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    Vale diz que não há elementos que apontem gatilho para ruptura de barragem em MG

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    Mina Gongo Soco, operada pela Vale, em Barão de Cocais (MG) 08/02/2019 REUTERS/Washington Alves

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    SÃO PAULO (Reuters) - A Vale informou nesta quinta-feira que identificou movimentação no talude Norte, na cava da mina Gongo Soco, em Barão de Cocais (MG), mas ressaltou que não há elementos técnicos até o momento para se afirmar que o eventual escorregamento possa ter como consequência o rompimento da barragem Sul Superior, nas proximidades.

    A afirmação foi feita após nota do Ministério Público de Minas Gerais que indicou, citando documento da própria Vale, que haveria risco de ruptura na cava, entre 19 e 25 de maio, e que o movimento poderia provocar a ruptura da barragem.

    Após a nota do MP, as ações da Vale passaram a cair na B3, com os papéis fechando em baixa de 3,23 por cento.

    'Cabe ressaltar que não há elementos técnicos até o momento para se afirmar que o eventual escorregamento do talude... desencadeará gatilho para a ruptura da Barragem Sul Superior', esclareceu a empresa em comunicado.

    Mesmo assim, a Vale disse que 'está reforçando o nível de alerta e prontidão para o caso extremo de rompimento'.

    Um alerta de desnível na barragem Sul Superior havia levado a retirada dos moradores da região poucos dias após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), em 25 de janeiro, que provocou uma grande revisão de segurança nas estruturas de mineração no Estado.

    O desastre de Brumadinho, com mais de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos, atingiu comunidades, mata, rios e instalações da própria Vale, resultando na morte de 240 pessoas e deixando ainda 30 desaparecidos.

    Mais cedo nesta semana, a mineradora havia informado que suas equipes identificaram movimentação no talude Norte, na cava da mina, paralisada desde 2016. Na ocasião, informou que as autoridades haviam sido envolvidas para avaliarem a situação.

    A barragem Sul Superior, a 1,5 km da área do talude, está em nível 3, o mais crítico para risco de rompimento, desde 22 de março, e a Zona de Autossalvamento já havia sido evacuada preventivamente em 8 de fevereiro. A estrutura tem volume de 6 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, segundo a reguladora ANM.

    A Vale disse ainda que, seguindo recomendação do Ministério Público mineiro, intensificará a veiculação de informações em rádios da região e por meio de panfletagem sobre a situação.

    Além disso, informou que um novo simulado de evacuação será realizado no próximo sábado, às 15h, para reforço de treinamento da população de Barão de Cocais.

    Desde fevereiro, a Vale afirma que vem mantendo contato com as comunidades, prefeituras, defesas civis, empresas e demais órgãos competentes da região. A empresa simulou emergência com moradores da ZSS dos municípios de Barão de Cocais, Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo.

    A mineradora disse também que a cava e a barragem são monitoradas 24 horas por dia.

    (Por Roberto Samora)

    Escrito por Reuters

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