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Vale terá nova usina para produzir minério de ferro com rejeitos de barragem em MG

Vale terá nova usina para produzir minério de ferro com rejeitos de barragem em MG

Reuters

10/04/2026

Placeholder - loading - Vista da mina Gongo Soco, operada pela Vale, em Barão de Cocais, Brasil, em 8 de fevereiro de 2019. REUTERS/Washington Alves
Vista da mina Gongo Soco, operada pela Vale, em Barão de Cocais, Brasil, em 8 de fevereiro de 2019. REUTERS/Washington Alves

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO, 10 ​Abr (Reuters) - A Vale começa a construir neste ano uma usina de processamento de rejeitos e estéril com capacidade para produzir 2 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, como parte de sua meta de reaproveitar matérias-primas antes rejeitadas e avançar em programa de economia circular.

A usina deverá operar a partir de 2027, integrando projeto de descaracterização de uma barragem em Minas Gerais, informou a companhia à Reuters.

A companhia, ⁠uma ⁠das maiores produtoras de minério ​de ferro ‌do mundo, mais do que dobrou sua produção de minério de ferro a partir de estéril ou rejeito no ano passado, alcançando 26,3 milhões de toneladas, alta de 107% em ⁠relação a 2024, com cerca de 80% desse volume produzido ​em Minas Gerais.

Até 2030, a companhia projeta que cerca de 10% ​de sua produção anual de minério ‌de ferro venha ​de fontes ⁠circulares.

O projeto será implantado na mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais (MG), que está paralisada desde 2016, e utilizará rejeitos da descaracterização da ​barragem Sul Superior, além de materiais de duas pilhas existentes da unidade, informou a empresa.

O escoamento da produção ocorrerá pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM).

A construção da usina deve durar cerca de ​19 meses e a descaracterização da barragem Sul Superior está prevista para ser concluída em 2029.

A estrutura integra o programa de mineração circular da Vale e foi desenhada para operar de forma integrada às obras de descaracterização da barragem.

'Optamos por uma solução de concentração magnética que maximiza a recuperação de minério de ferro contido no rejeito. O ​reaproveitamento desses materiais acontecerá ao longo dos próximos anos, seguindo o cronograma ‌de descaracterização da estrutura geotécnica', afirmou ⁠Juliana Cota, diretora de Minas Paralisadas do Corredor Sudeste da Vale, em nota.

A barragem faz parte do programa de descaracterização de ⁠estruturas construídas pelo método a montante da empresa, ⁠que já eliminou 19 das ⁠30 unidades previstas, ⁠alcançando ​63% de execução até o momento.

(Por Marta Nogueira; edição de Roberto Samora)

Reuters

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