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Única guerra que temos que travar na América Latina é contra fome e desigualdade, diz Lula

Única guerra que temos que travar na América Latina é contra fome e desigualdade, diz Lula

Reuters

28/01/2026

Placeholder - loading - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante o Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe, na Cidade do Panamá 28 de janeiro de 2026 REUTERS/Aris Martinez
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante o Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe, na Cidade do Panamá 28 de janeiro de 2026 REUTERS/Aris Martinez

28 Jan (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula ⁠da Silva disse nesta quarta-feira que a única guerra que deve ser travada na América Latina e no Caribe é contra a fome e a desigualdade, apontando que a história mostra que o uso da força não pavimenta caminhos para solucionar os problemas da região.

Em discurso no Fórum Econômico da América Latina e Caribe, no Panamá, Lula disse que a região vive um dos momentos de maior retrocesso em matéria de integração e que falta às lideranças latino-americanas convicção em um projeto de integração regional.

'A ​história mostra que o uso da força jamais ⁠pavimentará o ⁠caminho para superar as mazelas que afligem este hemisfério que é de todos nós. A divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos e retrocessos históricos', disse Lula.

A fala do presidente vem depois de, no início do ano, forças dos Estados ‌Unidos terem capturado o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação militar ​em Caracas para levá-lo à Justiça nos EUA ‌por acusações de ​narcotráfico.

Desde então, ​o presidente norte-americano, Donald Trump, tem dito que empresas dos EUA explorarão o petróleo da Venezuela, país que tem a maior reserva comprovada de petróleo do mundo. Forças norte-americanas ​também capturaram navios-tanque com petróleo venezuelano, e Trump disse que esse petróleo está sendo processado em refinarias norte-americanas.

À época do ataque, Lula condenou a ação militar e disse que ela ultrapassa uma 'linha inaceitável'. Mais recentemente, o presidente declarou que todas as noites fica indignado com o que aconteceu na Venezuela.

Em seu discurso no Panamá, Lula afirmou também que houve momentos na história em que os EUA adotaram uma política de cooperar com o desenvolvimento da América Latina e do Caribe.

'Também houve momentos em que os Estados Unidos souberam ser um parceiro em prol dos nossos interesses de desenvolvimento. O presidente Franklin Roosevelt implementou uma política de boa vizinhança que tinha como ⁠objetivo substituir a intervenção militar pela diplomacia em sua política externa para a América Latina ‌e Caribe', disse.

Na segunda-feira, Lula conversou ⁠por telefone com Trump e, segundo nota do Palácio do Planalto, 'ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo ‍bem-estar do povo venezuelano'. Os dois líderes combinaram ainda que Lula fará uma visita a Washington que, disse o ​presidente ‌brasileiro na terça, deve ocorrer em março.

(Por Eduardo Simões, em São PauloEdição de Pedro Fonseca)

Reuters

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