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    Ucrânia rejeita ultimatos conforme conflito se intensifica

    Placeholder - loading - 21/03/2022 REUTERS/Serhii Nuzhnenko
    21/03/2022 REUTERS/Serhii Nuzhnenko

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    Por Pavel Polityuk e James Mackenzie

    MARIUPOL/LVIV/KIEV, Ucrânia (Reuters) - A Ucrânia disse que não vai aceitar ultimatos da Rússia após Moscou exigir que o país pare de defender a cidade sitiada de Mariupol, onde centenas de milhares de civis estão sofrendo com bombardeios russos desvastadores.

    Mariupol se tornou um ponto focal da ofensiva russa à Ucrânia, mas de acordo com relatos os ataques também se intensificaram na segunda maior cidade do país, Kharkiv, nesta segunda-feira.

    O conflito já retirou de suas casas quase um quarto dos 44 milhões de ucranianos, e a Alemanha prevê que o número de refugiados possa alcançar até 10 milhões nas próximas semanas.

    A Europa disse que a Rússia está usando os refugiados como ferramenta e que está preparada para tomar mais medidas, além das sanções existentes, para isolar a Rússia das finanças e do comércio global.

    As Forças Armadas russas ordenaram que os moradores de Mariupol se rendessem às 5h (no horário local) desta segunda-feira, dizendo que aqueles que se rendessem, poderiam sair, enquanto aqueles que ficassem seriam entregues a tribunais administrados por separatistas apoiados por Moscou.

    O governo do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, respondeu que o país nunca se curvará a ultimatos e acrescentou que cidades como a capital Kiev, Mariupol e Kharkiv sempre resistirão à ocupação.

    'Não pode haver qualquer rendição' em Mariupol, disse a vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk.

    A invasão da Rússia, agora em sua quarta semana, em grande medida está estagnada, sem que as tropas consigam capturar qualquer grande cidade, mas causando destruição maciça em zonas residenciais.

    As cidades de Kharkiv, Sumy e Chernihiv, no leste ucraniano, também têm sido duramente atingidas pela tática da Rússia de atacar áreas urbanas com artilharia, como suas tropas fizeram antes na Síria e na Chechênia.

    Autoridades ucranianas esperam que Moscou, que não conseguiu garantir uma vitória rápida, reduza suas perdas e negocie uma retirada. Ambos os lados sugeriram na semana passada progresso nas negociações sobre uma fórmula que incluiria algum tipo de 'neutralidade' para a Ucrânia, embora os detalhes fossem escassos.

    As negociações foram retomadas nesta segunda e a vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk, disse que foi alcançado um acordo sobre oito corredores de retirada de moradores e abastecimento para cidades sitiadas, mas que Mariupol não estava entre eles.

    O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, discutiu as 'táticas brutais' da Rússia na Ucrânia com líderes europeus nesta segunda e o Reino Unido disse que reafirmou seu compromisso de apoiar a Ucrânia militar, diplomática e economicamente.

    Mas os ministros das Relações Exteriores da União Europeia discordaram sobre se e como incluir energia nas sanções, com a Alemanha dizendo que o bloco é muito dependente do petróleo russo para determinar um embargo.

    (Por Pavel Polityuk e Natalia Zinets em Lviv, James Mackenzie em Kiev, um jornalista da Reuters em Mariupol e redações da Reuters)

    Escrito por Reuters

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