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Trump diz sobre o Irã: Às vezes é preciso usar a força

Trump diz sobre o Irã: Às vezes é preciso usar a força

Reuters

27/02/2026

Placeholder - loading - Presidente dos EUA, Donald Trump  27/02/2026 REUTERS/Evelyn Hockstein
Presidente dos EUA, Donald Trump 27/02/2026 REUTERS/Evelyn Hockstein

Atualizada em  27/02/2026

Por Steve Holland e Andrea Shalal

WASHINGTON, 27 Fev (Reuters) - O presidente dos EUA, ​Donald Trump, expressou nesta sexta-feira sua decepção com as negociações dos EUA com o Irã sobre seu programa nuclear e alertou que “às vezes é preciso usar a força”, em meio a uma presença militar maciça na região que pode prenunciar ataques à República Islâmica.

Trump aumentou a pressão diplomática e militar sobre o Irã nas semanas desde a repressão iraniana aos manifestantes, tentando forçar os governantes do país a renunciar às armas nucleares e outras atividades que Washington considera desestabilizadoras.

Depois que a última rodada de negociações na quinta-feira em Genebra terminou sem um acordo, a paciência de Trump parecia estar se esgotando, embora ele tenha dito que não havia tomado uma decisão final sobre o uso da força.

“Eles não querem dizer as palavras-chave: ‘Não vamos ter armas nucleares’”, disse Trump nesta sexta-feira, antes de um evento em Corpus Christi, ⁠no Texas. “Portanto, não estou ⁠feliz com a negociação.”

O Irã nega que esteja buscando ​desenvolver armas nucleares ‌e quer que qualquer acordo inclua o levantamento das sanções dos EUA contra o país.

ALBUSAIDI DIZ QUE “ACORDO DE PAZ ESTÁ AO ALCANCE”

Trump falou um dia após as negociações entre os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner e autoridades iranianas em Genebra terem terminado sem acordo, embora o ministro das Relações Exteriores de Omã, Sayyid Badr Albusaidi, que foi mediador, tenha dito ⁠que as negociações tiveram um progresso significativo.

Albusaidi disse à CBS nesta sexta-feira, antes das últimas declarações de ​Trump, que “um acordo de paz está ao nosso alcance... se apenas dermos à diplomacia o espaço necessário para chegar lá”.

O ​Irã concordou, em princípio, que nunca teria material nuclear que pudesse ser usado ‌para criar uma arma, disse Albusaidi, ​acrescentando ⁠que “se pudermos capturar isso e construir sobre isso, acho que um acordo está ao nosso alcance”.

Uma grande força militar dos EUA, incluindo dois grupos de porta-aviões, está na região aguardando ordens de Trump.

Embora o momento em que Trump tomará uma decisão final não esteja claro, o Departamento de ​Estado disse que o secretário de Estado, Marco Rubio, manterá conversações em Israel com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no domingo e na segunda-feira.

Os Estados Unidos se juntaram à campanha de bombardeios de Israel contra o Irã em junho, atacando importantes instalações nucleares.

Questionado sobre a possibilidade de uso da força, Trump disse que os Estados Unidos têm as maiores Forças Armadas do mundo.

“Eu adoraria não usá-la, mas às ​vezes é necessário”, disse ele.

MAIS CONVERSAS NESTA SEXTA-FEIRA

Trump disse que mais discussões sobre o Irã aconteceriam ainda nesta sexta-feira.

Ele não especificou com quem, mas Omã, que tem atuado como mediador entre os dois países, enviou seu ministro das Relações Exteriores a Washington nesta sexta-feira para discussões sobre o assunto com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, de acordo com uma fonte familiarizada com o assunto.

Autoridades da defesa dos EUA estiveram na Casa Branca na quinta-feira para conversas.

Rubio disse em comunicado nesta sexta-feira que o Departamento de Estado designou o Irã como um “Estado patrocinador de detenções ilegais”.

O secretário de Estado disse que, durante décadas, o Irã deteve indevidamente norte-americanos e cidadãos de outras nações “para ​usar como vantagem política contra outros Estados”, acrescentando que os EUA poderiam considerar medidas adicionais, incluindo uma possível “restrição geográfica de viagem ao uso de ‌passaportes norte-americanos para, através ou a partir do Irã”.

O ⁠presidente planejava eventos em Corpus Christi, Texas, mais tarde nesta sexta-feira, e depois voaria para Palm Beach, Flórida, para passar o fim de semana em seu clube Mar-a-Lago.

Uma fonte informada sobre as deliberações internas da Casa Branca disse à Reuters que Trump está “muito ciente ⁠de todas as opções que tem pela frente”.

Há um reconhecimento interno de que enfrentar ⁠o Irã seria mais difícil do que a captura do líder ⁠venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA, ⁠e ​também havia pessimismo interno quanto à possibilidade de as negociações darem frutos, disse a fonte.

“Ninguém está superotimista em relação às negociações”, disse a fonte.

Reuters

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