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Vice-presidente dos EUA critica 'interferência' da UE em eleição na Hungria durante viagem a Budapeste

Vice-presidente dos EUA critica 'interferência' da UE em eleição na Hungria durante viagem a Budapeste

Reuters

07/04/2026

Placeholder - loading - Vice-presidente dos EUA, JD Vance, ao lado do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, em entrevista colative em Budapeste 7 de abril de 2026 REUTERS/Bernadett Szabo
Vice-presidente dos EUA, JD Vance, ao lado do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, em entrevista colative em Budapeste 7 de abril de 2026 REUTERS/Bernadett Szabo

Por Humeyra Pamuk e Anita Komuves

BUDAPESTE, 7 Abr (Reuters) - O vice-presidente ​dos Estados Unidos, JD Vance, criticou nesta terça-feira o que chamou de interferência 'vergonhosa' da União Europeia em uma eleição na Hungria, enquanto elogiava o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, como um aliado do presidente dos EUA, Donald Trump, em defesa da civilização ocidental.

A visita de Vance a Budapeste, poucos dias antes de uma eleição que, segundo pesquisas independentes, Orbán provavelmente perderá, ressalta o quanto o movimento MAGA de Trump considera crucial a reeleição do veterano nacionalista húngaro.

Enquanto isso, os ataques de Vance a Bruxelas provavelmente aprofundarão as divisões entre Washington e os líderes europeus, que estão nervosos com a guerra de Trump contra o Irã e outras políticas norte-americanas.

'O que aconteceu neste país, o que aconteceu em meio a esta campanha eleitoral, é um dos piores exemplos de interferência eleitoral estrangeira que ⁠eu já vi ⁠ou sobre o qual já li', disse Vance em ​uma coletiva ‌de imprensa.

'Os burocratas de Bruxelas tentaram destruir a economia da Hungria. Eles tentaram tornar a Hungria menos independente em termos de energia. Tentaram aumentar os custos para os consumidores húngaros, e fizeram tudo isso porque odeiam esse cara (Orbán).'

Vance, cuja própria visita a Budapeste na véspera da eleição de domingo atraiu alerta sobre 'interferência estrangeira' na Hungria por parte do adversário ⁠de Orbán, Peter Magyar, disse que outros países europeus deveriam seguir as políticas energéticas de Orbán.

No ​entanto, não ficou imediatamente claro se isso se referia à importação de petróleo e gás russos. Orbán tem mantido laços ​cordiais com Moscou apesar da guerra na Ucrânia e diz que a ‌energia russa é essencial para ​a Hungria.

A ⁠Comissão Europeia não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre as falas de Vance.

Trump já endossou pessoalmente Orbán, 62 anos, como 'um líder verdadeiramente forte e poderoso' e Vance elogiou as políticas do primeiro-ministro húngaro em tudo, desde energia até a guerra na Ucrânia.

'Estou aqui ​por causa da cooperação moral entre nossos dois países, porque o que os Estados Unidos e a Hungria representam juntos, sob a liderança de Viktor e sob a liderança do presidente Trump, é a defesa da civilização ocidental.'

Orbán, que está enfrentando a mais difícil candidatura à reeleição de sua carreira após 16 anos no poder, saudou o que chamou de 'uma era de ouro' nas ​relações entre a Hungria e os EUA sob a liderança de Trump.

A autodenominada 'democracia iliberal' de Orbán reflete os principais temas dos Estados Unidos da era Trump: políticas severas contra a imigração, desdém pelas normas liberais, hostilidade em relação às instituições globais e ataques à mídia, universidades e grupos sem fins lucrativos. Ele foi o primeiro líder europeu a apoiar Trump durante sua candidatura presidencial de 2016.

Orbán está há muito tempo em desacordo com a UE em uma série de questões, incluindo a Ucrânia. Ele se recusou a enviar armas para a Ucrânia, bloqueou um pacote de empréstimo de 90 bilhões de euros da UE para Kiev e diz ​que a Ucrânia nunca poderá se juntar ao bloco.

Ele também acusou a UE e a Ucrânia de tentar interferir nas eleições de ‌domingo e disse que a Ucrânia quer interromper o ⁠fornecimento de energia da Hungria, algo que Kiev nega.

Em uma postagem no X antes da chegada de Vance, Magyar -- cujo partido Tisza, de centro-direita, é cotado por pesquisadores independentes para derrotar o Fidesz de Orbán na votação de domingo -- emitiu seu próprio ⁠alerta contra a interferência estrangeira na campanha eleitoral.

'Este é o nosso país', escreveu ⁠ele. 'A história húngara não é escrita em Washington, Moscou ou Bruxelas -- ⁠ela é escrita nas ⁠ruas ​e praças da Hungria.'

(Reportagem de Humeyra Pamuk, Anita Komuves, Krisztina Than, Gergely Szakacs e Lili Bayer, em Budapeste, e Alan Charlish, em Varsóvia)

Reuters

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