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Vale prevê recuperar condições operacionais de minas suspensas de MG em até 3 semanas

Vale prevê recuperar condições operacionais de minas suspensas de MG em até 3 semanas

Reuters

13/02/2026

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Atualizada em  13/02/2026

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO, 13 Fev (Reuters) - A Vale prevê concluir ​em até três semanas o restabelecimento de condições operacionais de duas minas paralisadas em Minas Gerais, após chuvas volumosas ao final de janeiro causarem transbordamentos de cavas nas áreas e alagamentos de operações, afirmou o presidente da mineradora, Gustavo Pimenta, nesta sexta-feira.

As atividades nas minas de Fábrica, entre Ouro Preto e Congonhas (MG), e Viga, em Congonhas (MG), estão suspensas desde 27 de janeiro, depois que houve transbordamento de água e sedimentos nas instalações, levantando preocupações relacionadas à segurança de comunidades e do meio ambiente no entorno.

'A nossa visão é que em duas ou três semanas a gente já deve estar com o site limpo e pronto para retomar as operações... e aí vai depender, obviamente, das autoridades estaduais, federais e locais para que a ⁠gente possa restabelecer a ⁠operação', disse Pimenta, em coletiva de imprensa para ​comentar resultados ‌da companhia.

As duas unidades têm uma produção combinada de 8 milhões de toneladas por ano, ou o equivalente a 2,4% do volume médio do guidance de minério de ferro da Vale para 2026, conforme analistas do Santander disseram na oportunidade.

Nesta sexta-feira, porém, Pimenta afirmou que tais operações têm 'naturalmente' um volume de produção muito menor nesse período ⁠do ano, porque é um período chuvoso, então já existia uma expectativa de produção menor.

'Por ​isso, a gente, na partida, comentou que a nossa expectativa em relação ao impacto para o ano era muito ​limitada, e a gente não mudaria o guidance em função disso', ‌afirmou o executivo.

Ele ressaltou que ​o foco ⁠da empresa nesses locais agora está em garantir a limpeza do site e as condições operacionais o mais rapidamente possível. Apenas depois que esse trabalho estiver concluído, a Vale irá se engajar em conversas com autoridades para avaliar a melhor forma de retomar ​essas operações.

Pimenta frisou que a companhia vai também 'olhar no retrovisor' para entender o que mais pode ser feito para garantir que eventos similares não aconteçam e reconheceu a necessidade de avaliar eventuais impactos relacionados a mudanças climáticas em suas instalações.

'A gente está dando uma pincelada, olhando as operações para ver como é que a gente pode se tornar ainda mais ​resiliente dadas as mudanças que temos enfrentado de mudanças climáticas, e vamos incorporar essas lições nas nossas instalações existentes e outras', disse Pimenta.

O executivo explicou que a companhia já tem um processo interno de revisão bastante rigoroso, assumindo eventos climáticos adversos. 'A infraestrutura geotécnica de pilhas, de barragens, elas já são desenhadas a partir de cenários bastante adversos...', disse.

No caso dos extravazamentos, Pimenta pontuou que eles ocorreram dentro de uma área industrial da companhia.

'Então, a gente está voltando e dando uma olhada nos nossos ativos para a área industrial... para ver o que mais a gente pode fazer para realmente aumentar a resiliência ​ainda mais', afirmou.

Pimenta mencionou que a empresa faz um grande trabalho que avalia a incidência de chuvas antes de cada período chuvoso, ‌em estudos que também consideram experiências passadas, de ⁠forma a proteger os ativos.

'A gente, inclusive, discute esse plano de chuva com as autoridades. Então, é um tema muito importante dentro da Vale, que a gente vem melhorando muito ao longo dos últimos anos e vamos seguir avançando ⁠nesse sentido, sempre colocando a segurança em primeiro lugar', afirmou.

Os eventos ocorreram quando ⁠a população mineira ainda discute impactos relacionados aos dois rompimentos ⁠de barragens de mineração que ⁠envolveram ​a Vale, desde 2015. Pimenta enfatizou na conferência que nenhuma barragem ou estrutura geotécnica sofreu qualquer impacto dessa vez.

(Por Marta Nogueira)

Reuters

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