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Petroleiros da Petrobras apontam atrasos e paralisações por greve

Placeholder - loading - Pessoas caminham em frente à sede da Petrobras no Rio. 16/10/2019.  REUTERS/Sergio Moraes
Pessoas caminham em frente à sede da Petrobras no Rio. 16/10/2019. REUTERS/Sergio Moraes

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SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - Refinarias e terminais da Petrobras estão registrando atrasos e paralisações no segundo dia de greve da categoria, de acordo com informação da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Os sindicatos da FUP decidiram manter a mobilização de cinco dias iniciada na segunda-feira, apesar de decisão de um ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que suspendeu na véspera repasses aos sindicatos pelo descumprimento de liminar que impedia o movimento grevista.

Contudo, segundo informação da FUP, a greve não gera impactos no abastecimento de combustíveis.

A FUP alertou para paralisações nas refinarias Landulpho Alves (Rlam/BA), Abreu e Lima (Rnest/PE), de Manaus (Reman/AM) e em Paulínia (Replan/SP). A federação relatou ainda paradas nos terminais Aquaviário de Suape (PE), de Guararema (SP) e da Transpetro (BA), além da unidade de fertilizantes Araucária Nitrogenados (Fafen/PR) e em campos terrestres da Bahia (Taquipe, Araças, Candeias, Bálsamo, Buracica), entre outros.

Na véspera, de acordo com nota publicada pelo TST, 'a Petrobras demonstrou que diversas refinarias paralisaram suas atividades' e que os grevistas estavam impedindo a entrada de funcionários em suas instalações.

Procurada, a Petrobras informou que não há uma 'atualização' sobre o impacto do movimento grevista.

A mobilização dos trabalhadores, que envolve ações sociais, como doação de sangue por funcionários, foi mantida apesar do bloqueio pelo TST das contas das entidades sindicais no limite de 2 milhões de reais a cada dia de prosseguimento da mobilização.

Segundo o diretor de assuntos institucionais e jurídicos da FUP, Deyvid Bacelar, a federação já entrou com recurso no TST para tentar derrubar a decisão do ministro.

Para Bacelar, o movimento tem caráter diferente, uma vez que os petroleiros estão sendo chamados a protestar por meio da doação de sangue.

Ele admitiu, no entanto, que em algumas refinarias não está havendo a troca de turno, uma vez que a categoria está aderindo ao movimento.

'Estão deixando de trabalhar para doar sangue, é direito do trabalhador doar sangue e ter o dia abonado', declarou.

Uma fonte da Petrobras disse à Reuters, em condição de anonimato, que a greve não está afetando e não vai prejudicar as operações e produção da empresa.'Não há risco algum para a produção', disse a fonte. 'A empresa está tranquila tanto no refino quanto na produção.' Segundo a fonte, houve algumas poucas perturbações em determinadas unidades da empresa, mas sem maiores complicações.

'Houve problemas pontuais de troca de turno e embarque. Mas sem maiores repercussões', avaliou a fonte.

O movimento grevista, segundo a FUP, visa alertar a sociedade sobre os riscos da política de demissões em massa e transferências que vêm sendo aplicada pela atual diretoria da Petrobras, que tem uma política de desinvestimentos.

Além disso, a FUP afirmou que a empresa incluiu metas de segurança, saúde e meio ambiente (SMS) como critérios para pagamento de bônus e concessão de vantagens, o que, segundo ela, fere cláusulas do acordo trabalhista.

(Por Roberto Samora e Rodrigo Viga Gaier)

Escrito por Reuters

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