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Trump critica táticas de Israel no Líbano e afirma que país está matando civis

Trump critica táticas de Israel no Líbano e afirma que país está matando civis

Reuters

16/06/2026

Placeholder - loading - Um gato figura em meio aos escombros em Jibchit, no distrito de Nabatieh, no Líbano 16 de junho de 2026 REUTERS/Stringer
Um gato figura em meio aos escombros em Jibchit, no distrito de Nabatieh, no Líbano 16 de junho de 2026 REUTERS/Stringer

Por Humeyra Pamuk

WASHINGTON, 16 Jun (Reuters) - ​O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez nesta terça-feira uma rara crítica pública às táticas militares de Israel no Líbano contra militantes do Hezbollah, afirmando que não é necessário bombardear prédios residenciais inteiros para caçar militantes.

Trump, que nos últimos dias havia expressado seu descontentamento com os ataques israelenses em Beirute -- que, segundo ele, poderiam ⁠ter ⁠colocado em risco seu ​acordo de ‌paz com o Irã --, disse que Israel vem combatendo o Hezbollah, a milícia libanesa aliada ao Irã, há “muito tempo”.

“Muitas pessoas foram mortas. Não ⁠é preciso destruir um prédio residencial toda vez que ​se está procurando alguém, porque há muitas pessoas ​nesses prédios, e nem todas são ‌do Hezbollah”, ​disse Trump ⁠na cúpula do G7, na França.

Sua reclamação surge em um momento de tensões crescentes com o primeiro-ministro israelense, Benjamin ​Netanyahu, que continua sendo um importante aliado político, apesar dos ocasionais altos e baixos entre os dois líderes ao longo dos anos.

Recentemente, as tensões têm ​se tornado mais evidentes. Autoridades israelenses vêm expressando discretamente sua frustração com o acordo firmado pelo presidente norte-americano com o Irã, enquanto Trump se mostra cada vez mais impaciente com Netanyahu em relação aos ataques israelenses a Beirute, que desencadearam resposta iraniana justamente enquanto ele trabalhava ​para finalizar o acordo de paz.

Trump disse ter um “ótimo relacionamento” ‌com Netanyahu, mas, na ⁠mesma frase, acrescentou que ele deveria ser “mais responsável” em relação ao Líbano. “Sem nós, sem os Estados Unidos, ⁠não haveria Israel. Sem mim, não ⁠haveria Israel, porque nenhum ⁠outro presidente ⁠estava ​disposto a fazer o que eu fiz.”

(Reportagem de Humeyra Pamuk)

Reuters

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