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Viridis venderá terras raras do Brasil para EUA e Europa, não para China, diz CEO

Viridis venderá terras raras do Brasil para EUA e Europa, não para China, diz CEO

Reuters

28/05/2026

Placeholder - loading - Terras raras no Laboratório de Física e Estudos de Materiais em Paris 23 de junho de 2025 REUTERS/Benoit Tessier
Terras raras no Laboratório de Física e Estudos de Materiais em Paris 23 de junho de 2025 REUTERS/Benoit Tessier

Por Oliver Griffin

SÃO PAULO, 28 Mai (Reuters) - A ​mineradora australiana de terras raras Viridis Mining and Minerals está em negociações avançadas com potenciais compradores desses minerais críticos na Europa e nos EUA para sua mina Colossus, no Estado de Minas Gerais, disse o CEO Rafael Moreno à Reuters, acrescentando que a empresa não está buscando compradores chineses.

A Viridis inaugurou nesta quinta-feira seu centro de pesquisa e processamento de terras raras em Poços de Caldas, enquanto prepara o projeto para atingir a produção estável até o final de 2028, disse Moreno.

A instalação ⁠produzirá ⁠o primeiro carbonato misto de terras ​raras da ‌mina, contendo minerais como neodímio e térbio, entre outros, e ajudará a facilitar as negociações de fornecimento com os compradores, afirmou ele.

A inauguração do centro ocorre em meio a uma corrida global por terras raras e ⁠minerais críticos, enquanto governos na Europa e nos EUA tentam reduzir sua ​dependência da China para esses materiais, que são vitais para carros elétricos ​e sistemas de defesa.

Embora a Viridis tenha recebido ‌interesse global de ​compradores -- aqueles ⁠que se comprometem a adquirir volumes específicos ao longo do tempo --, a empresa trabalhará exclusivamente com compradores ocidentais, apesar do forte interesse chinês, acrescentou o CEO.

'Tomamos uma posição ​desde o início de priorizar o mercado ocidental. À medida que a diversificação das cadeias de suprimentos ocorre, acreditamos que obteremos um valor melhor para nossos produtos, em vez da supressão de preços que a China consegue exercer quando toda ​a produção é direcionada para lá', disse Moreno na quarta-feira, acrescentando que as discussões com investidores e financiadores têm se concentrado em manter o projeto fora das cadeias de suprimentos chinesas.

A China responde por 60% da produção global de minério e por 90% ou mais da produção refinada de terras raras. Pequim introduziu restrições à exportação em abril de 2025 em resposta às tarifas americanas e tem defendido ​repetidamente as medidas, afirmando que aprova solicitações elegíveis.

Colossus é o primeiro projeto da Viridis ‌no Brasil, embora a empresa também opere ⁠na Austrália e no Canadá. Espera-se que o centro processe até 100 quilos de minério por hora.

O projeto deverá custar entre US$360 milhões e US$370 ⁠milhões, disse Moreno, acrescentando que o investimento poderá chegar ⁠a US$400 milhões caso os financiadores ⁠solicitem que a Viridis ⁠mantenha ​capital de giro adicional.

O financiamento do projeto deverá ser concluído no terceiro trimestre, acrescentou.

Reuters

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