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Vibra discute com governo participação em programa de subvenção ao diesel

Vibra discute com governo participação em programa de subvenção ao diesel

Reuters

07/05/2026

Placeholder - loading - Funcionários de um posto de gasolina ajustam o preço em meio à crescente preocupação com os custos de combustível no Brasil 20 de março de 2026 REUTERS/Diego Vara
Funcionários de um posto de gasolina ajustam o preço em meio à crescente preocupação com os custos de combustível no Brasil 20 de março de 2026 REUTERS/Diego Vara

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO, 7 Mai (Reuters) - A ​Vibra Energia está em conversas com o governo federal para encontrar uma forma de participar do programa de subvenção ao diesel que seja benéfica para ambas as partes, afirmou o presidente da companhia, Ernesto Pousada.

Maior distribuidora de combustíveis do Brasil, a Vibra já havia anunciado que se habilitaria para o programa, criado para amenizar os impactos da disparada de preços do petróleo e seus derivados, com o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, no fim de fevereiro.

Por meio do programa de subvenção, as companhias precisam praticar preços de venda de diesel dentro de parâmetros determinados pelo governo e, ⁠posteriormente, serem ⁠ressarcidas, mediante documentos que comprovem o repasse ​de descontos ‌aos consumidores.

Pousada ressaltou que o Brasil está exposto à volatilidade de preços de diesel no mercado internacional. Cerca de 25% do diesel consumido no Brasil é importado.

'Estamos conversando com os agentes governamentais e com o governo para encontrar um caminho que a gente possa começar a utilizar da ⁠subvenção de uma maneira que seja boa para o governo e boa para ​a Vibra também', disse Pousada, durante videoconferência com analistas sobre os resultados do primeiro trimestre, sem ​detalhar eventuais entraves.

'Nós já estamos habilitados, o que demonstra ‌nosso interesse em vir a ​executar. ⁠Estamos ainda em conversas para encontrar o melhor caminho e modelo.'

Durante a videoconferência, Pousada reiterou ainda que a Vibra conseguiu ampliar as importações e assegurar o fornecimento de derivados de petróleo, após a disparada de preços ​com a guerra no Oriente Médio. Ele também afirmou que a empresa soube amortecer a volatilidade dos preços ao longo do primeiro trimestre.

'A Vibra ampliou importações, contribuindo de uma maneira estruturante para o abastecimento nacional. E tínhamos no final do trimestre um cenário de possível escassez, conseguimos ampliar as nossas ​importações e assegurar o fornecimento e disponibilidade de produtos para os nossos clientes', afirmou.

As declarações ocorrem em um momento em que a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, tem feito declarações públicas para frisar que a Vibra Energia (ex-BR Distribuidora) não pertence mais à estatal e acusado as distribuidoras de elevarem as suas margens em 'época de guerra'.

Analistas de mercado também questionaram a administração da Vibra sobre a possibilidade de elevar o pagamento de dividendos. Também presente na conferência, o vice-presidente executivo Financeiro e Relações com Investidores, Mauricio ​Teixeira, afirmou que é preciso reduzir mais a dívida antes de elevar os pagamentos aos acionistas, uma vez ‌que o país mantém a taxa básica ⁠de juros em nível elevado, sem perspectivas de quando irá cair.

'A gente quer ter um patamar mais de dívida menor para poder liberar mais dinheiro para o acionista e poder decidir o que ⁠a gente quer fazer..., seja mais capex, seja algo inorgânico, ⁠seja mais dividendo, recompra de ações, isso a ⁠gente vai ter opcionalidade ⁠quando ​a gente tiver com o patamar de dívida mais baixo', afirmou.

(Reportagem de Marta Nogueira; edição de Roberto Samora)

Reuters

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