do país.

Apesar de abordar o tema, o ministro não deixou claro se vai propor alguma iniciativa nessa área.

Em relação à reforma tributária sobre o consumo, aprovada pela Câmara e que depende de análise do Senado, Haddad disse que hoje, na prática, a alíquota no país é de 34% considerando todos os impostos e que a taxação necessariamente será menor com as novas regras.

Para ele, após período de transição, se a calibragem das exceções a setores específicos for bem feito, a alíquota do novo imposto sobre consumo vai girar em torno de 25%.

Novamente defendendo a redução das exceções na reforma, Haddad disse que apresentará aos senadores o detalhamento de quanto cada regime diferenciado impactará na elevação da alíquota geral do novo tributo.

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.