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    Trump mantém ameaça de ataque a locais culturais do Irã e alerta para 'grande retaliação'

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    Presidente dos EUA, Donald Trump; primeira-dama, Melanie Trump; e filho Barron voltam para Casa Branca após férias na Flórida 05/01/2020 REUTERS/Mike Theiler

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    Por Jeff Mason

    A BORDO DO AIR FORCE ONE (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve no domingo a ameaça de atacar locais culturais iranianos, alertando para uma 'grande retaliação' se o Irã revidar pela morte de um de seus principais comandantes militares.

    Trump, falando a repórteres a bordo do Air Force One, também ameaçou impor sanções contra o Iraque, um importante aliado dos EUA, depois que o Parlamento iraquiano pediu que as tropas norte-americanas deixem o país.

    Trump e seus assessores têm defendido o ataque aéreo dos EUA que matou o comandante militar iraniano Qassem Soleimani, cuja morte aumentou as tensões na região.

    Trump afirma que Soleimani estava planejando ataques contra norte-americanos e disse que está considerando divulgar os relatórios de inteligência que o levaram a ordenar o assassinato.

    Questionado sobre uma possível vingança do Irã, Trump disse: “Se isso acontecer, aconteceu. Se eles fizerem alguma coisa, haverá uma grande retaliação”.

    Trump tem dito que a operação foi conduzida para evitar uma guerra com o Irã e alertou contra novas escaladas, mas adotou uma retórica rígida em público, tuitando que os Estados Unidos têm 52 alvos iranianos, alguns 'em um nível muito alto e importantes para o Irã e a cultura iraniana', se o Irã atingir quaisquer posições norte-americanas ou norte-americanos em retaliação pela morte de Soleimani.

    O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, negou no domingo que Trump tenha dito que atacaria locais culturais iranianos, mas o presidente o contradisse quando perguntado sobre o assunto na noite de domingo.

    'Eles têm permissão para usar bombas na estrada e explodir nosso povo, e não podemos tocar em seus locais culturais? Não é assim que funciona', disse.

    Atacar locais culturais com ação militar é considerado um crime de guerra sob o direito internacional, incluindo uma resolução do Conselho de Segurança da ONU apoiada pelo governo Trump em 2017 e a Convenção de Haia para a proteção de bens culturais, de 1954.

    Escrito por Reuters

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