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Vazamento de fluido paralisa perfuração da Petrobras na Foz do Amazonas

Vazamento de fluido paralisa perfuração da Petrobras na Foz do Amazonas

Reuters

06/01/2026

Placeholder - loading - Casa na beira de rios perto da Foz do Amazonas, no Amapá 31/03/2017 REUTERS/Ricardo Moraes
Casa na beira de rios perto da Foz do Amazonas, no Amapá 31/03/2017 REUTERS/Ricardo Moraes

Atualizada em  06/01/2026

Por Marta Nogueira e Fabio Teixeira

RIO DE ⁠JANEIRO, 6 Jan (Reuters) - A Petrobras paralisou temporariamente as atividades exploratórias de petróleo e gás na Bacia da Foz do Rio Amazonas, em águas profundas do Amapá, após vazamento de um fluido de perfuração do poço no domingo, informou a empresa nesta terça-feira.

A petroleira adicionou que a perda do fluido foi imediatamente contida e isolada. Segundo a Petrobras, o material atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, 'portanto não há dano ao meio ambiente ou às pessoas'.

Procurado, o órgão ambiental Ibama afirmou ​que foi notificado pela Petrobras sobre incidente, e ⁠que as ⁠causas estão em investigação.

A Petrobras levou anos para conquistar uma licença ambiental do Ibama para perfurar na região com forte potencial petrolífero, em meio a uma forte resistência de grupos ambientalistas, indígenas e até de parte do governo federal.

O objetivo com o poço é confirmar a existência ‌de petróleo.

A região da Foz do Amazonas apresenta grande potencial para novas ​descobertas de petróleo, mas também enfrenta enormes desafios ‌socioambientais, por estar ​localizada na ​costa da floresta Amazônica, em um ambiente pouco conhecido e rico em diversos biomas.

Na nota à imprensa, a Petrobras não deu mais detalhes sobre o volume vazado. Mas ​em documento para Comunicação Inicial de Incidente sobre o caso, visto pela Reuters, a petroleira informou que o volume vazado foi de 14,945 metros cúbicos e ocorreu a uma profundidade de 2.700 metros.

A CNN Brasil havia informado mais cedo que o vazamento do fluido paralisaria as atividades de perfuração por 10 a 15 dias. A Petrobras não deu um prazo.

Na Comunicação Inicial de Incidente, a empresa disse apenas que foram 'interrompidas operações para planejamento das próximas operações'.

Ao iniciar a perfuração em outubro, a Petrobras estimou que as atividades deveriam durar por cerca de cinco meses.

A perda de fluido foi identificada em duas linhas auxiliares que conectam a ⁠sonda de perfuração ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa ‌do Amapá.

'As linhas serão trazidas à ⁠superfície para avaliação e reparo', informou a companhia.

'Não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. A ocorrência ‍também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração', disse a Petrobras.

(Por Marta Nogueira, Fábio Teixeira e ​Rodrigo ‌Viga Gaier, no Rio de Janeiro; reportagem adicional de Fernando Cardoso, em São Paulo)

Reuters

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