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Trump leva CEO da Nvidia em missão para 'abrir mercado' na China

Trump leva CEO da Nvidia em missão para 'abrir mercado' na China

Reuters

13/05/2026

Placeholder - loading - Presidente dos EUA, Donald Trump, embarca no Air Force One para uma viagem à China, na Base Conjunta Andrews, Maryland, EUA, em 12 de maio de 2026 REUTERS/Evan Vucci
Presidente dos EUA, Donald Trump, embarca no Air Force One para uma viagem à China, na Base Conjunta Andrews, Maryland, EUA, em 12 de maio de 2026 REUTERS/Evan Vucci

BEIJING/SEOUL, 13 Mai (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, ​Donald Trump, afirmou que instaria Xi Jinping, da China, a “abrir o mercado” para as empresas americanas durante sua viagem para uma cúpula em Pequim nesta quarta-feira, e incluiu Jensen Huang, presidente-executivo da Nvidia, no grupo de CEOs que o acompanha, após uma parada no Alasca durante o trajeto.

Trump inicia a primeira visita de um presidente dos EUA à China em quase uma década, ansioso por conquistar algumas vitórias econômicas e recuperar a popularidade abalada por sua guerra com o Irã.

Enquanto Trump se preparava para a cerimônia repleta de pompa, seu principal negociador comercial, Scott Bessent, encerrou as negociações com autoridades ⁠chinesas na ⁠Coreia do Sul, com o objetivo de ​manter o ‌frágil acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo, firmado no ano passado.

Os CEOs que acompanham Trump são oriundos principalmente de empresas que buscam resolver problemas comerciais com a China, como a Nvidia, que tem enfrentado dificuldades para obter autorização regulatória para vender seus ⁠potentes chips de inteligência artificial H200 no país.

“Vou pedir ao presidente Xi, um ​líder de extraordinária distinção, que ‘abra’ a China para que essas pessoas brilhantes possam fazer sua ​mágica”, disse ele em uma postagem no Truth Social, ‌referindo-se à delegação de CEOs.

“Farei ​disso ⁠meu primeiro pedido.”

Trump convidou Huang de última hora para participar da viagem, disse uma fonte a par do assunto que falou sob condição de anonimato, e ele foi visto por repórteres da Casa Branca embarcando ​no Air Force One durante uma parada para reabastecimento no Alasca.

Questionado sobre a publicação de Trump, Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, afirmou que Pequim está pronta para “ampliar a cooperação, administrar as divergências e trazer mais estabilidade e certeza a um mundo turbulento”.

Trump chegará ​à capital chinesa na quarta-feira para dois dias de reuniões com Xi, que incluirão uma grande recepção no Grande Salão do Povo, uma visita ao Templo do Céu, patrimônio da UNESCO, e um banquete de Estado.

Além do comércio, as negociações abordarão uma série de assuntos delicados, desde a guerra no Irã até a venda de armas dos EUA a Taiwan, a ilha governada democraticamente reivindicada pela China.

Espera-se que Trump incentive a China a convencer Teerã a chegar a um acordo com Washington para pôr ​fim ao conflito, embora ele tenha afirmado não acreditar que precisaria da ajuda do país.

A China reiterou ‌na quarta-feira sua forte oposição à venda ⁠de armas dos EUA a Taiwan, com o destino de um pacote de US$14 bilhões, que aguarda a aprovação de Trump.

Os Estados Unidos são obrigados por lei a fornecer a Taiwan os ⁠meios para se defender, apesar da ausência de relações diplomáticas ⁠formais.

(Reportagem de Laurie Chen, Antoni Slodkowski, Trevor Hunnicutt, ⁠Nicoco Chan, Xiaoyu Yin ⁠e ​Ethan Wang em Pequim; Heejin Kim e Brenda Goh em Seul e Karen Freifeld em Nova York)

Reuters

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