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Trump diz que EUA deveriam controlar Estreito de Ormuz e ser pago por isso

Trump diz que EUA deveriam controlar Estreito de Ormuz e ser pago por isso

Reuters

13/07/2026

Placeholder - loading - Embarcações no Estreito de Ormuz 8 de julho de 2026 REUTERS/Stringer
Embarcações no Estreito de Ormuz 8 de julho de 2026 REUTERS/Stringer

Atualizada em  13/07/2026

WASHINGTON, 13 Jul (Reuters) - O presidente dos Estados ​Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que os EUA provavelmente assumirão o controle do Estreito de Ormuz e devem ser reembolsados por controlar essa via navegável vital.

“Vamos manter o estreito e, provavelmente, vamos administrá-lo. Vamos nos tornar os guardiões do estreito. Talvez possamos chamá-lo de ‘anjo da guarda do estreito’. E deveríamos ser reembolsados por isso”, disse ele em uma entrevista por telefone no programa “Fox & Friends”, da Fox News.

O controle do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o abastecimento global de petróleo, ⁠tornou-se ⁠um dos principais campos de batalha do ​conflito ‌com o Irã. O bloqueio efetivo do estreito pelo Irã elevou os preços da energia e aumentou as preocupações com a inflação em todo o mundo.

“Vamos protegê-lo. Vamos ser pagos para protegê-lo — muito dinheiro”, disse Trump.

“Seremos ⁠reembolsados, porque as outras nações são muito ricas. Elas estão do nosso ​lado, e não se pode esperar que façamos isso de graça”, disse ​ele.

Depois de anunciar o fechamento da via navegável ‌no sábado, após o ​que ⁠descreveu como uma passagem não autorizada, Teerã informou no domingo que a passagem continuava suspensa e que as autorizações seriam emitidas assim que a “estabilidade e a calma” fossem ​restauradas.

“Tínhamos um acordo. Era um acordo fechado, e então eles o quebraram. Eles sempre quebram. Já fizemos dez acordos com essas pessoas e, por isso, vamos simplesmente bater nelas com toda a força”, disse Trump.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ​em comunicado nesta segunda-feira que a única maneira de restabelecer o tráfego regular de navios pelo estreito era pôr fim às intervenções militares dos EUA na via navegável, e alertou que “a interferência contínua poderia levar a incidentes mais graves no setor global de petróleo e gás”.

Forças dos EUA e do Irã trocaram ataques intensos com mísseis e drones durante o fim de semana e até segunda-feira, com Teerã ​afirmando ter atacado instalações militares norte-americanas em todo o Golfo Pérsico e mantido o ‌Estreito de Ormuz fechado, o que ⁠elevou os preços do petróleo.

Os últimos confrontos marcam uma forte escalada tanto no ritmo quanto no alcance geográfico dos ataques na última semana, colocando em ⁠dúvida um acordo provisório entre os EUA e o ⁠Irã, assinado no mês passado, para ⁠reabrir o estreito e ⁠suspender ​as hostilidades enquanto as partes buscavam mais 60 dias de negociações.

(Reportagem de Katharine Jackson)

Reuters

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