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Unilever alerta para aumentos de preços à medida que custos da guerra no Irã se acumulam

Unilever alerta para aumentos de preços à medida que custos da guerra no Irã se acumulam

Reuters

28/10/2026

Placeholder - loading - Produtos Dove expostos em uma prateleira de um supermercado em Sarajevo, Bósnia e Herzegovina, em 29 de outubro de 2024 REUTERS/Dado Ruvic
Produtos Dove expostos em uma prateleira de um supermercado em Sarajevo, Bósnia e Herzegovina, em 29 de outubro de 2024 REUTERS/Dado Ruvic

LONDRES, 28 Out (Reuters) - A Unilever prevê que os ​aumentos de preços se intensifiquem no quarto trimestre e no próximo ano, informou a empresa nesta quarta-feira, alinhando-se a outras fabricantes de bens de consumo que já anunciaram que repassarão aos clientes o aumento nos custos relacionado à guerra com o Irã.

Grandes empresas, incluindo a Coca-Cola , a Procter & Gamble , a Nestlé e a Reckitt , alertaram para o risco de novos aumentos de preços no próximo ano para compensar o impacto da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, que começou ⁠no final ⁠de fevereiro.

Cada uma dessas empresas aumentou ​drasticamente ‌os preços durante a pandemia da Covid-19 e nos primeiros meses da invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia. Desde então, elas passaram anos tentando reconquistar consumidores que se afastaram e passaram a optar por ⁠produtos de marca própria mais baratos. Agora, enfrentam a realidade de ​ter que aumentar os preços novamente para proteger as margens dos acionistas.

“Definitivamente, esperamos ​que os preços em 2027 sejam mais ‌altos do que a ​média ⁠de 2026”, disse o presidente-executivo Fernando Fernandez. “Agora que temos mais clareza sobre isso (o ambiente de custos), estamos acelerando os aumentos de preços.”

“Vamos garantir um bom equilíbrio entre volume ​e preços em tudo o que fizermos no curto e no médio prazo”, acrescentou.

A Unilever, cujas inovações e foco em marketing ajudaram a empresa a recuperar a demanda após a pandemia, conseguiu este ano repassar parte do aumento nos ​custos das matérias-primas aos consumidores sem prejudicar os volumes de vendas.

As ações caíam 3,4% na quarta-feira, já que a Unilever também divulgou um crescimento do volume de vendas no terceiro trimestre mais lento do que no segundo trimestre, prejudicado pelo seu negócio de alimentos.

A Unilever divulgou um crescimento subjacente das vendas de 5,2% no trimestre, acima dos 4,8% esperados pelos analistas em um consenso elaborado pela empresa.

A empresa também ​manteve suas projeções de vendas e margem de lucro para 2026 e afirmou que ‌espera um crescimento subjacente das vendas ⁠de cerca de 5% no segundo semestre de 2026. Ela prevê um crescimento subjacente do volume no ano inteiro de pelo menos 3%, acima da projeção ⁠anterior de cerca de 3%, após registrar um ⁠crescimento de volume de 2,9% no terceiro ⁠trimestre e um ⁠aumento ​de preços de 2,3%.

(Reportagem de Yadarisa Shabong, em Bengaluru, e Richa Naidu, em Londres)

Reuters

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